{"id":4820,"date":"2023-07-09T16:42:51","date_gmt":"2023-07-09T19:42:51","guid":{"rendered":"https:\/\/cienciasbahia.org.br\/novo\/?p=4820"},"modified":"2023-07-12T13:29:36","modified_gmt":"2023-07-12T16:29:36","slug":"edufba-lanca-2a-edicao-de-independencia-do-brasil-na-bahia-de-luis-henrique-dias-tavares","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cienciasbahia.org.br\/novo\/2023\/07\/09\/edufba-lanca-2a-edicao-de-independencia-do-brasil-na-bahia-de-luis-henrique-dias-tavares\/","title":{"rendered":"Edufba lan\u00e7a 2\u00aa edi\u00e7\u00e3o de Independ\u00eancia do Brasil na Bahia, de Luis Henrique Dias Tavares"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-4821\" src=\"https:\/\/cienciasbahia.org.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/UFBA-Livro-300x225.jpeg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"225\" srcset=\"https:\/\/cienciasbahia.org.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/UFBA-Livro-300x225.jpeg 300w, https:\/\/cienciasbahia.org.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/UFBA-Livro-768x576.jpeg 768w, https:\/\/cienciasbahia.org.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/UFBA-Livro.jpeg 1024w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Como parte das comemora\u00e7\u00f5es do bicenten\u00e1rio da Independ\u00eancia, a Editora da Universidade Federal da Bahia (Edufba) lan\u00e7ou a 2\u00aa edi\u00e7\u00e3o do livro \u201cIndepend\u00eancia do Brasil na Bahia\u201d, do professor em\u00e9rito da UFBA, o baiano Luis Henrique Dias Tavares (1926-2020), ge\u00f3grafo e doutor em hist\u00f3ria, com p\u00f3s-doutorado na Universidade de Londres. O pref\u00e1cio dessa segunda edi\u00e7\u00e3o revista \u00e9 de Laurentino Gomes, jornalista e membro titular da Academia Paranaense de Letras, para quem o livro do professor Luis Henrique \u00e9 \u201co melhor, mais completo e mais profundo mergulho no assunto que jamais se fez na historiografia brasileira\u201d.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O evento, realizado no dia 28 de junho de 2023, na antessala do Gabinete do Reitor da UFBA, contou com a presen\u00e7a de professores, acad\u00eamicos, jornalistas e estudiosos que participaram de uma roda de conversa com Emiliano Jos\u00e9, jornalista, escritor e membro titular da Academia de Letras da Bahia; e S\u00e9rgio Guerra Filho, professor da UFRB e doutor em hist\u00f3ria com experi\u00eancia em hist\u00f3ria regional do Brasil. Os dois palestrantes foram apresentados pelo reitor Paulo Miguez, que destacou \u201co encantamento\u201d de fazer esse lan\u00e7amento do livro do professor Luis Henrique poucos dias antes das comemora\u00e7\u00f5es dos 200 anos da independ\u00eancia \u201cdo nosso 2 de Julho\u201d que coincide com o anivers\u00e1rio da Universidade Federal da Bahia, que neste ano comemorou seu 77\u00b0 anivers\u00e1rio.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201c\u00c9 algo que nos encanta, ainda mais porque isso est\u00e1 podendo ser feito depois de tantos tempos sombrios, depois de quatro anos t\u00e3o dif\u00edceis para todos aqueles que prezam liberdade, independ\u00eancia; anos t\u00e3o dif\u00edceis para essa casa, atacada de todas as formas, durante todo esse tempo. A Universidade Federal da Bahia, bem como todas as outras universidades, sofreu muito ao longo desse per\u00edodo, mas a UFBA sofreu ainda mais, porque foi uma das escolhidas para a sanha de um ministro da educa\u00e7\u00e3o que desrespeitou essa casa o tempo inteiro. Esse tempo de amea\u00e7a ficou para tr\u00e1s\u201d, declarou Miguez.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O jornalista Luis Guilherme Ponte Tavares, filho do professor Luis Henrique, declarou que o que importava naquela oportunidade do lan\u00e7amento da 2\u00aa edi\u00e7\u00e3o do livro Independ\u00eancia do Brasil na Bahia \u201c\u00e9 o trato respeitoso da Universidade Federal da Bahia para com o professor em\u00e9rito Luis Henrique Dias Tavares\u201d.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A INDEPEND\u00caNCIA AQUI CONSOLIDADA<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Para o professor S\u00e9rgio Guerra Filho, as obras que est\u00e3o sendo publicadas atualmente e que ainda est\u00e3o por sair sobre a independ\u00eancia do Brasil trazem uma outra forma de narrar a independ\u00eancia, incluindo as lutas na Bahia, no Piau\u00ed, Par\u00e1 e Maranh\u00e3o, \u201cporque houve guerra tamb\u00e9m nesses outros espa\u00e7os, e n\u00e3o s\u00f3 nesses espa\u00e7os\u201d, afirma o professor.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cEu creio que a historiografia avan\u00e7ou muito. Eu estou vendo aqui (presentes na plateia) o professor Hendrik Kraay da University of Calgary, no Canad\u00e1, e a professora Lina Aras, da UFBA, e muita gente que tem escrito sobre a participa\u00e7\u00e3o das popula\u00e7\u00f5es ind\u00edgenas, das popula\u00e7\u00f5es afro brasileiras, das mulheres; ent\u00e3o muita coisa tem sido realizada, produzindo um efeito nesta independ\u00eancia, que de alguma forma se libertou daquele quadro do grito do Ipiranga (a pintura \u201cIndepend\u00eancia ou Morte\u201d de Pedro Am\u00e9rico). Ent\u00e3o, hoje, os que falam em independ\u00eancia tem muito mais haver com aquele [outro] quadro que pinta a batalha do 25 de junho, porque ali, diferente do 7 de setembro que s\u00f3 tem militares e Dom Pedro I no centro, e que de alguma forma sintetiza a independ\u00eancia num \u201cgrito\u201d, o quadro do 25 de junho (a pintura \u201cO Primeiro Passo para a Independ\u00eancia\u201d de Ant\u00f4nio Parreiras) traz mulheres, crian\u00e7as, negros, ind\u00edgenas, religiosos, civis, militares, pessoas feridas, a pra\u00e7a, as batalhas, para poder contar uma outra narrativa sobre \u201cessa independ\u00eancia\u201d. Eu acho que isto \u00e9 muito gra\u00e7as ao trabalho do professor Luis Henrique\u201d.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Guerra Filho acredita que a obra do professor Luis Henrique \u00e9 fundamental nesse processo hist\u00f3rico como um divisor de \u00e1guas, primeiro por conter uma pesquisa minuciosa que vai al\u00e9m dos arquivos baianos, e segundo por sua abordagem inovadora com a inclus\u00e3o dos conflitos sociais, das decorr\u00eancias pol\u00edticas, para al\u00e9m da vit\u00f3ria militar.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">DIA TRISTE<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">J\u00e1 o jornalista e escritor Emiliano Jos\u00e9 lembrou que \u201cpor essas artes do destino, terminei na Academia de Letras da Bahia e ocupei a cadeira numero um, que era ocupada pelo professor Luis Henrique Dias Tavares e, por for\u00e7a disso, eu tive que entend\u00ea-lo melhor e mergulhar um pouco mais na extraordin\u00e1ria obra do professor\u201d. E nesta imers\u00e3o, Emiliano destaca a densidade e o olhar agudo do pesquisador Luis Henrique e como ele soube retratar a hist\u00f3ria da Bahia com um olhar dial\u00e9tico.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cO olhar dele sobre o 2 de Julho \u00e9 um olhar de uma \u00e1guia hist\u00f3rica, capaz de apreender toda a complexidade daquele acontecimento hist\u00f3rico, [quando] demonstra que foi muito importante para a independ\u00eancia do Brasil, a luta do 2 de julho de 1823 aqui [na Bahia]. Ele [o historiador] mostra que 2 de julho desmontou as tentativas de acomoda\u00e7\u00e3o que ocorriam no pa\u00eds [\u2026.] ao mesmo tempo em que tamb\u00e9m demonstra que a outra luta que estava embutida na guerra pela independ\u00eancia, que era a luta contra a escravid\u00e3o, [esta] n\u00e3o se realizou. O 2 de julho de 1823 foi um dia triste, o ex\u00e9rcito que entrou em Salvador era um ex\u00e9rcito de maltrapilhos, de doentes, de esfarrapados. Ent\u00e3o o professor Luis Henrique Dias Tavares \u00e9 um gigante da hist\u00f3ria da Bahia\u201d, declarou Emiliano.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">HONRA AO DOIS DE JULHO<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A professora titular do departamento de hist\u00f3ria da Faculdade de Filosofia e Ci\u00eancias Humanas da UFBA, Lina Maria Brand\u00e3o de Aras, lembrou que o professor Luis Henrique foi um dos quadros mais importantes do departamento quando da cria\u00e7\u00e3o do curso de Hist\u00f3ria.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cPara mim, pessoalmente, ele foi muito mais do que um professor, porque ele foi um professor para a vida, um mestre, um dedicado a pesquisa, suas obras muito influenciou os estudos posteriores sobre a guerra de independ\u00eancia do Brasil na Bahia. Eu quero dizer que eu fui muito influenciada por ele n\u00e3o s\u00f3 pela forma da escrita da hist\u00f3ria atrav\u00e9s da sua precis\u00e3o, mas tamb\u00e9m pelo seu cuidado com as pessoas que o procuravam e que ele orientava. Era uma pessoa muito atenciosa e generosa, e esse ato aqui na Reitoria \u00e9 realmente honrar ao 2 de Julho e a mem\u00f3ria do professor Luiz Henrique\u201d.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Fonte: UFBA \/ Edgardigital<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Foto: UFBA \/ Edgardigital (Foto: Marco Queiroz)<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Como parte das comemora\u00e7\u00f5es do bicenten\u00e1rio da Independ\u00eancia, a Editora da Universidade Federal da Bahia (Edufba) lan\u00e7ou a 2\u00aa edi\u00e7\u00e3o do livro \u201cIndepend\u00eancia do Brasil na Bahia\u201d, do professor em\u00e9rito da UFBA, o baiano Luis Henrique Dias Tavares (1926-2020), ge\u00f3grafo e doutor em hist\u00f3ria, com p\u00f3s-doutorado na Universidade de Londres. 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