{"id":4828,"date":"2023-07-12T13:28:13","date_gmt":"2023-07-12T16:28:13","guid":{"rendered":"https:\/\/cienciasbahia.org.br\/novo\/?p=4828"},"modified":"2023-07-16T15:03:11","modified_gmt":"2023-07-16T18:03:11","slug":"pesquisadores-depositam-patente-de-composto-inibidor-do-cancer-de-mama","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cienciasbahia.org.br\/novo\/2023\/07\/12\/pesquisadores-depositam-patente-de-composto-inibidor-do-cancer-de-mama\/","title":{"rendered":"Pesquisadores depositam patente de composto inibidor do c\u00e2ncer de mama"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-4829\" src=\"https:\/\/cienciasbahia.org.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/PesquisaCancerMama-300x158.webp\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"158\" srcset=\"https:\/\/cienciasbahia.org.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/PesquisaCancerMama-300x158.webp 300w, https:\/\/cienciasbahia.org.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/PesquisaCancerMama-1024x538.webp 1024w, https:\/\/cienciasbahia.org.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/PesquisaCancerMama-768x403.webp 768w, https:\/\/cienciasbahia.org.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/PesquisaCancerMama.webp 1200w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Um grupo de dez pesquisadores das universidades Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e Federal Fluminense (UFF) depositou patente no Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI) para tratamento contra o c\u00e2ncer de mama.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O estudo descreve o desenvolvimento de um novo composto sint\u00e9tico direcionado \u00e0 prote\u00edna conhecida como p53 quando ela apresenta muta\u00e7\u00e3o. Os testes realizados apontaram para essa subst\u00e2ncia capaz de reverter a fun\u00e7\u00e3o da prote\u00edna mutada. A patente \u00e9 fruto de duas teses de doutorado da UFF e da UFRJ.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O professor da Faculdade de Farm\u00e1cia da UFF, Vitor Ferreira, que integra o grupo de pesquisadores, explicou \u00e0 Ag\u00eancia Brasil que a prote\u00edna p53 \u201csupostamente\u201d deveria ser a guardi\u00e3 do genoma humano. O coordenador do Instituto Nacional de Ci\u00eancia e Tecnologia de Biologia Estrutural e Bioimagem (Inbeb) e professor da UFRJ, Jerson Lima, disse que essa prote\u00edna atua como protetora do DNA, suprimindo o aparecimento de tumores. Quando, por\u00e9m, ela sofre uma muta\u00e7\u00e3o dentro do organismo, perde sua fun\u00e7\u00e3o protetora e passa a estimular o crescimento do tumor e a torn\u00e1-lo mais resistente a drogas.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cEla passa a trabalhar contra e essa c\u00e9lula passa a ser uma c\u00e9lula tumoral\u201d, explicou Ferreira. \u201cEm mais de 90% das c\u00e9lulas tumorais, a prote\u00edna p53 sofre muta\u00e7\u00e3o e perde a fun\u00e7\u00e3o dela\u201d, sustentou. O tipo de tumor de mama usado na pesquisa pelo grupo \u00e9 chamado tumor negativo.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A pesquisa recebeu financiamento de R$ 2 milh\u00f5es, divididos meio a meio entre a Funda\u00e7\u00e3o Carlos Chagas Filho de Amparo \u00e0 Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj) e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Cient\u00edfico e Tecnol\u00f3gico (CNPq). Um artigo de revis\u00e3o do trabalho foi publicado esta semana no peri\u00f3dico internacional Chemical Review.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">PROGRESSO<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cA gente acredita que essa subst\u00e2ncia \u00e9 a mais promissora de todas porque deu um efeito grande, inclusive reduzindo o tumor em animais e atuando, principalmente, na descoberta, que o nosso grupo foi pioneiro, que \u00e9 a capacidade de muta\u00e7\u00f5es da p53\u201d, afirmou Lima.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Os pesquisadores j\u00e1 est\u00e3o conversando com uma empresa farmac\u00eautica que estaria interessada em realizar os estudos cl\u00ednicos em humanos.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Essa etapa \u00e9 necess\u00e1ria e pode resultar na fabrica\u00e7\u00e3o do primeiro f\u00e1rmaco no Brasil para tratamento de c\u00e2ncer de mama, destacou Vitor Ferreira.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Jerson Lima acrescentou que se n\u00e3o se desenvolver alguma nova terapia para atacar as muta\u00e7\u00f5es da p53, cerca de meio bilh\u00e3o de pessoas\u00a0 hoje v\u00e3o morrer de c\u00e2ncer no planeta. Vitor Ferreira lembrou que o grupo levou seis anos de trabalho at\u00e9 descobrir essa mol\u00e9cula, qual foi o seu mecanismo de a\u00e7\u00e3o e como ela atuou na p53.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">MOL\u00c9CULAS<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Os pesquisadores est\u00e3o investigando tamb\u00e9m outras mol\u00e9culas. De acordo com Vitor, v\u00e1rios grupos internacionais est\u00e3o buscando novas terapias para a muta\u00e7\u00e3o da prote\u00edna p53.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A patente depositada no Brasil deriva de uma naftoquinona, que \u00e9 uma subst\u00e2ncia produzida pelo metabolismo de algas, l\u00edquens, fungos, plantas, animais e em seres humanos. O composto foi obtido &#8211; de forma sint\u00e9tica &#8211; a partir da vitamina K3 e possui atividade dez vezes mais potente que outras drogas na redu\u00e7\u00e3o dos tumores de mama, em especial para os tumores de mama que possuem a prote\u00edna p53 alterada, informou a Faperj, por meio de sua assessoria de imprensa.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Fonte: Academia Brasileira de Ci\u00eancias \/ Ag\u00eancia Brasil<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Foto: Ag\u00eancia Brasil (Foto divulga\u00e7\u00e3o\/ Sociedade Brasileira de Mastologia)<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um grupo de dez pesquisadores das universidades Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e Federal Fluminense (UFF) depositou patente no Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI) para tratamento contra o c\u00e2ncer de mama. 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