{"id":2781,"date":"2022-12-01T17:08:11","date_gmt":"2022-12-01T20:08:11","guid":{"rendered":"https:\/\/cienciasbahia.org.br\/novo\/?p=2781"},"modified":"2022-12-04T22:08:55","modified_gmt":"2022-12-05T01:08:55","slug":"acabar-com-o-negacionismo-um-bom-combate","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cienciasbahia.org.br\/novo\/2022\/12\/01\/acabar-com-o-negacionismo-um-bom-combate\/","title":{"rendered":"Acabar com o negacionismo, um bom combate"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-2788\" src=\"https:\/\/cienciasbahia.org.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/MarceloCamargo-AgBrasil-300x214.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"214\" srcset=\"https:\/\/cienciasbahia.org.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/MarceloCamargo-AgBrasil-300x214.jpg 300w, https:\/\/cienciasbahia.org.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/MarceloCamargo-AgBrasil-768x547.jpg 768w, https:\/\/cienciasbahia.org.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/MarceloCamargo-AgBrasil.jpg 1009w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Confira o artigo do pesquisador <\/span><a href=\"https:\/\/www.abc.org.br\/link\/hernan-chaimovich-guralnik\/\"><span style=\"font-weight: 400;\">Hernan Chaimovich<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\"> para o Jornal da USP, publicado em 30\/11. Professor Em\u00e9rito do Instituto de Qu\u00edmica da USP e ex-presidente do CNPq<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A necessidade de voltar a um estado social onde, dentro do clube, da escola ou da fam\u00edlia, as opini\u00f5es divergentes gerem discuss\u00f5es ricas, educativas e acaloradas sem criar divis\u00f5es intranspon\u00edveis \u00e9 imperativa. Na experi\u00eancia internacional, divis\u00f5es intranspon\u00edveis podem, at\u00e9 no contexto familiar, gerar separa\u00e7\u00f5es que se estendem por gera\u00e7\u00f5es. \u00c9 urgente, portanto, se perguntar como podemos dialogar com pessoas ou com grupos que se distanciaram nestas elei\u00e7\u00f5es. Uma sociedade saud\u00e1vel requer confian\u00e7a, mas, depois destes quatro anos de governo Bolsonaro, a nossa confian\u00e7a uns nos outros, em muitas institui\u00e7\u00f5es importantes e nas informa\u00e7\u00f5es foi quebrada. H\u00e1 uma sensa\u00e7\u00e3o de que aqueles com perspectivas diferentes n\u00e3o conseguem encontrar um terreno comum. Perdemos a confian\u00e7a nas institui\u00e7\u00f5es b\u00e1sicas que deveriam nos servir, deixando muitos inseguros sobre a quem recorrer para obter informa\u00e7\u00f5es essenciais.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A divis\u00e3o entre \u201cn\u00f3s\u201d e \u201celes\u201d entre os brasileiros nunca foi t\u00e3o profunda como nos dias de hoje. Em um pa\u00eds com as desigualdades sociais abissais do Brasil, uma divis\u00e3o n\u00f3s\/eles sempre existiu, basta observar a distribui\u00e7\u00e3o de renda da popula\u00e7\u00e3o ou os \u00edndices internacionais que medem as desigualdades. Por\u00e9m, os \u00faltimos quatro anos, al\u00e9m de estabelecerem uma nova e artificial divis\u00e3o, consolidaram e deram legitimidade para cren\u00e7as e preconceitos de por\u00e7\u00e3o importante da popula\u00e7\u00e3o brasileira. Longe de mim acreditar que os mais de cinquenta e oito milh\u00f5es de votantes que preferiram Bolsonaro no segundo turno da elei\u00e7\u00e3o presidencial deste ano compartilham os bord\u00f5es nazifascistas, as cren\u00e7as religiosas, os preconceitos raciais e outras caracter\u00edsticas da confusa ideologia reacion\u00e1ria do seu governo. Ainda assim, o n\u00famero de seguidores fi\u00e9is ao seu legado ideol\u00f3gico \u00e9 consider\u00e1vel, a julgar pelas manifesta\u00e7\u00f5es das \u00faltimas semanas.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O negacionismo \u00e9 uma das partes do credo bolsonarista que pode resistir a menos que boa parte da sociedade possa ser convencida que manter essas cren\u00e7as \u00e9, al\u00e9m de falso, arriscado. O negacionismo pode ser caracterizado como o emprego de argumentos ret\u00f3ricos para dar a apar\u00eancia de debate leg\u00edtimo onde n\u00e3o h\u00e1 nenhum debate e\/ou uma abordagem que tem como objetivo final rejeitar determinada proposi\u00e7\u00e3o sobre a qual existe consenso cient\u00edfico. A atitude do atual presidente perante a cloroquina e as vacinas s\u00e3o exemplos disso.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Os comunicadores que fornecem (ou fabricam?) argumentos para o conjunto dos negacionistas veem seu isolamento da comunidade cient\u00edfica como a indica\u00e7\u00e3o de sua coragem intelectual contra a ortodoxia dominante, muitas vezes comparando-se com Galileu. Estes espalhadores de desinforma\u00e7\u00e3o veiculam informa\u00e7\u00f5es falsas ou imprecisas, em particular aquelas que s\u00e3o destinadas a enganar. H\u00e1 de se reconhecer que uma parte da comunidade cient\u00edfica foi omissa perante tamanha desinforma\u00e7\u00e3o e que alguns cientistas e profissionais da sa\u00fade formaram parte dos comunicadores do negacionismo. A comunidade cient\u00edfica, em especial as preocupadas com vacinas e mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, tem investigado o negacionismo e seus propagadores pois o crescimento desses movimentos pode amea\u00e7ar a sa\u00fade e at\u00e9 a pr\u00f3pria sobreviv\u00eancia da civiliza\u00e7\u00e3o como a conhecemos.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Dentro da \u00e1rea de pesquisa sobre negacionismo, \u00e9 frequente a afirma\u00e7\u00e3o que, em uma discuss\u00e3o p\u00fablica com um negacionista convicto, os argumentos devem ser endere\u00e7ados ao p\u00fablico e n\u00e3o \u00e0 pessoa que propaga antici\u00eancia. A audi\u00eancia deve ser sempre respeitada. Discutir com o negacionista, que pode estar genuinamente convicto, pode conduzir a uma perda de tempo ou a um debate agressivo.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Neste artigo destaco um trabalho recente no qual pesquisadores realizaram experimentos para avaliar a efic\u00e1cia de m\u00e9todos de contestar a influ\u00eancia de espalhadores de desinforma\u00e7\u00e3o, especialmente em foros virtuais ou presenciais. O trabalho de Schmid e Betsch, <\/span><a href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/s41562-019-0632-4\"><span style=\"font-weight: 400;\">Effective strategies for rebutting science denialism in public discussions<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">, \u00e9 considerado um marco. Os dados apresentados neste trabalho demonstram que os defensores da ci\u00eancia podem responder \u00e0 desinforma\u00e7\u00e3o apoiando o ponto de vista cient\u00edfico com fatos cient\u00edficos (refuta\u00e7\u00e3o t\u00f3pica) ou revelando as t\u00e9cnicas de nega\u00e7\u00e3o da ci\u00eancia (refuta\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica). O objetivo dos autores foi fornecer testes emp\u00edricos da efic\u00e1cia \u00fanica e combinada das estrat\u00e9gias de fornecer dados cient\u00edficos ou de revelar as t\u00e9cnicas negacionistas no contexto espec\u00edfico de discuss\u00f5es p\u00fablicas sobre o negacionismo da ci\u00eancia. Os pesquisadores (i) examinaram se um negacionista influencia o p\u00fablico de maneira diferente quando seguido por um defensor da ci\u00eancia que usa uma ou outra t\u00e9cnica de refuta\u00e7\u00e3o; (ii) avaliaram se a combina\u00e7\u00e3o das estrat\u00e9gias de refuta\u00e7\u00e3o \u00e9 mais eficaz do que as estrat\u00e9gias isoladas; e (iii) analisaram, tamb\u00e9m, o dano potencial quando o cientista est\u00e1 ausente e n\u00e3o h\u00e1 nenhuma rea\u00e7\u00e3o \u00e0 nega\u00e7\u00e3o. Por fim, exploraram os danos potenciais e os efeitos de \u201ctiro pela culatra\u201d em fun\u00e7\u00e3o de cren\u00e7as anteriores e ideologia pol\u00edtica.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u00c9 interessante transcrever uma tradu\u00e7\u00e3o livre e resumida da metodologia usada para obter os dados experimentais, pois esta descri\u00e7\u00e3o permite entender por que este trabalho \u00e9 um marco na \u00e1rea.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cEm todos os experimentos, os participantes primeiro receberam uma entrevista com um negacionista. Os participantes foram, ent\u00e3o, designados aleatoriamente para o seguinte desenho experimental, determinando a condi\u00e7\u00e3o de refuta\u00e7\u00e3o: a) refuta\u00e7\u00e3o t\u00f3pica versus n\u00e3o refuta\u00e7\u00e3o t\u00f3pica; b) refuta\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica versus n\u00e3o refuta\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica; c) tempo de medi\u00e7\u00e3o: antes versus depois o debate; dentro dos assuntos. Dependendo da condi\u00e7\u00e3o, um defensor da ci\u00eancia: a) estava ausente do debate; b) respondeu ao negacionista usando refuta\u00e7\u00e3o t\u00f3pica ou refuta\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica; c) respondeu com uma combina\u00e7\u00e3o de ambas as estrat\u00e9gias. A primeira experi\u00eancia foi realizada entre estudantes universit\u00e1rios alem\u00e3es. A experi\u00eancia abordou a vacina\u00e7\u00e3o e o debate foi apresentado como um programa de r\u00e1dio. Seguindo as melhores pr\u00e1ticas em pesquisa, replicamos os resultados do primeiro experimento em amostras mais heterog\u00eaneas, em uma linguagem e paisagem pol\u00edtica diferentes (EUA) em um dom\u00ednio diferente (mudan\u00e7as clim\u00e1ticas). Tamb\u00e9m foi feito um experimento de forma diferente, com formato de apresenta\u00e7\u00e3o por escrito. Primeiro, analisou-se se o negacionista influencia a atitude do p\u00fablico e a inten\u00e7\u00e3o de realizar o respectivo comportamento. Em segundo lugar, analisou-se se a refuta\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica ou t\u00f3pica s\u00e3o estrat\u00e9gias eficazes para reduzir a influ\u00eancia do negacionista e se a estrat\u00e9gia combinada \u00e9 mais eficaz do que as estrat\u00e9gias individuais. Por fim, explorou-se se a influ\u00eancia do negacionismo e a efic\u00e1cia das estrat\u00e9gias de refuta\u00e7\u00e3o s\u00e3o fun\u00e7\u00f5es das cren\u00e7as anteriores do p\u00fablico ou das ideologias pol\u00edticas.\u201d<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O resultado da s\u00e9rie de experimentos realizados \u00e9 resumido pelos autores da forma seguinte (nova tradu\u00e7\u00e3o modificada):<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cUma meta-an\u00e1lise interna de todos os experimentos revelou que n\u00e3o responder aos negadores da ci\u00eancia tem efeito negativo nas atitudes em rela\u00e7\u00e3o aos comportamentos favorecidos pela ci\u00eancia (por exemplo, vacina\u00e7\u00e3o) e nas inten\u00e7\u00f5es de realizar esses comportamentos. Fornecer os fatos sobre o t\u00f3pico ou revelar as t\u00e9cnicas ret\u00f3ricas t\u00edpicas do negacionismo teve efeitos positivos. N\u00e3o foram encontradas evid\u00eancias de que combina\u00e7\u00f5es complexas de refuta\u00e7\u00f5es de t\u00f3picos e t\u00e9cnicas sejam mais eficazes do que estrat\u00e9gias isoladas, nem que refutar o negacionismo cient\u00edfico em discuss\u00f5es p\u00fablicas saia pela culatra, nem mesmo em grupos vulner\u00e1veis (por exemplo, conservadores americanos). Como os negadores da ci\u00eancia usam a mesma ret\u00f3rica em todos os dom\u00ednios, revelar suas t\u00e9cnicas ret\u00f3ricas \u00e9 uma adi\u00e7\u00e3o eficaz e econ\u00f4mica \u00e0 caixa de ferramentas dos defensores\u201d.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Concluo com uma esp\u00e9cie de receitu\u00e1rio para enfrentar debates com negacionistas publicado h\u00e1 anos pela Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS), que tratava das vacinas (colocadas como exemplo), mas que pode ser considerado geral. Tanto as refuta\u00e7\u00f5es t\u00f3picas quanto as refuta\u00e7\u00f5es t\u00e9cnicas podem ser agrupadas em cinco categorias. As refuta\u00e7\u00f5es t\u00f3picas podem se agrupar em:<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">1) amea\u00e7as (essa doen\u00e7a est\u00e1 erradicada);<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">2) m\u00e9todos alternativos (como homeopatia ou imunidade natural);<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">3) efetividade (as vacinas n\u00e3o salvaram a minha tia);<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">4) confian\u00e7a (voc\u00eas est\u00e3o tentando controlar a minha sa\u00fade);<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">5) seguran\u00e7a (as vacinas causam autismo).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">As refuta\u00e7\u00f5es t\u00e9cnicas, por serem mais evidentes, dispensam exemplos e podem ser agrupadas da forma seguinte:<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">1) conspira\u00e7\u00f5es;<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">2) falsos especialistas;<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">3) seletividade das informa\u00e7\u00f5es;<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">4) expectativas imposs\u00edveis;<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">5) representa\u00e7\u00f5es e l\u00f3gicas falsas.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O trabalho de Schmid e Betsch e o receitu\u00e1rio da OMS fornecem ferramentas para combater o negacionismo antici\u00eancia. Aproveitando estas ferramentas, o esfor\u00e7o que a comunidade acad\u00eamica fa\u00e7a para se engajar neste combate pode diminuir as divis\u00f5es entre \u201cn\u00f3s\u201d e \u201celes\u201d, contribuindo para a constru\u00e7\u00e3o de uma sociedade mais saud\u00e1vel.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Fonte: Academia Brasileira de Ci\u00eancias \/ Jornal da USP<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Foto: Marcelo Camargo &#8211; Ag\u00eancia Brasil<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Confira o artigo do pesquisador Hernan Chaimovich para o Jornal da USP, publicado em 30\/11. Professor Em\u00e9rito do Instituto de Qu\u00edmica da USP e ex-presidente do CNPq A necessidade de voltar a um estado social onde, dentro do clube, da escola ou da fam\u00edlia, as opini\u00f5es divergentes gerem discuss\u00f5es ricas, educativas e acaloradas sem criar [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":2788,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-2781","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/cienciasbahia.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2781","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/cienciasbahia.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/cienciasbahia.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cienciasbahia.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cienciasbahia.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2781"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/cienciasbahia.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2781\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2789,"href":"https:\/\/cienciasbahia.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2781\/revisions\/2789"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cienciasbahia.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/2788"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/cienciasbahia.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2781"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/cienciasbahia.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2781"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/cienciasbahia.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2781"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}