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Computação quântica em pauta: perspectivas para a Bahia

A Academia de Ciências da Bahia (ACB) realizou, na última quinta-feira (04/09), o webinário “Avaliação e Perspectivas das Tecnologias e Computação Quânticas na Bahia”, que entra em sintonia com a celebração ao Ano Internacional da Ciência e Tecnologias Quânticas, instituído pela ONU em 2025. O encontro reuniu o pesquisador e Acadêmico Roberto Rivelino, o pesquisador Washington Santana Rosa, estes do Instituto de Física da UFBA (IF/UFBA), e Valéria Loureiro da Silva, do SENAI CIMATEC/QuIIN, sob a moderação do professor, também do IF/UFBA, Climério Silva Neto.

A abertura foi feita pelo diretor-executivo da ACB, o professor Wilson Lopes,  lembrando o contexto de realização do evento, agradeceu a participação de todos no encontro virtual e descreveu o trabalho do moderador, cujo estudos abordam temas como a história das fundações quânticas e ciência quantica no contexto da União Soviética. Sob a moderação do professor Climério Silva Neto, o Acadêmico Roberto Rivelino Moreno deu início ao debate em si. Ele destacou o percurso histórico da mecânica quântica, das contribuições de Planck e Einstein até os avanços que resultaram em tecnologias hoje corriqueiras, como semicondutores, lasers e exames de imagem. Segundo ele, vivemos uma “segunda revolução quântica”, caracterizada pelo controle de sistemas quânticos e pelo desenvolvimento de algoritmos e computadores capazes de abrir novas fronteiras em áreas como criptografia e inteligência artificial. “E provavalemente vem aí uam terceira revolução”, pontuou, referindo a relação entre Inteligencia Artificial e as Ciências Quânticas. 

Em seguida, foi a vez do professor Washington Santana Rosa, que chamou atenção para as condições estratégicas da Bahia no cenário global. Além de reunir forte potencial em energia solar e eólica, o estado concentra minérios essenciais para semicondutores de última geração. Esses fatores, segundo ele, posicionam a Bahia como polo de inovação tecnológica, especialmente no desenvolvimento de soluções ligadas ao hidrogênio verde, um dos pilares da transição energética.

Para abordar a questão da computação quântica, a professora Valéria Loureiro apresentou a atuação do SENAI CIMATEC por meio do QuIIN, centro de competência em tecnologias quânticas. O núcleo vem desenvolvendo projetos em computação, criptografia e comunicação quântica, em parceria com empresas e instituições acadêmicas, além de investir fortemente na formação de profissionais. Só nos últimos anos, centenas de pessoas passaram por cursos de especialização, workshops e programas de capacitação.

O debate apontou que os avanços da área não se restringem ao campo científico, mas envolvem também questões de soberania e segurança nacional, com impacto direto em setores estratégicos como energia, finanças, saúde e defesa. Ao promover a discussão, a ACB reforça seu papel como articuladora do pensamento científico na Bahia e sinaliza a importância de acompanhar e liderar transformações tecnológicas que moldam o século XXI.

Climério Silva Neto é professor do Instituto de Física e atua como pesquisador na área de história da ciência, com especial interesse na antiga União Soviética e no Brasil. Seus estudos abordam temas como a história das fundações quânticas, internacionalismo, diplomacia científica, desenvolvimento científico e o significado epistêmico da diversidade. Também tem papel ativo na difusão científica, colaborando com a Academia de Ciências da Bahia (ACB), onde ajudou a organizar a pauta do Ano Internacional da Ciência e Tecnologias Quânticas, em 2025.

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