{"id":2957,"date":"2023-01-28T15:42:54","date_gmt":"2023-01-28T18:42:54","guid":{"rendered":"https:\/\/cienciasbahia.org.br\/novo\/?p=2957"},"modified":"2023-02-05T17:15:59","modified_gmt":"2023-02-05T20:15:59","slug":"pesquisadores-da-ufrb-estudam-suculenta-para-producao-de-biocombustiveis","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cienciasbahia.org.br\/novo\/2023\/01\/28\/pesquisadores-da-ufrb-estudam-suculenta-para-producao-de-biocombustiveis\/","title":{"rendered":"Pesquisadores da UFRB estudam suculenta para produ\u00e7\u00e3o de biocombust\u00edveis"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-2958\" src=\"https:\/\/cienciasbahia.org.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/Suclenta-Pixabay-ThomasMartin-300x200.jpeg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"200\" srcset=\"https:\/\/cienciasbahia.org.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/Suclenta-Pixabay-ThomasMartin-300x200.jpeg 300w, https:\/\/cienciasbahia.org.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/Suclenta-Pixabay-ThomasMartin-1024x684.jpeg 1024w, https:\/\/cienciasbahia.org.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/Suclenta-Pixabay-ThomasMartin-768x513.jpeg 768w, https:\/\/cienciasbahia.org.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/Suclenta-Pixabay-ThomasMartin.jpeg 1280w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Os professores e pesquisadores Carine Tondo Alves e Luciano Hocevar, do Centro de Ci\u00eancia e Tecnologia em Energia e Sustentabilidade (CETENS), em Feira de Santana, v\u00e3o participar da coordena\u00e7\u00e3o e desenvolvimento do Programa BRAVE, para a forma\u00e7\u00e3o de uma nova cadeia de produ\u00e7\u00e3o de agave, uma planta do tipo suculenta, cultivado para produ\u00e7\u00e3o de fibras de sisal na Bahia, como fonte em biocombust\u00edveis e diversos outros produtos renov\u00e1veis, como etanol de primeira e segunda gera\u00e7\u00f5es e biog\u00e1s.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Os pesquisadores da UFRB v\u00e3o coordenar e desenvolver a caracteriza\u00e7\u00e3o do agave.\u00a0 A pr\u00f3xima etapa \u00e9 o desenvolvimento de tecnologias em escala piloto para produ\u00e7\u00e3o de biog\u00e1s e outros biocombust\u00edveis, \u201cutilizando esta biomassa abundante no nosso territ\u00f3rio\u201d, descreve a pesquisadora Carina Tondo.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Em equipamentos de Laborat\u00f3rio do CETENS, a serem montados at\u00e9 mar\u00e7o, ser\u00e3o realizadas an\u00e1lises de caracteriza\u00e7\u00e3o da biomassa e experimentos em escala piloto de produ\u00e7\u00e3o de biog\u00e1s. No est\u00e1gio atual, \u201cos trabalhos j\u00e1 foram iniciados e estamos na primeira etapa do projeto, que prev\u00ea reuni\u00f5es semanais, estudos e orienta\u00e7\u00f5es\u201d, explica Carina Tondo Alves que est\u00e1 retornando do per\u00edodo de P\u00f3s-Doutorado na Inglaterra, no qual fez estudos e pesquisou sobre biomassa e bioenergia.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Est\u00e3o previstas para o desenvolvimento do projeto, em cinco anos, a produ\u00e7\u00e3o de equipamentos para o plantio e colheita de agave, e a cria\u00e7\u00e3o de plantas-piloto para processamento, valida\u00e7\u00e3o e refino da biomassa. Isso permitir\u00e1 que a folha de agave seja convertida em biocombust\u00edveis como etanol, biog\u00e1s e biohidrog\u00eanio e outros produtos renov\u00e1veis, como fibras e biopl\u00e1sticos.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Com investimento na ordem de R$ 30 milh\u00f5es, em 60 meses, o projeto \u00e9 financiado pela Shell Brasil, utilizando recursos oriundos da cl\u00e1usula de Pesquisa, Desenvolvimento e Inova\u00e7\u00e3o da Ag\u00eancia Nacional do Petr\u00f3leo, G\u00e1s Natural e Biocombust\u00edveis (ANP).\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O sisal \u00e9 uma fibra produzida pelo beneficiamento da folha da agave, uma planta muito resistente e que se d\u00e1 muito bem em regi\u00f5es semi\u00e1ridas como no nordeste brasileiro e tem aplica\u00e7\u00f5es que v\u00e3o desde a confec\u00e7\u00e3o de fios, cordas, tapetes, sacos, vassouras, artesanatos, acess\u00f3rios e o uso como componente automobil\u00edstico.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O agave possui grande potencial energ\u00e9tico visto que sua biomassa pode ser comparada a da cana-de-a\u00e7\u00facar, mas com demandas 80% menores de irriga\u00e7\u00e3o e fertilizantes, e capacidade de armazenar \u00e1gua e capturar carbono.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Dos 10 munic\u00edpios brasileiros que mais produziram agave em 2021, nove est\u00e3o do estado da Bahia, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE). No ano passado, o estado produziu 96 mil toneladas de agave. A Para\u00edba, que ocupa o segundo lugar, produziu 5,3 mil toneladas.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">PROJETO\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O projeto BRAVE (Brazilian Agave Developmen \u00e9 uma parceria com a Shell Brasil, produtores de sisal e cinco institui\u00e7\u00f5es p\u00fablicas, dentre elas, a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), a Universidade Federal do Rec\u00f4ncavo da Bahia (UFRB), e o Senai Cimatec. \u00c9 um projeto liderado pelo pesquisador da Unicamp, engenheiro agr\u00f4nomo Gon\u00e7alo Pereira, formado na Escola de Agronomia da UFBA, em Cruz das Almas (esta desmembrada para cria\u00e7\u00e3o da UFRB, h\u00e1 17 anos).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">De acordo com o professor Gon\u00e7alo Pereira, docente titular do Instituto de Biologia da Unicamp e coordenador do projeto, hoje, apenas 5% da planta \u00e9 aproveitado. Todo o restante \u00e9 descartado.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Ao lado de pesquisadores da Universidade Estadual Paulista (Unesp), a professora Carine vai coordenar dois dos 10 subprojetos no Brave Bio. Uma das a\u00e7\u00f5es ser\u00e1 a identifica\u00e7\u00e3o das principais caracter\u00edsticas da planta e dos melhores tipos de tecnologia.\u00a0\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A professora Carine Tondo ser\u00e1 a coordenadora de dois dos dez sub-projetos dentro do projeto macro de 5 anos, juntamente com a professora Sarita Rabelo da Universidade Estadual Paulista (UNESP). A equipe da UFRB ainda conta com o professor Luciano Hocevar que ajudar\u00e1 a professora Carine a montar uma equipe de trabalho composta por estudantes e professores nos pr\u00f3ximos meses.\u00a0\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cEsse projeto visa revolucionar a produ\u00e7\u00e3o de energia pelo agave em substitui\u00e7\u00e3o \u00e0 cana de a\u00e7\u00facar para diminuir os efeitos da produ\u00e7\u00e3o de CO2 (g\u00e1s carb\u00f4nico). Mas tamb\u00e9m tem um impacto social muito grande, jamais visto, porque aproveita uma planta nativa de uma regi\u00e3o pobre\u201d, diz ela, que coordenar\u00e1 o laborat\u00f3rio do projeto na UFRB.\u00a0\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Alexandre Breda, gerente de Tecnologia de Baixo Carbono da Shell Brasil, afirma que a multinacional\u00a0 \u201cquer ajudar a criar tecnologia para um novo conceito de produ\u00e7\u00e3o de bioenergia no pa\u00eds, que pode viabilizar o surgimento de uma nova cadeia industrial colocando o sert\u00e3o brasileiro como potencial polo produtor de biocombust\u00edveis para o mundo, ao mesmo tempo em que ajudamos a desenvolver uma das \u00e1reas de maior vulnerabilidade socioecon\u00f4mica do Brasil\u201d.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Fonte: UFRB, com informa\u00e7\u00f5es do Portal Shell<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Foto: Thomas Martin por Pixabay<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os professores e pesquisadores Carine Tondo Alves e Luciano Hocevar, do Centro de Ci\u00eancia e Tecnologia em Energia e Sustentabilidade (CETENS), em Feira de Santana, v\u00e3o participar da coordena\u00e7\u00e3o e desenvolvimento do Programa BRAVE, para a forma\u00e7\u00e3o de uma nova cadeia de produ\u00e7\u00e3o de agave, uma planta do tipo suculenta, cultivado para produ\u00e7\u00e3o de fibras [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":2958,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-2957","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/cienciasbahia.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2957","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/cienciasbahia.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/cienciasbahia.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cienciasbahia.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cienciasbahia.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2957"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/cienciasbahia.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2957\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2959,"href":"https:\/\/cienciasbahia.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2957\/revisions\/2959"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cienciasbahia.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/2958"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/cienciasbahia.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2957"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/cienciasbahia.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2957"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/cienciasbahia.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2957"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}