{"id":2827,"date":"2022-12-15T16:08:24","date_gmt":"2022-12-15T19:08:24","guid":{"rendered":"https:\/\/cienciasbahia.org.br\/novo\/?p=2827"},"modified":"2022-12-18T14:31:36","modified_gmt":"2022-12-18T17:31:36","slug":"pesquisa-indica-reducao-da-confianca-na-ciencia-e-nas-vacinas-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cienciasbahia.org.br\/novo\/2022\/12\/15\/pesquisa-indica-reducao-da-confianca-na-ciencia-e-nas-vacinas-no-brasil\/","title":{"rendered":"Pesquisa indica redu\u00e7\u00e3o da confian\u00e7a na ci\u00eancia e nas vacinas no Brasil"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-2828\" src=\"https:\/\/cienciasbahia.org.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/PesquisaFiocruz-FotoAgenciaBrasil-300x191.webp\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"191\" srcset=\"https:\/\/cienciasbahia.org.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/PesquisaFiocruz-FotoAgenciaBrasil-300x191.webp 300w, https:\/\/cienciasbahia.org.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/PesquisaFiocruz-FotoAgenciaBrasil.webp 597w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A maioria dos brasileiros e brasileiras confia na ci\u00eancia, embora, em tempos de pandemia, a confian\u00e7a tenha diminu\u00eddo. Eles e elas t\u00eam percep\u00e7\u00f5es e atitudes positivas sobre vacina\u00e7\u00e3o de modo geral e, em particular, em torno dos imunizantes contra a Covid-19, que consideram seguros, eficazes e importantes para proteger a sa\u00fade p\u00fablica e acabar com a pandemia. Esses s\u00e3o alguns dos resultados do estudo <\/span><a href=\"https:\/\/www.inct-cpct.ufpa.br\/index\/2022\/12\/12\/disponivel-o-resumo-executivo-da-survey-confianca-na-ciencia-no-brasil-em-tempos-de-pandemia-realizada-pelo-inct-cpct\/\"><span style=\"font-weight: 400;\">Confian\u00e7a na ci\u00eancia no Brasil em tempos de pandemia<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">, conduzido pelo Instituto Nacional de Ci\u00eancia e Tecnologia em Comunica\u00e7\u00e3o P\u00fablica da Ci\u00eancia e da Tecnologia (INCT-CPCT), com sede na Casa de Oswaldo Cruz (COC\/Fiocruz), divulgado nesta segunda-feira (12\/12).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Os cientistas, especialmente aqueles de universidades e institui\u00e7\u00f5es p\u00fablicas, tamb\u00e9m t\u00eam imagem positiva, sendo percebidos como honestos e respons\u00e1veis por um trabalho que beneficia a popula\u00e7\u00e3o, aponta a pesquisa, que teve apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Cient\u00edfico e Tecnol\u00f3gico (CNPq) e da Funda\u00e7\u00e3o Carlos Chagas Filho de Amparo \u00e0 Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj). Realizado por meio de entrevistas domiciliares, pessoais e individuais, usando a t\u00e9cnica de survey, o estudo aponta ainda que a maioria dos brasileiros acredita que as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas est\u00e3o acontecendo e t\u00eam como causa a a\u00e7\u00e3o humana.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Por outro lado, acredita-se que os cientistas permitiram que ideologias pol\u00edticas influenciassem suas pesquisas sobre o coronav\u00edrus durante a pandemia. Mesmo assim, os brasileiros parecem n\u00e3o ter d\u00favidas sobre os benef\u00edcios associados ao desenvolvimento cient\u00edfico. Apenas uma minoria (3,5%) afirma que a ci\u00eancia n\u00e3o traz \u201cnenhum benef\u00edcio\u201d para a humanidade. No total, foram entrevistadas 2.069 pessoas com 16 anos ou mais, entre agosto e outubro deste ano. A margem de erro da pesquisa \u00e9 de 2,2%, em um intervalo de confian\u00e7a de 95%.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A survey foi coordenada pelos pesquisadores Luisa Massarani, da COC\/Fiocruz, Vanessa Fagundes, da Funda\u00e7\u00e3o de Amparo \u00e0 Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig), Carmelo Polino, da Universidade de Oviedo (Espanha), Ildeu Moreira, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), e Yurij Castelfranchi, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Eles observam que a atitude das pessoas sobre a ci\u00eancia, as vacinas e as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, n\u00e3o depende apenas do conhecimento que possuem, mas tamb\u00e9m de valores, posicionamentos morais e vis\u00f5es pol\u00edticas.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cIsso indica um cen\u00e1rio de desafios para gestores, cientistas, educadores e profissionais de comunica\u00e7\u00e3o, que precisam desenhar estrat\u00e9gias de comunica\u00e7\u00e3o p\u00fablica da ci\u00eancia que levem em considera\u00e7\u00e3o as especificidades de local, perfil de p\u00fablico e contexto\u201d, alertam os pesquisadores no resumo executivo do estudo Confian\u00e7a na ci\u00eancia no Brasil em tempos de pandemia, indicando caminhos para o enfrentamento da quest\u00e3o.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Na avalia\u00e7\u00e3o deles, a percep\u00e7\u00e3o majoritariamente positiva do p\u00fablico sobre a ci\u00eancia e os cientistas, bem como a falta de evid\u00eancias da exist\u00eancia de um movimento organizado de \u201cnegacionistas da ci\u00eancia\u201d no pa\u00eds, s\u00e3o achados importantes para orientar estrat\u00e9gias mais efetivas de combate \u00e0 desinforma\u00e7\u00e3o, direcionadas a grupos espec\u00edficos de pessoas, que reagem de forma diferente aos diversos tipos de comunica\u00e7\u00e3o. De forma semelhante, ressaltam, \u201co interesse pelo tema e a expectativa de benef\u00edcios para a popula\u00e7\u00e3o a partir da ci\u00eancia, como qualidade de vida, oportunidades de emprego, equidade social, podem facilitar processos de aprendizado e apropria\u00e7\u00e3o social do conhecimento.\u201d<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">PRINCIPAIS RESULTADOS<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A maioria dos entrevistados (68,9%) declarou confiar ou confiar muito na ci\u00eancia. A confian\u00e7a n\u00e3o \u00e9 considerada baixa, mas \u00e9 menor do que indicam pesquisas recentes, como o \u00cdndice do Estado da Ci\u00eancia, feito pela empresa 3M (EUA) em 2022, que apontou um \u00edndice de 90% na afirma\u00e7\u00e3o \u201ceu confio na ci\u00eancia\u201d. Segundo os pesquisadores, a confian\u00e7a \u201cparece ter sido afetada negativamente por campanhas organizadas de desinforma\u00e7\u00e3o, que cresceram em quantidade e impacto durante a pandemia de covid-19\u201d. Apesar disso, eles recomendam cautela com compara\u00e7\u00f5es desse tipo, que podem n\u00e3o ser precisas \u201cdevido a diferen\u00e7as na formula\u00e7\u00e3o das perguntas ou na apura\u00e7\u00e3o dos resultados\u201d.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A pesquisa mostrou ainda que os cientistas est\u00e3o entre as fontes de informa\u00e7\u00e3o que mais inspiram confian\u00e7a nos brasileiros e brasileiras. Dentre uma lista de profissionais previamente fornecida, as escolhas mais frequentes de fontes confi\u00e1veis de informa\u00e7\u00e3o foram m\u00e9dicos (60,1%), cientistas (47,3%, dos quais 30,6% cientistas de universidades ou institutos p\u00fablicos de pesquisa e 16,7% cientistas que trabalham em empresas) e jornalistas (36,4%). Artistas e pol\u00edticos s\u00e3o aqueles citados com menor frequ\u00eancia, com 1,5% cada.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A survey quis saber tamb\u00e9m sobre nomes de cientistas e institui\u00e7\u00f5es de ci\u00eancia brasileiros mais lembrados. Dos entrevistados, 8% disseram conhecer o nome de um cientista brasileiro, estando os m\u00e9dicos Oswaldo Cruz e Carlos Chagas entre os mais citados. Cientistas que se destacaram durante o per\u00edodo da pandemia por suas atividades de comunica\u00e7\u00e3o e divulga\u00e7\u00e3o da ci\u00eancia, como as m\u00e9dicas Jaqueline Goes, da Universidade de S\u00e3o Paulo (USP), e Margareth Dalcolmo, da Escola Nacional de Sa\u00fade P\u00fablica S\u00e9rgio Arouca (Ensp\/Fiocruz), tamb\u00e9m foram lembrados pelos entrevistados.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Mais de 25% dos entrevistados disseram se lembrar de alguma institui\u00e7\u00e3o que se dedique a fazer pesquisa cient\u00edfica no Brasil. Dentre as institui\u00e7\u00f5es mais citadas est\u00e3o o Instituto Butantan, a Fiocruz e a USP.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">VACINAS<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Outro aspecto importante da pesquisa trata da percep\u00e7\u00e3o sobre as vacinas. Ela mostrou atitudes positivas tanto sobre vacina\u00e7\u00e3o em geral quanto sobre \u00e0s vacinas contra a Covid-19. As vacinas s\u00e3o consideradas importantes para proteger a sa\u00fade p\u00fablica para 86,7% dos entrevistados, al\u00e9m de ser percebidas como seguras (75,7%) e necess\u00e1rias (69,6%). Por outro lado, a maior parte (46,4%) concorda que elas produzem efeitos colaterais que s\u00e3o um risco e h\u00e1 desconfian\u00e7a em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s empresas farmac\u00eauticas que, para 40% dos que responderam \u00e0 pesquisa, esconderiam os perigos das vacinas.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Especificamente sobre as vacinas contra a Covid-19, a maior parte dos entrevistados reconhece sua ajuda para acabar com a pandemia e para proteger das formas severas da doen\u00e7a, al\u00e9m de consider\u00e1-las eficazes e seguras. Para 46,7% dos entrevistados, o governo federal forneceu informa\u00e7\u00f5es falsas sobre a vacina contra a Covid-19.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Contudo, cerca de 13% dos entrevistados declaram n\u00e3o pretender tomar doses de refor\u00e7o da vacina contra a Covid-19 e quase 8% dos que t\u00eam filhos ou menores sob sua responsabilidade declaram n\u00e3o ter a inten\u00e7\u00e3o de vacin\u00e1-los. O perfil desta minoria foi tra\u00e7ado: os autores do estudo descobriram que, \u201cal\u00e9m do acesso ao conhecimento, eles s\u00e3o profundamente diferentes por sexo e por valores\u201d. Segundo os pesquisadores, a chance de recusar vacina aos filhos \u00e9 muito maior entre os homens e cresce entre as pessoas que declaram que \u201co crescimento econ\u00f4mico e a cria\u00e7\u00e3o de empregos devem ser prioridades m\u00e1ximas, mesmo quando a sa\u00fade da popula\u00e7\u00e3o sofra de algum modo\u201d.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">As perguntas feitas na survey permitiram construir um \u00edndice de percep\u00e7\u00e3o de risco das vacinas, cujos valores elevados indicam uma exagerada percep\u00e7\u00e3o dos riscos. A pesquisa revelou que a hesita\u00e7\u00e3o vacinal est\u00e1 em parte associada \u00e0 escolaridade, \u00e0 familiaridade com conceitos cient\u00edficos e ao conhecimento de institui\u00e7\u00f5es cient\u00edficas, sendo fortemente influenciada pelo grau de engajamento dos entrevistados na sociedade civil e na pol\u00edtica, pelos posicionamentos econ\u00f4micos e pelos valores.\u00a0\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A pesquisa indicou que \u201cpessoas que declaram que os avan\u00e7os econ\u00f4micos devem ter prioridade sobre pol\u00edticas de combate \u00e0 desigualdade, ou que o mercado deve ter prioridade sobre a sa\u00fade, t\u00eam maiores chances de considerar elevado o risco das vacinas\u201d. Aquelas que \u201cparticipam menos da pol\u00edtica, ou que expressam valores de tipo sexista (os homens s\u00e3o melhores que as mulheres na pol\u00edtica, ou na ci\u00eancia, ou devem ter prioridade nos empregos) s\u00e3o tamb\u00e9m os que t\u00eam maiores chances de expressar cautela ou medo sobre vacina\u00e7\u00e3o ou seguran\u00e7a das vacinas, mesmo controlando pelo efeito da renda e da escolaridade\u201d, aponta o estudo do INCT-CPCT.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">MUDAN\u00c7A CLIM\u00c1TICA<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A popula\u00e7\u00e3o brasileira concorda, em sua maioria, que as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas est\u00e3o acontecendo (91%). Para menos de 6% elas n\u00e3o existem. Por\u00e9m, segundo a pesquisa, h\u00e1 diferen\u00e7as significativas entre aqueles que negam sua exist\u00eancia. Modelos de regress\u00e3o mostram que a chance de um entrevistado declarar que n\u00e3o h\u00e1 mudan\u00e7a clim\u00e1tica aumenta muito entre pessoas que tamb\u00e9m dizem n\u00e3o confiar na ci\u00eancia ou cuja confian\u00e7a na ci\u00eancia diminuiu durante a pandemia.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A chance de negar a ocorr\u00eancia de mudan\u00e7as clim\u00e1ticas aumenta tamb\u00e9m entre pessoas com baixo grau de familiaridade com no\u00e7\u00f5es de ci\u00eancia e, entre os brasileiros mais ricos que, em geral, possuem maior escolaridade e acesso \u00e0 informa\u00e7\u00e3o. De acordo com os pesquisadores que conduziram o estudo, \u201cisso se deve ao fato de que, para al\u00e9m do conhecimento, aceitar as evid\u00eancias cient\u00edficas sobre o clima est\u00e1 associado a valores. A chance de \u2018negacionismo clim\u00e1tico\u2019 aumenta, por exemplo, entre aqueles que declaram que o crescimento econ\u00f4mico deve ser priorizado em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 sa\u00fade, assim como entre as pessoas que tendem a discordar de afirma\u00e7\u00f5es de paridade de g\u00eanero\u201d, constatam.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Entre aqueles que acreditam que as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas est\u00e3o acontecendo, 85,8% dizem que a causa \u00e9 a a\u00e7\u00e3o humana, enquanto 12,4% acreditam que elas s\u00e3o provocadas por mudan\u00e7as naturais do meio ambiente. O estudo constatou ainda que \u201c\u00e9 mais forte a sensa\u00e7\u00e3o de consenso na comunidade cient\u00edfica sobre a causa das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas do que de diverg\u00eancias: 68% dos entrevistados afirmam que a maior parte dos cientistas concorda sobre a rela\u00e7\u00e3o causal com a a\u00e7\u00e3o humana\u201d. J\u00e1 a opini\u00e3o sobre os esfor\u00e7os nacionais para preserva\u00e7\u00e3o do meio ambiente se divide: 30,6% concordam que o Brasil \u00e9 um dos pa\u00edses que melhor preserva o meio ambiente e 42,8% discordam da afirma\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">De acordo com a survey, os brasileiros e brasileiras tamb\u00e9m acreditam que as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas est\u00e3o prejudicando a qualidade de vida no Brasil (78,3%), que elas podem prejudicar a si e a suas fam\u00edlias (81%) e, tamb\u00e9m, as pr\u00f3ximas gera\u00e7\u00f5es (82,8%).\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Mais detalhes est\u00e3o dispon\u00edveis no <\/span><a href=\"https:\/\/www.inct-cpct.ufpa.br\/index\/2022\/12\/12\/disponivel-o-resumo-executivo-da-survey-confianca-na-ciencia-no-brasil-em-tempos-de-pandemia-realizada-pelo-inct-cpct\/\"><span style=\"font-weight: 400;\">sum\u00e1rio executivo da survey<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Fonte: Fiocruz<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Foto: Sumaia Villela\/Ag\u00eancia Brasil<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A maioria dos brasileiros e brasileiras confia na ci\u00eancia, embora, em tempos de pandemia, a confian\u00e7a tenha diminu\u00eddo. 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