{"id":4686,"date":"2023-06-01T13:36:15","date_gmt":"2023-06-01T16:36:15","guid":{"rendered":"https:\/\/cienciasbahia.org.br\/novo\/?p=4686"},"modified":"2023-06-05T19:49:56","modified_gmt":"2023-06-05T22:49:56","slug":"dez-anos-de-pesquisa-mostram-o-impacto-negativo-do-desmatamento-na-mata-atlantica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cienciasbahia.org.br\/novo\/2023\/06\/01\/dez-anos-de-pesquisa-mostram-o-impacto-negativo-do-desmatamento-na-mata-atlantica\/","title":{"rendered":"Dez anos de pesquisa mostram o impacto negativo do desmatamento na Mata Atl\u00e2ntica"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-4687\" src=\"https:\/\/cienciasbahia.org.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/UESC-Pesquisa-MataAtlantica-300x251.jpeg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"251\" srcset=\"https:\/\/cienciasbahia.org.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/UESC-Pesquisa-MataAtlantica-300x251.jpeg 300w, https:\/\/cienciasbahia.org.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/UESC-Pesquisa-MataAtlantica-768x644.jpeg 768w, https:\/\/cienciasbahia.org.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/UESC-Pesquisa-MataAtlantica.jpeg 940w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Dez anos de pesquisa, dezenas de estudos realizados em rede e um resultado preocupante: o desmatamento tem impulsionado profundas mudan\u00e7as no funcionamento dos remanescentes de Mata Atl\u00e2ntica. \u00c9 o que evidencia o artigo cient\u00edfico recentemente publicado pela equipe do projeto Sisbiota, da Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc), na <\/span><a href=\"https:\/\/doi.org\/10.1016\/j.biocon.2023.110126\"><span style=\"font-weight: 400;\">Biological Conservation<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">, revista cient\u00edfica de grande repercuss\u00e3o internacional.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Atualmente, a Mata Atl\u00e2ntica, devido \u00e0 destrui\u00e7\u00e3o por a\u00e7\u00f5es humanas, se encontra restrita a remanescentes florestais de diferentes tamanhos e localizados em paisagens desmatadas. A publica\u00e7\u00e3o defende que a restaura\u00e7\u00e3o e o reflorestamento de paisagens s\u00e3o imperativos para manuten\u00e7\u00e3o do funcionamento do ecossistema.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Na \u00faltima d\u00e9cada, o Sisbiota se debru\u00e7ou sobre a problem\u00e1tica de compreender o que acontece com a biodiversidade nesses ambientes, especificamente, em como a qualidade do habitat, a diversidade de diferentes grupos biol\u00f3gicos e processos ecol\u00f3gicos se comportam em remanescentes florestais circundados por diferentes quantidades de cobertura florestal.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Os resultados da compila\u00e7\u00e3o de dados dos estudos realizados no \u00e2mbito do projeto nesse per\u00edodo indicaram que o desmatamento provoca mudan\u00e7as na qualidade da floresta e uma diminui\u00e7\u00e3o da estrutura da sua vegeta\u00e7\u00e3o, caracterizada por \u00e1rvores mais baixas e finas, adensamento do sub-bosque e maior abertura do dossel, com baixa produ\u00e7\u00e3o e qualidade dos frutos.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Demonstrou ainda uma redu\u00e7\u00e3o na diversidade de esp\u00e9cies de diferentes grupos biol\u00f3gicos e impactos em diversos processos ecol\u00f3gicos que incluem altera\u00e7\u00f5es significativas na ciclagem de nutrientes e estoques de carbono, aumento da herbivoria foliar, redu\u00e7\u00e3o da frugivoria e simplifica\u00e7\u00e3o nas intera\u00e7\u00f5es entre plantas e aves.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cAs esp\u00e9cies dependentes de florestas para sobreviver (como \u00e1rvores, aves e mam\u00edferos) s\u00e3o as mais afetadas pelo desmatamento, e, para alguns grupos, ocorre uma prolifera\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies generalistas, ou seja, aquelas capazes de viver em ambientes perturbados aumentam em n\u00famero de esp\u00e9cies e de indiv\u00edduos\u201d, afirma o professor Jos\u00e9 Carlos Morante Filho, co-autor do artigo e docente da Uesc.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Ao longo desses anos, a maior parte dos participantes do Sisbiota foram docentes e discentes do Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Ecologia e Conserva\u00e7\u00e3o (PPGECB\/Uesc), entretanto tamb\u00e9m foram estabelecidas parcerias com diversas institui\u00e7\u00f5es, a exemplo da Universidade Nacional Aut\u00f4noma do M\u00e9xico (Unam), as Federais da Bahia (Ufba), de Pernambuco (UFPE) e da Para\u00edba (UFPB) e a Universidade de S\u00e3o Paulo (USP Piracicaba).\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O projeto teve o aporte financeiro do Conselho Nacional de Desenvolvimento Cient\u00edfico e Tecnol\u00f3gico (CNPq), da Coordena\u00e7\u00e3o de Aperfei\u00e7oamento de Pessoal de N\u00edvel Superior (Capes), da Funda\u00e7\u00e3o de Amparo \u00e0 Pesquisa do Estado da Bahia (Fapesb) e da Uesc.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Fonte: UESC<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dez anos de pesquisa, dezenas de estudos realizados em rede e um resultado preocupante: o desmatamento tem impulsionado profundas mudan\u00e7as no funcionamento dos remanescentes de Mata Atl\u00e2ntica. \u00c9 o que evidencia o artigo cient\u00edfico recentemente publicado pela equipe do projeto Sisbiota, da Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc), na Biological Conservation, revista cient\u00edfica de grande 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