{"id":3632,"date":"2023-04-03T00:27:00","date_gmt":"2023-04-03T03:27:00","guid":{"rendered":"https:\/\/cienciasbahia.org.br\/novo\/?p=3632"},"modified":"2023-04-05T00:02:40","modified_gmt":"2023-04-05T03:02:40","slug":"pesquisa-da-uesb-aponta-alto-custo-e-baixa-qualidade-nutricional-na-dieta-sem-gluten","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cienciasbahia.org.br\/novo\/2023\/04\/03\/pesquisa-da-uesb-aponta-alto-custo-e-baixa-qualidade-nutricional-na-dieta-sem-gluten\/","title":{"rendered":"Pesquisa da Uesb aponta alto custo e baixa qualidade nutricional na dieta sem gl\u00faten"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-3633\" src=\"https:\/\/cienciasbahia.org.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/UESB-Pesquisa-SemGluten-300x200.png\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"200\" srcset=\"https:\/\/cienciasbahia.org.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/UESB-Pesquisa-SemGluten-300x200.png 300w, https:\/\/cienciasbahia.org.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/UESB-Pesquisa-SemGluten.png 600w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A doen\u00e7a cel\u00edaca \u00e9 autoimune e afeta o intestino delgado de indiv\u00edduos geneticamente predispostos, quando expostos a ingest\u00e3o de alimentos que cont\u00eam gl\u00faten. Ela impacta na qualidade de vida dos indiv\u00edduos e est\u00e1 associada ao maior risco de mortalidade. Atualmente, a dieta isenta de gl\u00faten \u00e9 o \u00fanico tratamento eficaz para pessoas com doen\u00e7a cel\u00edaca.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Entretanto, fatores como a disponibilidade, custo e qualidade nutricional t\u00eam influenciado negativamente na manuten\u00e7\u00e3o da dieta isenta de gl\u00faten em diversos pa\u00edses. No Brasil, a escassez de informa\u00e7\u00f5es sobre a rela\u00e7\u00e3o custo econ\u00f4mico e qualidade nutricional desses produtos apontam a necessidade de incurs\u00f5es sobre o tema.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A fim de analisar e comparar a composi\u00e7\u00e3o nutricional e o custo dos produtos aliment\u00edcios com e sem gl\u00faten, a pesquisadora da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (Uesb), Luce Alves da Silva, desenvolveu a disserta\u00e7\u00e3o \u201cPlataformas de e-commerce no Brasil: uma vis\u00e3o da atualidade e apontamentos para o futuro atrav\u00e9s de an\u00e1lise comparativa entre o custo econ\u00f4mico e qualidade nutricional de produtos para pessoas com doen\u00e7a cel\u00edaca\u201d, no Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Engenharia e Ci\u00eancia de Alimentos, campus de Itapetinga.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A pesquisa evidenciou que, no Brasil, os produtos sem gl\u00faten apresentam menor teor cal\u00f3rico (5% a 35%), de carboidratos (1% a 13%), gorduras totais (10% a 140%), prote\u00edna (35% a 192%) e fibras (11% a 94%), para a maioria das categorias analisadas. Al\u00e9m disso, o pre\u00e7o final ao consumidor chega ser at\u00e9 110% mais caro quando comparado com as vers\u00f5es com gl\u00faten do mesmo produto, em todas as categorias analisadas.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">COMO A PESQUISA FOI REALIZADA \u2013 Os dados coletados referente a cada produto foram: custo (convertido em euros), peso l\u00edquido do produto (em gramas) e informa\u00e7\u00e3o nutricional (por\u00e7\u00e3o, valor energ\u00e9tico, carboidrato, prote\u00edna, gorduras totais, gordura saturada, gordura trans, colesterol, fibras e s\u00f3dio).\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O material foi categorizado em quatro grupos de produtos nas vers\u00f5es com e sem gl\u00faten: mistura para assar (mistura para bolo, mistura para p\u00e3es, mistura para tortas, misturas para pur\u00eas e mistura para sobremesas), p\u00e3o e produtos de panifica\u00e7\u00e3o (p\u00e3es em todas suas formas, torradas e panetone), massas e produtos de cereais (macarr\u00e3o em diversos formatos, massa para lasanha, cereais matinais) e biscoitos e bolos (biscoitos, recheados ou n\u00e3o, e bolos em diversos formatos e prontos para consumo).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">QUALIDADE NUTRICIONAL \u2013 Os conte\u00fados demonstram uma melhor qualidade nutricional dos produtos sem gl\u00faten em rela\u00e7\u00e3o ao valor cal\u00f3rico, carboidrato, gordura e s\u00f3dio, para a maioria das 25 categorias analisadas, o que, segundo a pesquisadora, vem a ser ben\u00e9fico, uma vez que os consumidores associam produtos sem gl\u00faten \u00e0 alimenta\u00e7\u00e3o saud\u00e1vel. Entretanto, ela ressalta que o teor de prote\u00edna e fibras de grande parte dos produtos sem gl\u00faten analisados foi inferior quando comparado aos produtos contendo gl\u00faten.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cEmbora os produtos sem gl\u00faten n\u00e3o possuam a alega\u00e7\u00e3o de serem fontes de prote\u00ednas, a retirada de ingredientes contendo gl\u00faten altera a percep\u00e7\u00e3o sensorial, o que indica que a ind\u00fastria de alimentos necessita avan\u00e7ar em seus estudos de avalia\u00e7\u00e3o de propriedades tecnol\u00f3gicas e desenvolvimento de novos produtos\u201d, revela a pesquisadora, alertando que essa retirada pode trazer riscos de inadequa\u00e7\u00e3o nutricional a pessoas com doen\u00e7a cel\u00edaca.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Os dados desse estudo apontam para a necessidade de as ind\u00fastrias de alimentos desenvolverem estrat\u00e9gias de enriquecimento de produtos sem gl\u00faten visando a oferta de produtos com melhor aporte de fibras e prote\u00edna, sem onerar o pre\u00e7o final ao consumidor. \u201cUma alternativa seria a utiliza\u00e7\u00e3o de co-produtos agroindustriais (conhecidos tamb\u00e9m como res\u00edduos agroindustriais) no desenvolvimento desses produtos, a fim de agregar valor nutricional e n\u00e3o onerar o custo final ao consumidor\u201d, aponta.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">CUSTOS \u2013 Na pesquisa, as vers\u00f5es sem gl\u00faten de todos os grupos de produtos apresentaram a m\u00e9dia de custo superior quando comparado as suas vers\u00f5es tradicionais com gl\u00faten, sendo a menor diferen\u00e7a na categoria \u201cmistura para assar\u201d (39%) e a maior diferen\u00e7a na categoria na categoria \u201cBiscoitos e Bolos\u201d (110%).\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O acr\u00e9scimo no valor final ao consumidor pode ser explicado, em parte, pela substitui\u00e7\u00e3o de ingredientes contendo gl\u00faten por outros cereais que possuem o custo superior ao trigo. \u201cOs dados desse estudo demonstram o \u00f4nus de uma dieta isenta de gl\u00faten no Brasil, sugere um maior comprometimento da renda quando comparado a outros pa\u00edses e sinaliza um poss\u00edvel comprometimento na aquisi\u00e7\u00e3o de alimentos sem gl\u00faten ou de outras necessidades por pessoas que precisam de uma dieta restrita de gl\u00faten\u201d, explica Luce.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Fonte: UESB &#8211; por Aline Luz<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Foto: UESB <\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A doen\u00e7a cel\u00edaca \u00e9 autoimune e afeta o intestino delgado de indiv\u00edduos geneticamente predispostos, quando expostos a ingest\u00e3o de alimentos que cont\u00eam gl\u00faten. 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