{"id":4810,"date":"2023-07-07T16:02:55","date_gmt":"2023-07-07T19:02:55","guid":{"rendered":"https:\/\/cienciasbahia.org.br\/novo\/?p=4810"},"modified":"2023-07-09T16:44:56","modified_gmt":"2023-07-09T19:44:56","slug":"cometa-nordestino-leva-conhecimentos-de-astronomia-e-astronautica-para-escolas-publicas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cienciasbahia.org.br\/novo\/2023\/07\/07\/cometa-nordestino-leva-conhecimentos-de-astronomia-e-astronautica-para-escolas-publicas\/","title":{"rendered":"Cometa Nordestino leva conhecimentos de astronomia e astron\u00e1utica para escolas p\u00fablicas"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-4811\" src=\"https:\/\/cienciasbahia.org.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/CometaNordestino-Feira.jpeg\" alt=\"\" width=\"1\" height=\"1\" \/><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-4811\" src=\"https:\/\/cienciasbahia.org.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/CometaNordestino-Feira.jpeg\" alt=\"\" width=\"1\" height=\"1\" \/><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-4811\" src=\"https:\/\/cienciasbahia.org.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/CometaNordestino-Feira.jpeg\" alt=\"\" width=\"1\" height=\"1\" \/><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Projeto Cometa Nordestino leva conhecimentos de astronomia e astron\u00e1utica para escolas p\u00fablicas. O projeto \u00e9 desenvolvido pela Escola de Ci\u00eancia e Tecnologia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (ECT\/UFRN), Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS) e o campus Vit\u00f3ria da Conquista do Instituto Federal da Bahia (IFBA).\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Leia artigo escrito por Kayllani Lima Silva &#8211; Cometa Nordestino\/ECT\/UFRN, publicado em 16 de junho de 2023:<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Enxergar-se um potencial cientista ainda n\u00e3o \u00e9 comum entre alunos da educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica brasileira, seja pela falta de compreens\u00e3o sobre a ci\u00eancia ou acesso a novas metodologias que incentivem o processo de ensino-aprendizagem. \u00c9 dentro dessa realidade que o Cometa Nordestino surge, com o prop\u00f3sito de incentivar a voca\u00e7\u00e3o cient\u00edfica por meio da populariza\u00e7\u00e3o da astronomia e da astron\u00e1utica. Com foco especialmente nas escolas da rede p\u00fablica, o projeto de extens\u00e3o foi criado neste ano e re\u00fane polos em tr\u00eas institui\u00e7\u00f5es: a Escola de Ci\u00eancia e Tecnologia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (ECT\/UFRN), a Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS) e o campus Vit\u00f3ria da Conquista do Instituto Federal da Bahia (IFBA). Por ora, j\u00e1 foram realizadas pelo menos 10 a\u00e7\u00f5es em cidades baianas, enquanto em Natal a primeira miss\u00e3o aconteceu no dia 16 de junho, com toda a equipe.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O projeto soma 13 docentes e 13 estudantes atuando em Natal (RN), Feira de Santana (BA) e Vit\u00f3ria da Conquista (BA) e tem a expectativa de atender pelo menos 15 cidades ao redor dos tr\u00eas polos em 2023. O professor Leonardo Almeida, coordenador do Cometa na ECT\/UFRN, aponta que o Brasil ainda est\u00e1 entre os pa\u00edses com menores resultados quando o assunto \u00e9 aprendizagem em ci\u00eancia. Segundo mostrou o Programa Internacional de Avalia\u00e7\u00e3o de Estudantes (PISA) de 2018, 55% dos estudantes brasileiros com 15 anos de idade n\u00e3o possu\u00edam n\u00edvel b\u00e1sico na disciplina.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Em compara\u00e7\u00e3o aos pa\u00edses da Am\u00e9rica do Sul, o Brasil est\u00e1 em \u00faltimo lugar na profici\u00eancia em Ci\u00eancias, com 404 pontos, empatando com Argentina e Peru. J\u00e1 em rela\u00e7\u00e3o aos membros da Organiza\u00e7\u00e3o para a Coopera\u00e7\u00e3o e Desenvolvimento Econ\u00f4mico (OCDE), o pa\u00eds apresenta tr\u00eas anos de atraso na escolariza\u00e7\u00e3o. Aliado a isso, apenas 15% dos jovens brasileiros demonstram interesse por profiss\u00f5es relacionadas \u00e0s ci\u00eancias e tecnologia. Quando ingressam em gradua\u00e7\u00f5es na \u00e1rea, revelam \u201cuma defasagem significativa\u201d nos conte\u00fados de ci\u00eancia e matem\u00e1tica, aponta o docente.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Para mudar esse cen\u00e1rio de forma inclusiva, o professor Leonardo defende que as a\u00e7\u00f5es de difus\u00e3o e populariza\u00e7\u00e3o de astronomia e astron\u00e1utica s\u00e3o essenciais. \u201cA relev\u00e2ncia para a comunidade da UFRN vai desde o engajamento e capacita\u00e7\u00e3o dos nossos estudantes extensionistas em diversas \u00e1reas ligadas \u00e0 astronomia e \u00e0 astron\u00e1utica (por exemplo, eletr\u00f4nica aplicada, computa\u00e7\u00e3o, modelagem gr\u00e1fica, f\u00edsica, matem\u00e1tica etc.), como tamb\u00e9m oportunizar a conviv\u00eancia com a realidade social e pr\u00e1tica profissional\u201d, complementa.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O professor Marildo Pereira, coordenador do Cometa Nordestino em Feira de Santana, partilha de uma vis\u00e3o semelhante e adverte que o ensino da ci\u00eancia encara uma car\u00eancia de novas tecnologias e contextualiza\u00e7\u00e3o. A iniciativa, dessa forma, abre caminhos tanto para o aprendizado dos estudantes quanto para a forma\u00e7\u00e3o continuada dos professores. Isso porque, ao mesmo tempo em que as oficinas buscam engajar os alunos, os docentes atualizam conhecimentos ligados \u00e0 astronomia e \u00e0 astron\u00e1utica.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Para a UFRN, por sua vez, a extens\u00e3o contribui para a forma\u00e7\u00e3o dos colaboradores e aproxima a academia das comunidades externas. \u201cA fun\u00e7\u00e3o da extens\u00e3o \u00e9 sair dos muros da Universidade e mostrar o que produzimos dentro dela. \u00c9 isso que esperamos que os projetos de extens\u00e3o fa\u00e7am\u201d, enfatiza o docente. Somado a isso, ele defende ser fundamental criar v\u00ednculos com os professores das escolas, com o objetivo de que eles se tornem parceiros e incentivem a realiza\u00e7\u00e3o de novas a\u00e7\u00f5es junto ao corpo estudantil.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">No polo Feira de Santana, seis miss\u00f5es j\u00e1 foram realizadas em escolas p\u00fablicas e institutos federais, mas o hist\u00f3rico da UEFS na populariza\u00e7\u00e3o de astronomia e astron\u00e1utica contempla resultados para al\u00e9m do Cometa Nordestino. O Projeto Planet\u00e1rio Itinerante do Observat\u00f3rio Astron\u00f4mico Antares, por exemplo, acontece desde 2007 e pretende atender 22 cidades da Bahia apenas neste ano. \u201cEm 2003, passamos a ter os grandes projetos, mas desde 2001 trabalhamos com planet\u00e1rio, divulga\u00e7\u00e3o de ci\u00eancia e visitas \u00e0s escolas\u201d, esclarece Marildo Pereira.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Realidade semelhante \u00e9 observada no IFBA de Vit\u00f3ria da Conquista, respons\u00e1vel por promover a Jornada de Astronomia h\u00e1 mais de 15 anos, al\u00e9m de observa\u00e7\u00f5es do c\u00e9u e sess\u00f5es no planet\u00e1rio itinerante. A professora Selma Vieira, coordenadora do Cometa Nordestino na institui\u00e7\u00e3o, pontua o papel decisivo da iniciativa para a interioriza\u00e7\u00e3o da ci\u00eancia. \u201cEssa divulga\u00e7\u00e3o e essa populariza\u00e7\u00e3o da ci\u00eancia \u2013 porque a gente termina falando n\u00e3o apenas de astronomia \u2013 \u00e9 uma motiva\u00e7\u00e3o e uma oportunidade que os alunos t\u00eam, principalmente os de cidades pequenas e da zona rural. Eles est\u00e3o muito distantes\u201d, complementa.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u00c9 esse desejo, retratado em casos ainda isolados, que o Cometa Nordestino pretende expandir. \u201cNas nossas a\u00e7\u00f5es, esperamos que ao estimular a abstra\u00e7\u00e3o, a curiosidade cient\u00edfica, a cr\u00edtica por meio de indaga\u00e7\u00f5es cient\u00edficas, as pr\u00e1ticas da observa\u00e7\u00e3o e da experimenta\u00e7\u00e3o, possamos despertar o esp\u00edrito cient\u00edfico e tecnol\u00f3gico nos estudantes e na popula\u00e7\u00e3o em geral, ampliando e valorizando o ensino de ci\u00eancias e a busca pelas carreiras cient\u00edficas e tecnol\u00f3gicas\u201d, destaca o coordenador da UFRN, para quem o projeto \u00e9 fundamental na busca por solu\u00e7\u00f5es aos problemas enfrentados pelas escolas de ensino b\u00e1sico.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">EXTENS\u00c3O NO DESENVOLVIMENTO ESTUDANTIL<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Se por um lado o Cometa Nordestino possibilita impactos positivos para a comunidade, por outro auxilia na forma\u00e7\u00e3o dos estudantes colaboradores. A natalense Poliana Ara\u00fajo, de 21 anos, estuda Ci\u00eancia e Tecnologia na UFRN e encontrou no Cometa Nordestino a chance de cultivar um interesse da inf\u00e2ncia e desenvolver novas habilidades. Embora hoje tenha como prop\u00f3sito ingressar na Engenharia da Computa\u00e7\u00e3o, quando crian\u00e7a era a astronomia e a astron\u00e1utica que despertavam sua curiosidade. \u201cEu pensei que poderia ser uma oportunidade de reviver esse interesse e quem sabe gostar da \u00e1rea de novo. Conseguir juntar computa\u00e7\u00e3o com astronomia\u201d, relata a estudante.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Para ela, participar do cotidiano do projeto tamb\u00e9m \u00e9 uma chance de aprender a trabalhar em equipe. Ao lado dos demais bolsistas e volunt\u00e1rios, adquire conhecimentos sobre os experimentos e oficinas de forma pr\u00e1tica, ao mesmo tempo que assimila a teoria que ser\u00e1 repassada nas escolas. Em sua primeira experi\u00eancia na extens\u00e3o, j\u00e1 demonstra compreender a import\u00e2ncia desse di\u00e1logo e lan\u00e7a expectativas positivas. \u201cUma perspectiva que eu tenho \u00e9 conseguir passar conhecimento para as pessoas. \u00c9 uma coisa que eu quero aprender\u201d, diz.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O desejo de popularizar conhecimentos tamb\u00e9m move a potiguar J\u00falia Alanne, de 23 anos, que estuda Engenharia da Computa\u00e7\u00e3o na UFRN. Apesar do interesse na \u00e1rea de astronomia e astron\u00e1utica acompanh\u00e1-la h\u00e1 tempos, foi no Cometa Nordestino que passou a buscar mais aprendizados em ambas ci\u00eancias. Nas prepara\u00e7\u00f5es da primeira miss\u00e3o, ela aguarda ansiosamente a chegada do projeto de extens\u00e3o em escolas do RN. \u201cMinhas expectativas para as a\u00e7\u00f5es s\u00e3o alt\u00edssimas, n\u00e3o vejo a hora de levarmos as oficinas e experimentos que foram desenvolvidas pela equipe para as escolas \u201d, conta.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Para o baiano Wander Oliveira, bolsista do Cometa Nordestino na UEFS e atuante na extens\u00e3o desde 2018, transmitir conhecimentos e prender a aten\u00e7\u00e3o dos estudantes por meio das a\u00e7\u00f5es do projeto \u00e9 gratificante. \u201cQuando a galera est\u00e1 prestando aten\u00e7\u00e3o, a gente pode levar a frente o funcionamento das coisas, com eles se divertindo ao ver os experimentos, aquela coisa m\u00e1gica. \u00c9 muito gostoso ao longo de todo esse per\u00edodo estar fazendo a crian\u00e7ada se interessar por ci\u00eancia. Eu acho que a coisa que mais me deixa grato e mais me diverte \u00e9 o fato de fazer os estudantes se interessarem por ci\u00eancia\u201d, fala com entusiasmo.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Quem tamb\u00e9m soma uma bagagem significativa na extens\u00e3o \u00e9 Wesley Santos, de 24 anos, bolsista do polo Feira de Santana. Com mais de dois anos atuando junto \u00e0 comunidade e agora no Cometa Nordestino, ele destaca a relev\u00e2ncia do projeto para inspirar o p\u00fablico a acreditar na ci\u00eancia por meio da compreens\u00e3o dos seus fen\u00f4menos. Na forma\u00e7\u00e3o pessoal, especialmente, n\u00e3o deixa de reconhecer o quanto cresceu trabalhando fora do espa\u00e7o acad\u00eamico. \u201cQuando ingressei na extens\u00e3o, nos meus primeiros anos, eu era extremamente introvertido e tinha dificuldade de falar com o p\u00fablico. \u00c0 medida que comecei a participar da extens\u00e3o, consegui mudar a forma como falo e ser mais soci\u00e1vel\u201d, revela.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Fonte: Escola de Ci\u00eancias e Tecnologia (ECT) da Universidade Federal do Rio Grande do Norte\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Foto: Cometa Nordestino (Wander Oliveira durante a\u00e7\u00e3o com estudantes em Feira de Santana) <\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Projeto Cometa Nordestino leva conhecimentos de astronomia e astron\u00e1utica para escolas p\u00fablicas. 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