{"id":2814,"date":"2022-12-11T14:55:26","date_gmt":"2022-12-11T17:55:26","guid":{"rendered":"https:\/\/cienciasbahia.org.br\/novo\/?p=2814"},"modified":"2022-12-13T21:26:36","modified_gmt":"2022-12-14T00:26:36","slug":"40-anos-da-pesquisa-brasileira-na-antartica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cienciasbahia.org.br\/novo\/2022\/12\/11\/40-anos-da-pesquisa-brasileira-na-antartica\/","title":{"rendered":"40 anos da pesquisa brasileira na Ant\u00e1rtica"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-2815\" src=\"https:\/\/cienciasbahia.org.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/PesquisaAntartica-300x200.jpeg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"200\" srcset=\"https:\/\/cienciasbahia.org.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/PesquisaAntartica-300x200.jpeg 300w, https:\/\/cienciasbahia.org.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/PesquisaAntartica.jpeg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Hist\u00f3ria contada a partir da perspectiva dos pesquisadores pioneiros e das novas gera\u00e7\u00f5es resgata a constru\u00e7\u00e3o e os avan\u00e7os at\u00e9 tornar-se o programa mais longevo da ci\u00eancia brasileira. Por que o Brasil realiza pesquisas no continente gelado? Como tudo come\u00e7ou? Como se construiu o mais longevo programa cient\u00edfico brasileiro? Essas perguntas s\u00e3o respondidas no document\u00e1rio \u2018<\/span><a href=\"https:\/\/youtu.be\/8kR9ZopKFpk\"><span style=\"font-weight: 400;\">40 anos de pesquisa brasileira na Ant\u00e1rtica<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">\u2019 lan\u00e7ado no \u00faltimo dia 7 de dezembro. A produ\u00e7\u00e3o foi coordenada pelo Minist\u00e9rio da Ci\u00eancia, Tecnologia e Inova\u00e7\u00f5es (MCTI), por meio da Coordena\u00e7\u00e3o-Geral de Ci\u00eancia para Oceano, Ant\u00e1rtica e Geoci\u00eancias da Secretaria de Pesquisa e Forma\u00e7\u00e3o Cient\u00edfica (CGOA\/SEPEF).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O ministro do MCTI, Paulo Alvim, destacou que a celebra\u00e7\u00e3o de 40 anos do Programa Ant\u00e1rtico Brasileiro (Proantar) \u00e9 resultado de um grande esfor\u00e7o da comunidade cient\u00edfica brasileira, envolvendo as universidades e o governo federal, por meio da Comiss\u00e3o Interministerial dos Recursos do Mar (CIRM) e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Cient\u00edfico e Tecnol\u00f3gico (CNPq) para viabilizar o acesso aos cientistas brasileiros \u00e0 Ant\u00e1rtica. \u201cIsso precisa ser celebrado e registrado. Por isso, o lan\u00e7amento do document\u00e1rio \u00e9 estrat\u00e9gico para a hist\u00f3ria da ci\u00eancia brasileira\u201d, afirmou Alvim.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cEsse document\u00e1rio foi produzido para celebrar as quatro d\u00e9cadas de exist\u00eancia do programa cient\u00edfico mais longevo da ci\u00eancia brasileira, resgatar a mem\u00f3ria dos pioneiros e mostrar para a sociedade a relev\u00e2ncia das pesquisas brasileiras. O que acontece na Ant\u00e1rtica tem influ\u00eancia direta sobre o Brasil\u201d, afirmou o secret\u00e1rio SEPEF, Marcelo Morales.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O presidente do CNPq, Evaldo Vilela, saudou a iniciativa e lembrou da import\u00e2ncia estrat\u00e9gica do programa n\u00e3o s\u00f3 para a ci\u00eancia brasileira, como para a soberania do pa\u00eds.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O document\u00e1rio \u00e9 segmentado em dois momentos. No primeiro, a hist\u00f3ria \u00e9 contada por meio dos relatos dos pesquisadores pioneiros. Na segunda parte, \u00e9 destacada a gest\u00e3o da pesquisa do Proantar.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Um dos depoimentos \u00e9 do professor Vicente Gomes, da Universidade de S\u00e3o Paulo (USP). Ele ainda era estudante quando participou da primeira expedi\u00e7\u00e3o brasileira do Proantar. Gomes atuou na fun\u00e7\u00e3o de auxiliar para distribuir as vestimentas. \u201cAs expectativas eram muitas e n\u00e3o havia as facilidades que existem hoje\u201d, afirma Gomes no document\u00e1rio.\u00a0 Segundo ele, antes disso apenas um meteorologista brasileiro havia participado de uma expedi\u00e7\u00e3o \u00e0 regi\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O pesquisador da USP, Frederico Brandini, que tamb\u00e9m integrou a primeira expedi\u00e7\u00e3o no in\u00edcio da d\u00e9cada de 1980, relata que inicialmente o interesse era estudar os estoques de krill, conjunto de esp\u00e9cies de animais invertebrados semelhantes ao camar\u00e3o das quais as baleias se alimentam, como a baleia-jubarte que busca as \u00e1guas da costa brasileira para reprodu\u00e7\u00e3o. A pesquisadora do MCTI e do Minist\u00e9rio do Meio Ambiente, Tania Brito, destaca como o espectro de interesse cient\u00edfico se ampliou.\u00a0 \u201cA Ant\u00e1rtica \u00e9 a mem\u00f3ria ancestral das condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas e ambientais. \u00c9 a mem\u00f3ria clim\u00e1tica da Terra\u201d, resume.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A primeira opera\u00e7\u00e3o Ant\u00e1rtica brasileira tinha objetivo explorat\u00f3rio, com coleta de dados de hidrografia, oceanografia e meteorologia, e a escolha do local para a instala\u00e7\u00e3o da esta\u00e7\u00e3o brasileira. A Esta\u00e7\u00e3o Ant\u00e1rtica Comandante Ferraz foi instalada j\u00e1 na segunda Operantar, realizada no ver\u00e3o de 1983\/84. Hoje, o Brasil conta com a mais moderna esta\u00e7\u00e3o no continente gelado equipada com 17 laborat\u00f3rios para atender as diferentes \u00e1reas do conhecimento. A esta\u00e7\u00e3o \u00e9 operada o ano inteiro e recebe os pesquisadores durante o ver\u00e3o austral, de outubro a abril.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O document\u00e1rio tamb\u00e9m aborda como a cria\u00e7\u00e3o de redes de pesquisa contribuiu para a integra\u00e7\u00e3o, organiza\u00e7\u00e3o e institucionaliza\u00e7\u00e3o do programa. Desde 1991, o MCTI, em conjunto com CNPq\/MCTI, \u00e9 o respons\u00e1vel pela parte cient\u00edfica do Programa Ant\u00e1rtico do Brasil e gerencia o Comit\u00ea Nacional de Pesquisas Ant\u00e1rticas (Conapa) e o Programa Ci\u00eancia Ant\u00e1rtica.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O Secret\u00e1rio da Comiss\u00e3o Interministerial para os Recursos do Mar da Marinha do Brasil (SECIRM), e gerente do Programa Ant\u00e1rtico Brasileiro, Contra-Almirante Marco Ant\u00f4nio Linhares Soares, leu um trecho do relat\u00f3rio sobre a primeira viagem 1\u00aa Operantar, realizada em 1982. Os resultados colhidos pela equipe do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais registravam anomalias magn\u00e9ticas e coleta de amostras zoopl\u00e2ncton e Krill foram satisfat\u00f3rias. \u201cMinha miss\u00e3o \u00e9 assegurar a continuidade da pesquisa e da presen\u00e7a brasileira na Ant\u00e1rtica, que s\u00e3o objetivos inafast\u00e1veis\u201d, afirmou o Almirante.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Na \u00faltima d\u00e9cada, o Proantar atingiu patamar de express\u00e3o mundial e o Brasil assumiu um papel de destaque nas pesquisas ant\u00e1rticas no mundo, bem como de l\u00edder na Am\u00e9rica Latina. Reflexo dessa situa\u00e7\u00e3o \u00e9 que um dos vice-Presidentes do Comit\u00ea Cient\u00edfico de Pesquisa Ant\u00e1rtica (SCAR, na sigla em ingl\u00eas), \u00f3rg\u00e3o internacional balizador das atividades cient\u00edficas realizadas na Ant\u00e1rtica, \u00e9 o professor Jefferson Sim\u00f5es, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A produ\u00e7\u00e3o do document\u00e1rio recebeu financiamento do GEF\/PNUD por meio do projeto de coopera\u00e7\u00e3o internacional da Quarta Comunica\u00e7\u00e3o Nacional do Brasil \u00e0 UNFCCC.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">N\u00daMEROS DE PRODU\u00c7\u00c3O CIENT\u00cdFICA<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Um estudo bibliom\u00e9trico in\u00e9dito encomendado pelo MCTI e apoiado pela Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas para a Educa\u00e7\u00e3o, a Ci\u00eancia e a Cultura (Unesco), detalhou a produ\u00e7\u00e3o cient\u00edfica em 40 anos do Programa Ant\u00e1rtico Brasileiro (Proantar). O panorama sistem\u00e1tico indica a quantidade de publica\u00e7\u00e3o, pesquisadores, institui\u00e7\u00f5es de pesquisa e de fomento desde 1982, quando o programa foi institu\u00eddo.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">S\u00e3o apresentados os indicadores de produ\u00e7\u00e3o das 1.242 publica\u00e7\u00f5es identificadas como resultantes de pesquisas desenvolvidas no \u00e2mbito do Proantar. A produ\u00e7\u00e3o ganha mais express\u00e3o a partir de 2015, mas \u00e9 nos \u00faltimos tr\u00eas anos, de 2019 a 2021, que superou a marca de 100 publica\u00e7\u00f5es anuais.\u00a0\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Do ponto de vista institucional, a Universidade de S\u00e3o Paulo (USP), a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e a Universidade Federal do Rio de Janeiro s\u00e3o as mais produtivas se considerado o corpus analisado. Essas institui\u00e7\u00f5es tamb\u00e9m est\u00e3o entre as que receberam maior n\u00famero de bolsas e recursos financeiros em geral do programa, o que d\u00e1 ind\u00edcios da aplica\u00e7\u00e3o dos recursos revertidos em produ\u00e7\u00e3o de conhecimento cient\u00edfico.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A distribui\u00e7\u00e3o das publica\u00e7\u00f5es entre as \u00e1reas do conhecimento indique que a Biologia \u00e9 a \u00e1rea com maior produtividade com 401 publica\u00e7\u00f5es, seguida pela \u00e1rea de Geologia, com 256, e a Oceanografia, com 249.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O documento tamb\u00e9m apresenta as principais ag\u00eancias financiadoras. O CNPq foi indicado como a principal ag\u00eancia de fomento de 481 publica\u00e7\u00f5es, seguido pela Coordena\u00e7\u00e3o de Aperfei\u00e7oamento de Pessoal de N\u00edvel Superior (CAPES) com 224 publica\u00e7\u00f5es e a Funda\u00e7\u00e3o de Amparo \u00e0 Pesquisa do Estado de S\u00e3o Paulo (FAPESP) em terceiro lugar com 157 publica\u00e7\u00f5es.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O relat\u00f3rio pode ser acessado na \u00edntegra <\/span><a href=\"http:\/\/cienciaantartica.mcti.gov.br\/acoes\/mcti-publica-levantamento-sobre-40-anos-da-pesquisa-na-antartica\/\"><span style=\"font-weight: 400;\">neste link<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">.<\/span><\/p>\n<p><b>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Fonte: CNPq \/ MCTI<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Foto: Felipe Sugimoto (SEAPC\/MCTI)<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Hist\u00f3ria contada a partir da perspectiva dos pesquisadores pioneiros e das novas gera\u00e7\u00f5es resgata a constru\u00e7\u00e3o e os avan\u00e7os at\u00e9 tornar-se o programa mais longevo da ci\u00eancia brasileira. 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