{"id":3040,"date":"2023-03-08T20:57:45","date_gmt":"2023-03-08T23:57:45","guid":{"rendered":"https:\/\/cienciasbahia.org.br\/novo\/?p=3040"},"modified":"2023-03-10T04:59:38","modified_gmt":"2023-03-10T07:59:38","slug":"pesquisadoras-publicam-mais-trabalhos-mas-ainda-sao-minoria-em-cargos-de-lideranca","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cienciasbahia.org.br\/novo\/2023\/03\/08\/pesquisadoras-publicam-mais-trabalhos-mas-ainda-sao-minoria-em-cargos-de-lideranca\/","title":{"rendered":"Pesquisadoras publicam mais trabalhos, mas ainda s\u00e3o minoria em cargos de lideran\u00e7a"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-3041\" src=\"https:\/\/cienciasbahia.org.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/ACB-HelenaNader-ABC-300x179.jpeg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"179\" srcset=\"https:\/\/cienciasbahia.org.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/ACB-HelenaNader-ABC-300x179.jpeg 300w, https:\/\/cienciasbahia.org.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/ACB-HelenaNader-ABC-768x459.jpeg 768w, https:\/\/cienciasbahia.org.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/ACB-HelenaNader-ABC.jpeg 770w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A Academia Brasileira de Ci\u00eancias (ABC) disponibiliza artigo de opini\u00e3o publicado no jornal O Globo, de autoria da presidente da ABC, <\/span><a href=\"http:\/\/www.abc.org.br\/link\/helena-bonciani-nader\/\"><span style=\"font-weight: 400;\">Helena B. Nader<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">, professora titular da Unifesp:<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Embora ainda exista um longo caminho a percorrer at\u00e9 alcan\u00e7armos a plena paridade de g\u00eanero nos campos da educa\u00e7\u00e3o e da produ\u00e7\u00e3o cient\u00edfica brasileira, especialmente quando falamos de cargos de lideran\u00e7a, podemos considerar que temos evolu\u00eddo nos \u00faltimos anos, ao menos em termos quantitativos.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">No relat\u00f3rio Global Gender Gap, elaborado pelo F\u00f3rum Econ\u00f4mico Mundial em julho do ano passado, o Brasil, com outros 28 pa\u00edses, ganhou nota m\u00e1xima no pilar Educa\u00e7\u00e3o, que leva em considera\u00e7\u00e3o exclusivamente os dados de taxa de alfabetiza\u00e7\u00e3o e de n\u00famero de matr\u00edculas nos tr\u00eas n\u00edveis educacionais.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 produ\u00e7\u00e3o cient\u00edfica, o Brasil tamb\u00e9m vem se destacando positivamente nos levantamentos realizados pela empresa editorial Elsevier em 2017 e 2020. No estudo publicado h\u00e1 seis anos, j\u00e1 \u00e9ramos refer\u00eancia de pa\u00eds que havia alcan\u00e7ado um bom n\u00edvel de paridade, uma vez que 49% dos pesquisadores eram mulheres. O relat\u00f3rio mais recente mostra ainda que o Brasil passou a ter muito mais autoras em seu ambiente acad\u00eamico. No in\u00edcio do s\u00e9culo, havia pouco mais de 50 autoras de artigo cient\u00edfico para cada cem autores homens. No final da d\u00e9cada passada, essa propor\u00e7\u00e3o ficou mais equilibrada, com 80 autoras para cada cem do sexo masculino.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O avan\u00e7o desses grandes n\u00fameros \u00e9 relevante, mas precisa ser analisado com lupa, principalmente do ponto de vista qualitativo. Quando isso \u00e9 feito, constatamos que os desafios ainda s\u00e3o imensos.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Apesar de certa paridade quantitativa, vemos que a presen\u00e7a feminina se torna mais escassa \u00e0 medida que se sobem os degraus da carreira cient\u00edfica. Dados recentes mostram que, embora as mulheres recebam a maior parte das bolsas de mestrado e doutorado da Capes, elas ficam com apenas 35% das bolsas de produtividade, atribu\u00eddas a pesquisadores no topo da carreira.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Salta aos olhos, ainda, o impacto que a covid-19 teve especificamente nas pesquisadoras. Um <\/span><a href=\"https:\/\/www.nature.com\/nature-index\/news-blog\/decline-women-scientist-research-publishing-production-coronavirus-pandemic\"><span style=\"font-weight: 400;\">artigo publicado no Nature Index <\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">aponta um n\u00edtido decl\u00ednio da produ\u00e7\u00e3o feminina no auge da pandemia. Entre as economistas, j\u00e1 em mar\u00e7o de 2020 houve queda de 12% na quantidade de artigos e relat\u00f3rios submetidos. Em abril, a queda foi ainda maior, de 20%. Essa e outras estat\u00edsticas levantadas pelo estudo sugerem que as mulheres acad\u00eamicas est\u00e3o bem mais propensas a enfrentar intensifica\u00e7\u00e3o das responsabilidades dom\u00e9sticas quando confinadas ao lar \u2014 o que acontece, claro, em preju\u00edzo de seu trabalho cient\u00edfico.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">(\u2026)<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Apesar de termos conseguido pontua\u00e7\u00e3o m\u00e1xima nos n\u00edveis de paridade na educa\u00e7\u00e3o medidos pelo F\u00f3rum Econ\u00f4mico Mundial, amargamos a 94\u00aa coloca\u00e7\u00e3o entre 146 pa\u00edses no ranking geral de paridade de g\u00eanero da organiza\u00e7\u00e3o. E, contrariamente a outros vizinhos, como Guiana, Chile e Peru, que melhoraram sua pontua\u00e7\u00e3o de um ano para o outro, praticamente estacionamos. No mercado de trabalho, a falta de mulheres em posi\u00e7\u00f5es de lideran\u00e7a \u00e9 ainda mais acentuada que na esfera cient\u00edfica. Das 90 empresas de capital aberto que comp\u00f5em o Ibovespa, apenas duas t\u00eam uma mulher na presid\u00eancia.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Todos esses gargalos de representa\u00e7\u00e3o feminina e de atua\u00e7\u00e3o das mulheres na sociedade precisam ser monitorados e divulgados, sem deixarmos de lutar pelas quest\u00f5es b\u00e1sicas e mais urgentes, tocantes ao pr\u00f3prio direito \u00e0 vida. No primeiro semestre do ano passado, o <\/span><a href=\"https:\/\/forumseguranca.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/violencia-contra-meninas-mulheres-2022-1sem.pdf\"><span style=\"font-weight: 400;\">F\u00f3rum Brasileiro de Seguran\u00e7a P\u00fablica<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\"> registrou o maior n\u00famero de feminic\u00eddios desde 2019: 699 casos entre janeiro e junho, uma m\u00e9dia de quatro mulheres mortas por dia.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">S\u00f3 um trabalho conjunto de toda a sociedade possibilitar\u00e1 que passemos da estagna\u00e7\u00e3o ao progresso, rumo \u00e0 plena inclus\u00e3o das mulheres. O empoderamento feminino passa de maneira primordial pela transforma\u00e7\u00e3o na educa\u00e7\u00e3o dos meninos e homens. Isso significa uma mudan\u00e7a principalmente qualitativa na educa\u00e7\u00e3o, entendida n\u00e3o s\u00f3 do ponto de vista escolar, como tamb\u00e9m familiar. Em casa e na sala de aula, a t\u00f4nica precisa ser cada vez mais a igualdade de direitos, notadamente \u00e0 vida, e de potencial de desenvolvimento intelectual.<\/span><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/oglobo.globo.com\/opiniao\/artigos\/coluna\/2023\/03\/avancos-na-paridade-de-genero-devem-ir-alem-da-ciencia.ghtml\"><span style=\"font-weight: 400;\">Leia a coluna em O Globo.<\/span><\/a><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Fonte: Academia Brasileira de Ci\u00eancias<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Foto: Academia Brasileira de Ci\u00eancias<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Academia Brasileira de Ci\u00eancias (ABC) disponibiliza artigo de opini\u00e3o publicado no jornal O Globo, de autoria da presidente da ABC, Helena B. 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