{"id":2699,"date":"2022-11-03T14:54:11","date_gmt":"2022-11-03T17:54:11","guid":{"rendered":"https:\/\/cienciasbahia.org.br\/novo\/?p=2699"},"modified":"2022-11-08T21:39:23","modified_gmt":"2022-11-09T00:39:23","slug":"residuos-da-producao-de-algodao-podem-ser-utilizados-na-dieta-de-bovinos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cienciasbahia.org.br\/novo\/2022\/11\/03\/residuos-da-producao-de-algodao-podem-ser-utilizados-na-dieta-de-bovinos\/","title":{"rendered":"Res\u00edduos da produ\u00e7\u00e3o de algod\u00e3o podem ser utilizados na dieta de bovinos"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-2700\" src=\"https:\/\/cienciasbahia.org.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/Foto-UESB-300x200.jpeg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"200\" srcset=\"https:\/\/cienciasbahia.org.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/Foto-UESB-300x200.jpeg 300w, https:\/\/cienciasbahia.org.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/Foto-UESB.jpeg 600w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Em produ\u00e7\u00f5es de larga escala, \u00e9 comum que, ao longo do processo, uma parte da mat\u00e9ria-prima acabe gerando res\u00edduos. Quando n\u00e3o s\u00e3o bem utilizados, esses res\u00edduos ocasionam impactos na natureza. Dessa forma, o grande desafio \u00e9 encontrar um destino \u00fatil para esse material que seria perdido. Pensando nessa demanda, a Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (Uesb), a Universidade do Estado da Bahia (Uneb) e outras universidades nacionais e internacionais se debru\u00e7aram em maneiras de utilizar os res\u00edduos gerados pelo processo de manufatura do algod\u00e3o, cultura que coloca a Bahia no segundo lugar do ranking de produtores de algod\u00e3o do Brasil.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O estudo teve in\u00edcio, h\u00e1 dez anos, no N\u00facleo de Estudo e Pesquisa em Produ\u00e7\u00e3o Animal da Uneb, com a proposta de buscar alternativas para a utiliza\u00e7\u00e3o desse material residual na dieta de bovinos. Foi, ent\u00e3o, que o Laborat\u00f3rio de Nutri\u00e7\u00e3o Animal da Uesb passou a investigar formas de tratamento desses res\u00edduos para incorpora\u00e7\u00e3o na dieta dos ruminantes.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Sem tratamento, os res\u00edduos de algodoeira apresentam elevados teores de compostos qu\u00edmicos que dificultam o processo de fermenta\u00e7\u00e3o e digest\u00e3o pelos ruminantes. Por esse motivo, requerem tratamentos f\u00edsicos, qu\u00edmicos ou biol\u00f3gicos para que se possibilite a utiliza\u00e7\u00e3o racional da grande disponibilidade destes subprodutos.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">TRANSFORMANDO \u201cLIXO\u201d EM ALIMENTO \u2013 A utiliza\u00e7\u00e3o dos res\u00edduos de algodoeira se mostra como uma alternativa favor\u00e1vel ao meio ambiente. \u201c\u00c9 muito mais sustent\u00e1vel utilizar esses res\u00edduos para produzir forragem para a alimenta\u00e7\u00e3o animal, mas, pela baixa qualidade, \u00e9 necess\u00e1rio que haja um tratamento desse res\u00edduo\u201d, explica o professor Danilo Gusm\u00e3o, pesquisador da Uneb.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Ainda segundo o docente, os resultados dessa implanta\u00e7\u00e3o dos res\u00edduos tratados s\u00e3o animadores no ganho de peso e aumento da produtividade dos animais. \u201c\u00c9 transformar o lixo em carne e leite. Transformar algo de baix\u00edssima qualidade em produtos nobres para a alimenta\u00e7\u00e3o humana\u201d, destaca.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O professor Mauro Figueiredo, da Uesb, aponta que \u201co Brasil se posiciona como maior exportador de carne bovina no mundo. A possibilidade de aumento da produtividade de carne utilizando o confinamento para a fase de engorda contribui para aumentar a efici\u00eancia do processo de produ\u00e7\u00e3o, aumentando a disponibilidade de carne no pa\u00eds\u201d.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Figueiredo explica, ainda, que os horizontes abertos com pesquisa impactam n\u00e3o somente a vida do produtor no campo, mas a sociedade como um todo. \u201cNaturalmente, \u00e9 uma contribui\u00e7\u00e3o para a maior oferta de prote\u00edna de origem animal para a sociedade e, tamb\u00e9m para o pa\u00eds, fazendo com que o Brasil possa incrementar os volumes exportados, produzindo carne com qualidade\u201d, analisa.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">ETAPAS DA PESQUISA \u2013 Quando os res\u00edduos sem tratamento foram implantados, diretamente, como parte da alimenta\u00e7\u00e3o animal, os pesquisadores perceberam que o baixo valor nutricional dos res\u00edduos impactava sobre o ganho de peso dos bovinos e buscaram maneiras de aumentar a quantidade de nutrientes nos res\u00edduos. A pesquisa se dividiu em tr\u00eas etapas: testes em laborat\u00f3rio, testes biol\u00f3gicos e, por fim, testes de desempenho com animais.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Na fase laboratorial, os res\u00edduos eram submetidos a um tratamento qu\u00edmico, feito com a utiliza\u00e7\u00e3o de ureia e hidr\u00f3xido de s\u00f3dio. Passada essa etapa, o tratamento biol\u00f3gico foi realizado no Laborat\u00f3rio de Nutri\u00e7\u00e3o Animal da Uesb, por meio do acr\u00e9scimo de enzimas fibrol\u00edticas. Segundo Figueiredo, o uso das enzimas proporciona um melhor aproveitamento dos res\u00edduos na alimenta\u00e7\u00e3o dos ruminantes, aumentando a convers\u00e3o alimentar e o ganho de peso quando comparados com o uso sem tratamento.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Al\u00e9m disso, a tecnologia desenvolvida pela pesquisa e utilizada no tratamento dos res\u00edduos de algodoeira tamb\u00e9m pode ser implantada nos restos de culturas, que, posteriormente, podem ser utilizados na alimenta\u00e7\u00e3o de ovinos e caprinos.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">COLABORA\u00c7\u00c3O INSTITUCIONAL \u2013 A parceria entre a Uesb e a Uneb se d\u00e1 pelo interc\u00e2mbio cient\u00edfico, atrav\u00e9s da realiza\u00e7\u00e3o de est\u00e1gios para estudantes da Uneb no Laborat\u00f3rio de Nutri\u00e7\u00e3o Animal da Uesb, realizando, assim, experimentos com animais. Al\u00e9m disso, existe a colabora\u00e7\u00e3o em teses de doutorado, por meio do Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Zootecnia e publica\u00e7\u00e3o de artigos cient\u00edficos.<\/span><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.uesb.br\/ciencianauesb\/\"><span style=\"font-weight: 400;\">Conhe\u00e7a outras pesquisas no site do \u201cCi\u00eancia na Uesb\u201d<\/span><\/a><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Fonte: UESB<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Foto: UESB<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em produ\u00e7\u00f5es de larga escala, \u00e9 comum que, ao longo do processo, uma parte da mat\u00e9ria-prima acabe gerando res\u00edduos. Quando n\u00e3o s\u00e3o bem utilizados, esses res\u00edduos ocasionam impactos na natureza. Dessa forma, o grande desafio \u00e9 encontrar um destino \u00fatil para esse material que seria perdido. Pensando nessa demanda, a Universidade Estadual do Sudoeste da [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":2700,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-2699","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/cienciasbahia.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2699","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/cienciasbahia.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/cienciasbahia.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cienciasbahia.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cienciasbahia.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2699"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/cienciasbahia.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2699\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2701,"href":"https:\/\/cienciasbahia.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2699\/revisions\/2701"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cienciasbahia.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/2700"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/cienciasbahia.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2699"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/cienciasbahia.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2699"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/cienciasbahia.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2699"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}