{"id":2899,"date":"2023-01-10T20:40:53","date_gmt":"2023-01-10T23:40:53","guid":{"rendered":"https:\/\/cienciasbahia.org.br\/novo\/?p=2899"},"modified":"2023-01-12T16:32:07","modified_gmt":"2023-01-12T19:32:07","slug":"ideia-de-uma-cultura-superior-tem-que-ser-superada-afirma-relatora-da-lei-antirracista","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cienciasbahia.org.br\/novo\/2023\/01\/10\/ideia-de-uma-cultura-superior-tem-que-ser-superada-afirma-relatora-da-lei-antirracista\/","title":{"rendered":"Ideia de uma cultura superior tem que ser superada, afirma relatora da lei antirracista\u00a0"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-2900\" src=\"https:\/\/cienciasbahia.org.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/Petronilha-300x200.png\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"200\" srcset=\"https:\/\/cienciasbahia.org.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/Petronilha-300x200.png 300w, https:\/\/cienciasbahia.org.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/Petronilha-1024x683.png 1024w, https:\/\/cienciasbahia.org.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/Petronilha-768x512.png 768w, https:\/\/cienciasbahia.org.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/Petronilha.png 1200w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Aos 80 anos, uma das lideran\u00e7as da luta antirracista na Educa\u00e7\u00e3o, Petronilha Beatriz Gon\u00e7alves e Silva afirma que o mais o importante no ensino de rela\u00e7\u00f5es \u00e9tnicoraciais n\u00e3o \u00e9 tanto o conte\u00fado, mas a capacidade de dialogar com os distintos grupos sociais. Na entrevista ao Jornal da Ci\u00eancia, ela apre\u00adsenta sua vis\u00e3o sobre a dif\u00edcil marcha da luta antirracista no Pa\u00eds.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Vinte anos se passaram da implementa\u00e7\u00e3o da Lei 10.639\/03, que instituiu a obrigatoriedade do estudo da Hist\u00f3ria e Cultura da \u00c1frica e Afro-brasileira no \u00e2mbito dos sistemas de ensino da educa\u00e7\u00e3o nacional. Sancionada pelo mesmo presidente da Rep\u00fablica que agora est\u00e1 tomando posse em Bras\u00edlia, a Lei se transformou em uma pol\u00edtica de Estado, o que era a inten\u00e7\u00e3o da relatora do parecer de sua regulamenta\u00e7\u00e3o (CNE\/CP 003\/2004), Petronilha Beatriz Gon\u00e7alves e Silva. Nascida em Porto Alegre, no bairro Col\u00f4nia Africana, em 1942, ela \u00e9 professora em\u00e9rita da Universidade Federal de S\u00e3o Carlos (UFSCar). Licenciada em Letras e Franc\u00eas (1964), possui mestrado em Educa\u00e7\u00e3o (1979) e \u00e9 doutora em Ci\u00eancias Humanas \u2013 Educa\u00e7\u00e3o (1987) pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Foi a primeira mulher negra a compor o Conselho Nacional de Educa\u00e7\u00e3o e nesta entrevista ao Jornal da Ci\u00eancia, ela apresenta sua vis\u00e3o sobre a dif\u00edcil marcha da luta antirracista no Pa\u00eds.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">CONFIRA OS PRINCIPAIS TRECHOS DA ENTREVISTA ABAIXO\u00a0<\/span><\/p>\n<p><b>Jornal da Ci\u00eancia \u2013 A lei 10.639\/03 completa 20 anos em janeiro de 2023. Em um contexto mais amplo, o que se pode celebrar?\u00a0<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Petronilha Beatriz Gon\u00e7alves e Silva \u2013 Eu penso que o que se pode celebrar \u00e9 que as pessoas come\u00e7aram a conhecer sobre as rela\u00e7\u00f5es sociais no Brasil, particularmente as rela\u00e7\u00f5es \u00e9tnico-raciais. Ainda que seja um n\u00famero restrito de pessoas, considerando a totalidade da popula\u00e7\u00e3o. \u00c9 preciso conhecer para, justamente, aperfei\u00e7oar naquilo que precisa ser aperfei\u00e7oado, ou naquilo que precisa ser refeito \u2013 porque \u00e9 preciso conhecer a hist\u00f3ria para saber que rumo queremos dar \u00e0 sociedade em que vivemos. Para ter um rumo, eu tenho que ter um projeto de sociedade. A grande pergunta \u00e9: Qual \u00e9 nosso projeto de sociedade?\u00a0<\/span><\/p>\n<p><b>JC \u2013 E o que falta para um projeto de sociedade?<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">PBGS \u2013 Eu diria que muitos grupos, desde o s\u00e9culo XVI, ao reagirem \u00e0 invas\u00e3o, come\u00e7aram a construir esse projeto sociedade. Mas o que tem prevalecido \u00e9 o projeto daqueles grupos que t\u00eam tido o poder de governar, que t\u00eam mantido o poder de decidir os destinos da sociedade e que o fazem com muita frequ\u00eancia sem ouvir os demais grupos, porque os consideram subalternos ou porque os consideram menos importantes.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><b>JC \u2013 Em suas confer\u00eancias, a senhora tem localizado a origem mais recente da Lei 10.639\/03 nos movimentos negros dos anos 80 e 90. Que caminhos trilhados por esses movimentos levaram at\u00e9 a cria\u00e7\u00e3o e aprova\u00e7\u00e3o dessa legisla\u00e7\u00e3o?\u00a0<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">PBGS \u2013 \u00c9 uma constru\u00e7\u00e3o de um s\u00e9culo. Eu diria que os movimentos sociais, notadamente o movimento negro antes mesmo de ser assim designado. Dos grupos negros que, nos seus encontros \u2013 fosse para conhecer a hist\u00f3ria dos grupos sociais, fosse para alfabetizar os n\u00e3o alfabetizados \u2013, a gente sabe que, no in\u00edcio do s\u00e9culo passado, diversos grupos de pessoas negras se reuniam para alfabetizar adultos que ainda n\u00e3o tinham tido a chance de ser alfabetizados. Os quilombos j\u00e1 constru\u00edram esse projeto. Claro que quando digo isso \u00e9 de um modo simb\u00f3lico.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><b>JC \u2013 \u00c9 uma luta antiga&#8230;\u00a0<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">PBGS \u2013 \u00c9 uma luta antiga, que em diferentes momentos insistiu no seguinte: todas as pessoas s\u00e3o humanas e n\u00e3o existe um modo \u00fanico de ser humano. Mas, embora n\u00e3o haja um modo \u00fanico, o ser humano tem a habilidade, a capacidade de se comunicar, de aprender uns com os outros. E comunica\u00e7\u00e3o implica em aprender e ensinar, n\u00e3o necessariamente no sentido did\u00e1tico, escolar.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O que eu estou querendo dizer \u00e9 que a conviv\u00eancia nos leva a aprender a nos comunicar, e a comunica\u00e7\u00e3o exige que cada um se apresente, se projete a partir das compreens\u00f5es da vida, das compreens\u00f5es do projeto de sociedade que pretende construir, que vem da sua fam\u00edlia, do grupo social a que pertence, dos diferentes grupos sociais a que faz parte. Notadamente, a partir do momento em que ingressam nas institui\u00e7\u00f5es escolares e assim vai pela vida inteira.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><b>JC \u2013 A senhora costuma dizer nas suas confer\u00eancias, especificamente sobre a lei 10.639\/03, que n\u00e3o se trata apenas de ensinar novos conte\u00fados, mas que as rela\u00e7\u00f5es das pessoas negras e n\u00e3o- -negras sejam humanizadas. A senhora acredita hoje, 20 anos ap\u00f3s a institui\u00e7\u00e3o dessa lei, que isso est\u00e1 acontecendo?\u00a0<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">PBGS \u2013 Eu diria que sim e que n\u00e3o. Volto a insistir: depende do projeto de sociedade dos adultos com quem os mais jovens e as crian\u00e7as convivem e que os adultos convivem entre si. Porque algumas pessoas pensam que o projeto do seu grupo social, do seu grupo \u00e9tnico-racial, \u00e9 o mais importante ou que merece ser valorizado. E isso ent\u00e3o dificulta justamente um di\u00e1logo entre os diferentes modos de pensar a vida, de se posicionar na sociedade. Acho que temos ainda muito o que construir, muito que aprender. E a gente aprende isso n\u00e3o s\u00f3 nos bancos escolares, mas no conv\u00edvio di\u00e1rio. A gente sabe que muitas vezes, ao cruzar uma pessoa na rua, no supermercado, nas igrejas, nas escolas, a forma como as pessoas te olham revela que elas est\u00e3o te incluindo ou excluindo. Ou alguns nem chegam a tanto, simplesmente ignoram a presen\u00e7a.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><b>JC \u2013 Focalizando um pouco mais na quest\u00e3o do conte\u00fado educacional que a lei 10.639\/03 proporciona, a Sra. costuma dizer que a escola est\u00e1 na raiz do nosso sistema de ensino que ainda se mant\u00e9m orientado pelo princ\u00edpio da assimila\u00e7\u00e3o e da acultura\u00e7\u00e3o. Algo mudou nesse sentido nas \u00faltimas duas d\u00e9cadas?\u00a0<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">PBGS \u2013 De novo: sim e n\u00e3o. Porque vai depender do plano pol\u00edtico pedag\u00f3gico da escola, se ele prev\u00ea a supera\u00e7\u00e3o dessas rela\u00e7\u00f5es que desprezam alguns e valorizam outros, dos planos pedag\u00f3gicos das diferentes disciplinas dos distintos professores. Mais do que os planos, vai depender da forma como as pessoas se disp\u00f5em a se relacionar com as outras. Quer dizer, n\u00f3s temos de superar a ideia de que haveria uma cultura superior, que muitos julgam ainda hoje que as culturas oriundas da Europa seriam superiores. E quando se diz cultura, s\u00e3o diferentes maneiras de enxergar as pessoas, de enxergar o ser humano e diferentes maneiras de se relacionar. Quando eu insisto nas distintas maneiras de se relacionar \u00e9 porque temos de combater o sentimento e a ideia de que haveria alguns superiores.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><b>JC \u2013 A Sra. acha que hoje existe mais essa consci\u00eancia da diferen\u00e7a entre as pessoas? De aceita\u00e7\u00e3o e de acolhimento?\u00a0<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">PBGS \u2013 \u00c9 poss\u00edvel que sim. Eu diria que existe mais, s\u00f3 n\u00e3o sei se existe muito mais. Na verdade, o reconhecimento das pessoas distintas no modo de ser, de viver, de pensar e de organizar a vida sempre existiu, mas nem sempre foi preponderante. A nossa sociedade foi se organizando conforme eu j\u00e1 disse, a partir do s\u00e9culo XVI, com a ideia de que o jeito de ser europeu, o jeito de viver, de organizar a vida, a vida pessoal, a vida em sociedade, seria superior a outros jeitos e, por isso, precisaria ser assimilado por aqueles que dele n\u00e3o participassem. N\u00e3o se trata de assimilar um jeito de ser e viver, mas se trata de colocar em di\u00e1logo os diferentes jeitos de ser e viver, a gente ir criando um jeito que vai se tornar comum. Comum no sentido de que respeita e aceita as diferen\u00e7as, as distin\u00e7\u00f5es.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><b>JC \u2013 Do ponto de vista pedag\u00f3gico a Sra. costuma dizer que o ensino de hist\u00f3ria africana e afro-brasileira tem que ser feito a partir das africanidades. Por isso \u00e9 preciso buscar os africanos, tantos os da di\u00e1spora, quanto do continente para dialogar. Tem sido assim? Quais s\u00e3o os obst\u00e1culos na busca dessas africanidades?\u00a0<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">PBGS \u2013 Acho que essa pergunta seria importante de ser feita aos professores e \u00e0s professoras que est\u00e3o na lida di\u00e1ria. Mas onde buscar? Hoje, com os meios de comunica\u00e7\u00e3o que n\u00f3s temos, \u00e9 bem mais f\u00e1cil do que j\u00e1 foi anos atr\u00e1s de termos contato com outras culturas, com outros pa\u00edses, outras comunidades. E quando eu digo outros, estou querendo dizer com distintas vis\u00f5es de mundo, distintas maneiras de compreender o que \u00e9 a conviv\u00eancia humana, distintas maneiras de pensar e construir a sociedade que n\u00f3s queremos e o mundo que n\u00f3s queremos. Veja bem, estou dizendo \u2018n\u00f3s queremos\u2019. Esse \u2018n\u00f3s\u2019 n\u00e3o inclui somente os nossos grupos mais pr\u00f3ximos, sejam os familiares, o grupo \u00e9tnico-racial, o grupo de g\u00eanero, homens, mulheres, crian\u00e7as, adolescentes, jovens, pessoas idosas. Depende tamb\u00e9m da disponibilidade de materiais que se tem hoje, mas n\u00e3o bastam materiais e as informa\u00e7\u00f5es. \u00c9 importante a disponibilidade das pessoas.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><b>JC \u2013 E como tornar isso poss\u00edvel?\u00a0<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">PBGS \u2013 A disposi\u00e7\u00e3o que eu tenho de compreender os outros diferentes. De compreender modos de pensar, pontos de vista que n\u00e3o coincidam com os meus, mas que poder\u00e3o ir buscar compreend\u00ea-los. \u00c9 isso que a educa\u00e7\u00e3o das rela\u00e7\u00f5es \u00e9tnico-raciais busca: aprender a ter curiosidade para compreender, para apreender diferentes maneiras de pensar, de projetar a sociedade que se quer. E mais do que isso, de com elas dialogar. O importante na educa\u00e7\u00e3o das rela\u00e7\u00f5es \u00e9tnico-raciais \u00e9 a constru\u00e7\u00e3o do nosso projeto de sociedade. Isso se faz, claro, no conv\u00edvio das fam\u00edlias, das comunidades, mas tamb\u00e9m e notadamente no ambiente das escolas. Algumas perguntas importantes na educa\u00e7\u00e3o das rela\u00e7\u00f5es \u00e9tnico-raciais s\u00e3o: Que projetos de sociedade cada um dos alunos traz? O que ele aprendeu na sua fam\u00edlia e na sua comunidade? Para que ele se educa?\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Fonte: Janes Rocha &#8211; Jornal da Ci\u00eancia <\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Aos 80 anos, uma das lideran\u00e7as da luta antirracista na Educa\u00e7\u00e3o, Petronilha Beatriz Gon\u00e7alves e Silva afirma que o mais o importante no ensino de rela\u00e7\u00f5es \u00e9tnicoraciais n\u00e3o \u00e9 tanto o conte\u00fado, mas a capacidade de dialogar com os distintos grupos sociais. 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