{"id":7429,"date":"2024-05-21T23:59:24","date_gmt":"2024-05-22T02:59:24","guid":{"rendered":"https:\/\/cienciasbahia.org.br\/novo\/?p=7429"},"modified":"2024-05-22T08:56:33","modified_gmt":"2024-05-22T11:56:33","slug":"acb-marcou-presenca-no-pint-of-science-em-salvador","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cienciasbahia.org.br\/novo\/2024\/05\/21\/acb-marcou-presenca-no-pint-of-science-em-salvador\/","title":{"rendered":"ACB marcou presen\u00e7a no Pint of Science em Salvador"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-weight: 400;\">Salvador recebeu entre 13 e 15 de maio o Festival Internacional de Divulga\u00e7\u00e3o Cient\u00edfica Pint of Science e a Academia de Ci\u00eancias da Bahia (ACB) apoiou a realiza\u00e7\u00e3o do evento, juntamente com outras organiza\u00e7\u00f5es, e tamb\u00e9m esteve presente com quatro acad\u00eamicos. O evento discutiu quest\u00f5es sobre a comunica\u00e7\u00e3o cient\u00edfica, etnorraciais e tirou d\u00favidas sobre a vacina, tema t\u00e3o em voga desde 2020. Nesse clima, o Pint <\/span>reuniu um p\u00fablico de quase 500 pessoas ao longo dos tr\u00eas dias, aconteceu na Cervejaria Art Malte, no Rio Vermelho, em Salvador, e contou com a participa\u00e7\u00e3o de pesquisadores e especialistas, com o intuito de abordar a ci\u00eancia de forma descontra\u00edda e acess\u00edvel \u00e0 popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A acad\u00eamica e membra do Conselho Diretor da ACB Marilda Gon\u00e7alves foi a primeira, entre os membros da ACB, a participar. No encontro do dia 13\/05, o tema foi \u2018Pot\u00eancias Negras: a nossa diversidade faz e move a ci\u00eancia e a educa\u00e7\u00e3o\u2019, com media\u00e7\u00e3o de Deboraci Prates, professora da UFBA\/Instituto de Ci\u00eancias da Sa\u00fade. Participaram como painelistas Marilda Gon\u00e7alves, diretora da Fiocruz Bahia; Miriam Reis, diretora da Universidade da Integra\u00e7\u00e3o Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (UNILAB), Campus dos Mal\u00ebs; e Antonio Alberto Lopes, diretor da Faculdade de Medicina da UFBA.<\/p>\n<p>Marilda Gon\u00e7alves compartilhou sua experi\u00eancia ainda como estudante de Farm\u00e1cia, de ser uma das duas pessoas negras da sua turma, e ressaltou que devido \u00e0s pol\u00edticas afirmativas como as cotas, o cen\u00e1rio nas universidades est\u00e1 mudando e se tornando um ambiente mais diverso. \u201cAcho que estar na Fiocruz e ser a primeira mulher diretora tamb\u00e9m foi um passo muito importante. Hoje, com o nosso instituto completando 67 anos, fizemos uma grande festa de anivers\u00e1rio e isso foi muito bom para mostrar que pessoas negras e outras mulheres podem ocupar esse cargo, e que a gente pode transformar sim, porque o Brasil \u00e9 um pa\u00eds plural, temos diversidade e isso tem que estar incorporado no nosso cotidiano\u201d, destacou.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, a pesquisadora pontuou a import\u00e2ncia de compartilhar a atua\u00e7\u00e3o profissional de pessoas negras e como tais experi\u00eancias podem ser um legado para as gera\u00e7\u00f5es futuras. \u201cPrecisamos mudar a realidade que est\u00e1 posta. <strong>O racismo existe, e acho que \u00e9 importante a gente falar dele em lugares como esse, falando da nossa trajet\u00f3ria, do que n\u00f3s fizemos e do quanto que conseguimos mudar vidas<\/strong>\u201d, observou Gon\u00e7alves.<\/p>\n<p><strong>Vacina\u00e7\u00e3o: produ\u00e7\u00e3o, riscos e ganhos<\/strong><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">As vacinas contra a Covid-19, que salvaram milh\u00f5es de vidas em todo o mundo, s\u00e3o alvo de d\u00favidas e questionamentos. No segundo dia do Pint, o tema foi &#8220;<\/span>Comunicando Ci\u00eancia: tudo o que voc\u00ea sempre quis saber sobre vacinas e tinha vergonha de perguntar\u2019. O painel, moderado pelo coordenador da Gest\u00e3o da Comunica\u00e7\u00e3o e Divulga\u00e7\u00e3o Cient\u00edfica da Fiocruz Bahia, Antonio Brotas, contou com a participa\u00e7\u00e3o da vice-diretora de Ensino e Informa\u00e7\u00e3o da Fiocruz Bahia, Claudia Brodskyn; da pesquisadora da Fiocruz Bahia e membro da Academia de Ci\u00eancias da Bahia, Viviane Boaventura; do pesquisador da Fiocruz Bahia e l\u00edder do Centro de Pesquisas Cl\u00ednica (CPEC) das Obras Sociais Irm\u00e3 Dulce, Edson Duarte e da professora da UFBA e membro da Academia de Ci\u00eancias da Bahia, Suani Pinho.<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A conversa come\u00e7ou sobre a celeridade do processo de produ\u00e7\u00e3o da vacina. O professor Edson Duarte, pesquisador titular do Instituto Gon\u00e7alo Moniz\u00a0 (IGM\/Fiocruz Bahia) esclareceu que a rapidez no desenvolvimento das vacinas n\u00e3o significou a omiss\u00e3o de etapas. \u201c<strong>A vacina respeitou todos os processos e etapas necess\u00e1rias para ser segura<\/strong>. A celeridade se deu devido \u00e0 grande quantidade de investimentos e recursos humanos e intelectuais que atuaram nas pesquisas\u201d, explicou. Duarte compara o processo \u00e0 constru\u00e7\u00e3o de um pr\u00e9dio, onde, com recursos suficientes, v\u00e1rias partes podem ser feitas em paralelo. \u201cFoi isso que aconteceu na pandemia. Devemos ter mais cuidado e respeito pelas vacinas\u201d, enfatiza.<\/span><\/p>\n<p>Embora sejam extremamente seguras, as pessoas podem apresentar rea\u00e7\u00f5es leves ap\u00f3s a vacina\u00e7\u00e3o. A professora Viviane Boaventura, pesquisadora da Funda\u00e7\u00e3o Oswaldo Cruz e professora adjunta da Universidade Federal da Bahia, esclareceu que os sinais mais comuns, como febre e dores no corpo, s\u00e3o indica\u00e7\u00f5es de que o corpo est\u00e1 respondendo \u00e0 vacina. Ela destacou que os efeitos adversos graves s\u00e3o muito raros, ocorrendo casos a cada cem mil a um milh\u00e3o de casos. \u201c<strong>O benef\u00edcio supera os riscos<\/strong>\u201d. \u201cA possibilidade de se ter uma trombose por uso de anticoncepcional \u00e9 muito mais frequente do que por uso da vacina\u201d.<\/p>\n<p>Contudo, a pesquisadora lembra que \u201ctemos no Brasil 180 milh\u00f5es de pessoas que tomaram ao menos uma dose e 5 bilh\u00f5es de pessoas no mundo\u201d. Ou seja, \u00e9 preciso manter a vigil\u00e2ncia assim como \u00e9 feito em qualquer medica\u00e7\u00e3o de larga escala. Ela tamb\u00e9m lembrou que qualquer medica\u00e7\u00e3o, como dipirona ou paracetamol, pode trazer riscos, mas s\u00e3o amplamente utilizadas devido aos seus benef\u00edcios. \u201cA vacina \u00e9 v\u00edtima de seu pr\u00f3prio sucesso porque as pessoas tomam, ficam protegidas da doen\u00e7a grave e n\u00e3o se recordam desse fato. Ficam os relatos de eventos adversos, muitas vezes nem relacionados a vacina, mas n\u00e3o se tem registro dos casos graves e mortes evitadas pelas vacinas \u201d, observou Boaventura.<\/p>\n<blockquote><p>\u201cA vacina \u00e9 v\u00edtima de seu pr\u00f3prio sucesso porque as pessoas tomam, ficam protegidas da doen\u00e7a grave e n\u00e3o se recordam desse fato. Ficam os relatos de eventos adversos, muitas vezes nem relacionados a vacina, mas n\u00e3o se tem registro dos casos graves e mortes evitadas pelas vacinas \u201d, observou Boaventura<\/p><\/blockquote>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\"><strong>A import\u00e2ncia das vacinas vai al\u00e9m da prote\u00e7\u00e3o individual<\/strong>. Suani Pinho, f\u00edsica e membro do Conselho Diretor da Academia de Ci\u00eancias da Bahia, ressaltou o conceito de imunidade coletiva, que ganhou relev\u00e2ncia ap\u00f3s a Segunda Guerra Mundial. Pinho, que estuda modelos matem\u00e1ticos e suas rela\u00e7\u00f5es com a transmissibilidade de doen\u00e7as, explicou que o n\u00famero de reprodu\u00e7\u00e3o b\u00e1sico (R0) \u00e9 crucial para entender a imunidade da popula\u00e7\u00e3o. \u201cEsse n\u00famero indica quantas pessoas, em m\u00e9dia, uma pessoa infectada pode transmitir a doen\u00e7a. Para garantir a prote\u00e7\u00e3o de uma popula\u00e7\u00e3o, \u00e9 necess\u00e1rio imunizar um n\u00famero suficiente de indiv\u00edduos para reduzir a transmiss\u00e3o\u201d, explicou Pinho. Ela acrescentou que essa compreens\u00e3o foi fundamental para a ado\u00e7\u00e3o de medidas de isolamento social durante a pandemia, visando controlar a dissemina\u00e7\u00e3o do v\u00edrus at\u00e9 que uma propor\u00e7\u00e3o adequada da popula\u00e7\u00e3o estivesse vacinada.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Os especialistas s\u00e3o un\u00e2nimes em afirmar que a vacina\u00e7\u00e3o \u00e9 uma ferramenta essencial para salvar vidas e proteger popula\u00e7\u00f5es inteiras. A ci\u00eancia por tr\u00e1s das vacinas contra a Covid-19 demonstra um esfor\u00e7o global sem precedentes, onde investimentos massivos e colabora\u00e7\u00f5es internacionais permitiram um desenvolvimento r\u00e1pido e seguro, refletindo a import\u00e2ncia das vacinas na sa\u00fade p\u00fablica mundial. O evento Pint Of Science em Salvador, com o apoio da Academia de Ci\u00eancias da Bahia, \u00e9 plataforma para disseminar esse conhecimento e refor\u00e7ar a confian\u00e7a na ci\u00eancia.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Texto: Val\u00e9ria Borges (Fiocruz Bahia) e Karina de Souza (ACB)<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Salvador recebeu entre 13 e 15 de maio o Festival Internacional de Divulga\u00e7\u00e3o Cient\u00edfica Pint of Science e a Academia de Ci\u00eancias da Bahia (ACB) apoiou a realiza\u00e7\u00e3o do evento, juntamente com outras organiza\u00e7\u00f5es, e tamb\u00e9m esteve presente com quatro acad\u00eamicos. 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