{"id":2768,"date":"2022-11-27T16:45:19","date_gmt":"2022-11-27T19:45:19","guid":{"rendered":"https:\/\/cienciasbahia.org.br\/novo\/?p=2768"},"modified":"2022-11-30T02:43:41","modified_gmt":"2022-11-30T05:43:41","slug":"da-para-medir-o-impacto-do-racismo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cienciasbahia.org.br\/novo\/2022\/11\/27\/da-para-medir-o-impacto-do-racismo\/","title":{"rendered":"D\u00e1 para medir o impacto do racismo?"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-2769\" src=\"https:\/\/cienciasbahia.org.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/Racismo-Pixabay-300x200.jpeg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"200\" srcset=\"https:\/\/cienciasbahia.org.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/Racismo-Pixabay-300x200.jpeg 300w, https:\/\/cienciasbahia.org.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/Racismo-Pixabay-1024x682.jpeg 1024w, https:\/\/cienciasbahia.org.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/Racismo-Pixabay-768x512.jpeg 768w, https:\/\/cienciasbahia.org.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/Racismo-Pixabay.jpeg 1280w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Neste m\u00eas de novembro, cientistas falam dos desafios metodol\u00f3gicos das observa\u00e7\u00f5es populacionais que avaliam a Ra\u00e7a\/Cor e o impacto na sa\u00fade. Leia artigo de Karina Costa\/NCD, publicado no site do Cidacs\/Fiocruz Bahia:<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A chance de \u00f3bito materno no puerp\u00e9rio para as mulheres pretas por Covid-19 foi 62% maior quando comparados \u00e0s mortes entre as mulheres brancas. Esse \u00e9 o mais novo achado das pesquisas que analisam ra\u00e7a\/cor e <\/span><a href=\"https:\/\/cienciaesaudecoletiva.com.br\/artigos\/racismo-antinegro-e-morte-materna-por-covid19-o-que-vimos-na-pandemia\/18565?id=18565&amp;id=18565&amp;id=18565&amp;id=18565\"><span style=\"font-weight: 400;\">foi publicada na Revista de Sa\u00fade Coletiva<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\"> de novembro. Antes disso, identificou-se que as crian\u00e7as pretas est\u00e3o mais vulner\u00e1veis \u00e0 morte por doen\u00e7as evit\u00e1veis e que as adolescentes negras s\u00e3o as maiores v\u00edtimas de poliviol\u00eancias. Todos esses achados foram obtidos por meio de estudos robustos com an\u00e1lises estat\u00edsticas e m\u00e9todos computacionais aliados \u00e0 epidemiologia no Centro de Integra\u00e7\u00e3o de Dados e Conhecimentos para Sa\u00fade (Cidacs\/Fiocruz Bahia).\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Neste novembro, m\u00eas da Consci\u00eancia Negra, destaca-se a inova\u00e7\u00e3o cient\u00edfica que \u00e9 quantificar um problema considerado social e que levanta discursos anticient\u00edficos. \u201cAinda \u00e9 um desafio interpretar a ra\u00e7a\/cor como uma vari\u00e1vel proxy para analisarmos as desigualdades raciais e as manifesta\u00e7\u00f5es do racismo\u201d, comenta a pesquisadora associada ao Cidacs Emanuelle G\u00f3es, que se dedica a investigar as quest\u00f5es de g\u00eanero e ra\u00e7a no campo da sa\u00fade. Ela explica que o desafio surge do fato de que ra\u00e7a \u00e9 uma constru\u00e7\u00e3o social-cultural-pol\u00edtica, mas para que seu impacto seja pass\u00edvel de an\u00e1lise, precisa se tornar uma vari\u00e1vel anal\u00edtica, um marcador social estrutural que reflita as desigualdades raciais constru\u00eddas ao longo processo hist\u00f3rico. \u201cIsso tudo \u00e9 muito recente\u201d, aponta G\u00f3es.\u00a0\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cSOMOS TODOS HUMANOS\u201d\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Os grupos populacionais est\u00e3o imersos em contextos que pr\u00e9-determinam as condi\u00e7\u00f5es de vida. Mas nem todos vivem da mesma forma. Isso o campo da sa\u00fade coletiva j\u00e1 indica por meio de in\u00fameros estudos. Por isso se torna necess\u00e1rio medir as desigualdades. E como essas desigualdades s\u00e3o poss\u00edveis de serem vistas e quantificadas? Em suma, usa-se a compara\u00e7\u00e3o. Seleciona-se um grupo de refer\u00eancia em que um problema de sa\u00fade \u00e9 mais ou menos grave, segundo a literatura cient\u00edfica. Para medir desigualdades, em geral, os grupos de pessoas brancas servem como grupo de controle.\u00a0\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Para o mais recente estudo, por exemplo, na investiga\u00e7\u00e3o intitulada Racismo antinegro e morte materna por COVID-19: o que vimos na Pandemia?, foi feito um estudo explorat\u00f3rio, de delineamento transversal, ou seja, ao longo do tempo, e observou-se 1,71 milh\u00e3o de casos notificados de Covid-19 desde 1\u00ba de janeiro de 2021 a 21 de fevereiro de 2022. Os dados utilizados tiveram origem nos Bancos de Dados de S\u00edndrome Respirat\u00f3ria Aguda Grave \u2013 incluindo dados da COVID-19 referentes \u00e0 Vigil\u00e2ncia de S\u00edndrome Respirat\u00f3ria Aguda Grave (<\/span><a href=\"https:\/\/opendatasus.saude.gov.br\/dataset\/srag-2021-e-2022)\"><span style=\"font-weight: 400;\">SRAG<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">) do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade para os anos 2021 e 2022. Observando a taxa de morte de cada grupo compar\u00e1vel, ou seja, que possuam caracter\u00edsticas semelhantes, como idade, taxa de escolaridade, acesso aos servi\u00e7os de sa\u00fade, \u00e9 poss\u00edvel ent\u00e3o quantificar um problema social e ver qual grupo est\u00e1 mais vulner\u00e1vel.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Dandara Ramos, pesquisadora associada ao Cidacs e professora do Instituto de Sa\u00fade Coletiva da Universidade Federal da Bahia (ISC\/Ufba), explica que o quesito ra\u00e7a-cor \u00e9 utilizado como um proxy, ou seja, como instrumento que possibilita documentar as desigualdades raciais e, por consequ\u00eancia, os efeitos do racismo. Embora o tema do racismo seja muitas vezes investigado sob as abordagens hist\u00f3ricas e sociol\u00f3gicas, Ramos argumenta o porqu\u00ea investir nessa tem\u00e1tica no campo da sa\u00fade. \u201cDentro da sa\u00fade coletiva, consideramos que a sa\u00fade \u00e9 determinada por processos sociais. Nesse sentido, o racismo \u00e9 considerado um determinante social das iniquidades em sa\u00fade e deve ser considerado como dimens\u00e3o estrutural para todos os estudos sobre sa\u00fade populacional\u201d.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Ramos \u00e9 uma das autoras de um estudo publicado no <\/span><a href=\"about:blank\"><span style=\"font-weight: 400;\">The Lancet Global Health<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\"> sobre racismo e impacto na mortalidade infantil, em que se revela que os filhos de mulheres pretas est\u00e3o mais suscet\u00edveis em 72% a morrer por\u00a0 diarreia, 78% de pneumonia e 2 vezes mais de m\u00e1-nutri\u00e7\u00e3o. Ao lado de Emanuelle Goes, Ramos tamb\u00e9m esteve \u00e0 frente do estudo Intersection of Race and Gender in Self-Reports of Violent Experiences and Polyvictimization by Young Girls in Brazil. O estudo utilizou dados da Pesquisa Nacional de Sa\u00fade do Escolar (Pense\/2015), envolvendo 14.809 meninas entre 15 e 19 anos de todo o pa\u00eds, que frequentavam a escola naquele ano, e as meninas negras tiveram a maior preval\u00eancia de relatos de polivitimiza\u00e7\u00e3o , ou seja, v\u00edtima ao mesmo tempo de v\u00e1rias formas de viol\u00eancia(4,27%).\u00a0\u00a0\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">IDS\u00a0\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A constru\u00e7\u00e3o de um indicador pressup\u00f5e o entrelace de diversos fatores para avaliar um problema. Entre as inova\u00e7\u00f5es cient\u00edficas do \u00cdndice de Desigualdades para Covid-19 (IDS-COVID-19), est\u00e1 a vari\u00e1vel Ra\u00e7a\/Cor. No IDS, o marcador serve para avaliar como a pandemia impacta de formas diferentes os grupos populacionais, considerando tamb\u00e9m estes aspectos. O \u00edndice \u00e9 a concretiza\u00e7\u00e3o de ambi\u00e7\u00f5es cient\u00edficas de quem sempre \u201cbateu nessa tecla\u201d e agora pode mostrar impacto das desigualdades raciais usando n\u00fameros. Neste caso, a proporcionalidade de pessoas autodeclaradas pretas que comp\u00f5e a fatia da popula\u00e7\u00e3o analisada \u00e9 o que chamamos de \u201cvari\u00e1vel Ra\u00e7a\/Cor\u201d. E \u00e9 inovador porque usar esse fator nas medidas de desigualdades \u00e9 validar que o racismo existe e impacta, e este impacto pode inclusive ser medido.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A pandemia causada pelo v\u00edrus SARS-Cov\u2013 2 impactou de maneira severa o pa\u00eds e aprofundou as desigualdades sociais pr\u00e9-existentes.\u00a0 A vari\u00e1vel ra\u00e7a\/cor surge em contexto de inova\u00e7\u00e3o no modo de fazer pesquisa,\u00e9 fruto de uma trajet\u00f3ria de lutas e a inclus\u00e3o desse fator legitima discursos sociais de quem tem trabalhado para combater as diversas formas de racismo.\u00a0 Todo o IDS-Covid-19 j\u00e1 se revela inovador, quando se incorpora na sua produ\u00e7\u00e3o o conceito de Engajamento P\u00fablico da Ci\u00eancia, em que diversos atores sociais, advindos da luta pr\u00e1tica, dos estudos de antropologia, m\u00e9dicos, comunic\u00f3logos, epidemiologistas e muitos outros participam de forma horizontal na constru\u00e7\u00e3o do \u00edndice.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Esta abordagem rendeu um document\u00e1rio, mostrando como se d\u00e1 essa forma de fazer ci\u00eancia \u2013 o material ser\u00e1 lan\u00e7ado em outubro. Neste \u00edndice, al\u00e9m dos pesquisadores do Cidacs, gestores p\u00fablicos da sa\u00fade, membros de Conselhos de Sa\u00fade, grupos de mulheres negras de organiza\u00e7\u00f5es do Amap\u00e1, Bahia,\u00a0 Maranh\u00e3o,\u00a0 Para\u00edba, Paran\u00e1 e Rio de Janeiro tamb\u00e9m fizeram parte.\u00a0\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">L\u00facia Gato, moradora de S\u00e3o Lu\u00eds, Maranh\u00e3o, l\u00edder do Grupo Mulheres Negras M\u00e3e Andresa, participou da constru\u00e7\u00e3o do IDS-Covid-19, como representante da sociedade civil organizada. Ela acredita que estudos em sa\u00fade feitos em pa\u00edses como o Brasil, com popula\u00e7\u00e3o negra presente, contribuem para que esses grupos exclu\u00eddos sejam vistos, tanto para pessoas negras quanto para as ind\u00edgenas. Para ela, essas desigualdades se explicam porque a popula\u00e7\u00e3o negra sofre da falta de acessibilidade nos servi\u00e7os de sa\u00fade e possui condi\u00e7\u00f5es de vida que contribuem para uma exposi\u00e7\u00e3o maior aos riscos, seja pelos empregos que ocupam, ou pelo local onde vivem, sobretudo a mulher negra, na busca pelo autocuidado, que \u00e9 limitado.\u00a0\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A maranhense afirma que a pr\u00f3pria pol\u00edtica de imuniza\u00e7\u00e3o deveria pensar sobre essa quest\u00e3o racial, pois para receber a vacina n\u00e3o existe uma garantia legal ao trabalhador para faltar ao trabalho, por exemplo. Ficando sempre vulner\u00e1vel a quem o emprega, principalmente a empregada dom\u00e9stica. Para a l\u00edder, \u00e9 preciso ter uma iniciativa que leve em considera\u00e7\u00e3o as condi\u00e7\u00f5es em que vivem essas pessoas. \u201cPrincipalmente as mulheres. Isso vai implicar em falta, atrasos, perda de dias de servi\u00e7os\u201d, lembra a l\u00edder.\u00a0\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Embora mais evidente na pandemia, as desigualdades aparecem, como se mostra nas pesquisas, em doen\u00e7as j\u00e1 consolidadas. J\u00e1 a desnutri\u00e7\u00e3o e diarreia, por exemplo, para L\u00facia est\u00e1 muito ligada aos \u201cbols\u00f5es de pobreza\u201d, onde falta saneamento, onde h\u00e1 inseguran\u00e7a alimentar e \u00e9 justamente onde vivem as pessoas negras, \u201cfincados nos moldes do racismo\u201d. \u201cIsso n\u00e3o acontece ao acaso, e essas situa\u00e7\u00f5es s\u00e3o mediadas pelo racismo estrutural e institucional. E n\u00e3o existe pol\u00edtica p\u00fablica que vai dar resultados se n\u00e3o olhar para as bases hist\u00f3ricas brasileiras, que consideram as condi\u00e7\u00f5es das popula\u00e7\u00f5es afro e ind\u00edgenas, quilombolas, e da popula\u00e7\u00e3o LGBTQIA+\u201d.\u00a0<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Fonte: Por Karina Costa\/NCD &#8211; Cidacs \/ Fiocruz Bahia<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Foto: <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">Imagem de Oma Wachman por Pixabay\u00a0<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Neste m\u00eas de novembro, cientistas falam dos desafios metodol\u00f3gicos das observa\u00e7\u00f5es populacionais que avaliam a Ra\u00e7a\/Cor e o impacto na sa\u00fade. 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