{"id":2666,"date":"2022-10-25T14:52:32","date_gmt":"2022-10-25T17:52:32","guid":{"rendered":"https:\/\/cienciasbahia.org.br\/novo\/?p=2666"},"modified":"2022-10-31T14:49:03","modified_gmt":"2022-10-31T17:49:03","slug":"garimpo-ilegal-ameaca-saude-humana-e-meio-ambiente","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cienciasbahia.org.br\/novo\/2022\/10\/25\/garimpo-ilegal-ameaca-saude-humana-e-meio-ambiente\/","title":{"rendered":"Garimpo ilegal amea\u00e7a sa\u00fade humana e meio ambiente"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-2667\" src=\"https:\/\/cienciasbahia.org.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/JailsonBittencourt-300x252.png\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"252\" srcset=\"https:\/\/cienciasbahia.org.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/JailsonBittencourt-300x252.png 300w, https:\/\/cienciasbahia.org.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/JailsonBittencourt.png 480w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Confira a reportagem do portal CicloVivo sobre o garimpo ilegal na Amaz\u00f4nia, publicada em 21\/10. A mat\u00e9ria destaca o documento \u201c<\/span><a href=\"https:\/\/www.abc.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/Revista-GT-Mercurio-pag-simples-site-da-ABC.pdf\"><span style=\"font-weight: 400;\">Contamina\u00e7\u00e3o por merc\u00fario \u2013 Por que precisamos de um plano de a\u00e7\u00e3o?<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">\u201d e conta com depoimentos do pesquisador baiano <\/span><a href=\"https:\/\/www.abc.org.br\/link\/jailson-bittencourt-de-andrade\/\"><span style=\"font-weight: 400;\">Jailson Bittencourt de Andrade<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">, vice-presidente da Academia Brasileira de Ci\u00eancias (ABC) <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">e tamb\u00e9m membro da Academia de Ci\u00eancias da Bahia (ACB)<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">, e <\/span><a href=\"https:\/\/www.abc.org.br\/link\/luiz-drude-de-lacerda\/\"><span style=\"font-weight: 400;\">Luiz Drude de Lacerda<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">, membro titular da ABC e do Grupo de Trabalho. \u201cA contamina\u00e7\u00e3o por Merc\u00fario representa uma grave amea\u00e7a a todo o ecossistema do nosso pa\u00eds, de Norte a Sul e de Leste a Oeste\u201d, alerta o professor <\/span><a href=\"https:\/\/www.abc.org.br\/link\/jailson-bittencourt-de-andrade\/\"><span style=\"font-weight: 400;\">Jailson Bittencourt de Andrade<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">, coordenador do estudo.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O filme Amaz\u00f4nia, a nova Minamata? estreia em outubro no Brasil e revela a realidade assustadora do territ\u00f3rio Munduruku, na regi\u00e3o da cidade de Jacareacanga, Par\u00e1. As altas taxas de merc\u00fario no sangue da popula\u00e7\u00e3o gera problemas neurol\u00f3gicos irrevers\u00edveis em adultos, idosos e crian\u00e7as \u2013 fato que explica a alta demanda por cadeiras de rodas infantis por l\u00e1.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Um trecho do document\u00e1rio de Jorge Bodanzky mostra Alessandra Munduruku, em manifesta\u00e7\u00e3o no Congresso Nacional, afirmando que \u201cas pessoas t\u00eam que saber o que est\u00e1 acontecendo e \u00e9 por isso que a gente n\u00e3o para de lutar. Voc\u00eas est\u00e3o matando os nossos filhos\u201d.<\/span><\/p>\n<p><b>Para assistir ao trailer do filme, clique <\/b><a href=\"https:\/\/vimeo.com\/762463094\"><b>AQUI<\/b><\/a><b>.<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">(\u2026)<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cTodos n\u00f3s j\u00e1 sabemos da quest\u00e3o da contamina\u00e7\u00e3o do merc\u00fario na bacia amaz\u00f4nica, mas eu n\u00e3o fazia a menor ideia da dimens\u00e3o e do desastre irrevers\u00edvel que \u00e9. O merc\u00fario ataca o sistema neurol\u00f3gico, tamb\u00e9m passa pela placenta e os beb\u00eas j\u00e1 nascem com alto \u00edndice de contamina\u00e7\u00e3o. O merc\u00fario a gente n\u00e3o v\u00ea, n\u00e3o cheira. Ele tamb\u00e9m demora a aparecer. \u00c0s vezes a pessoa mora h\u00e1 30 anos no local, est\u00e1 contaminada, mas isso n\u00e3o \u00e9 vis\u00edvel\u201d, disse Bodanzky.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A fala do diretor \u00e9 confirmada pela Academia Brasileira de Ci\u00eancias (ABC) no documento \u201c<\/span><a href=\"https:\/\/www.abc.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/Revista-GT-Mercurio-pag-simples-site-da-ABC.pdf\"><span style=\"font-weight: 400;\">Contamina\u00e7\u00e3o por merc\u00fario \u2013 Por que precisamos de um plano de a\u00e7\u00e3o?<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">\u201d, publicado no dia 11 de outubro de 2022.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Os cientistas explicam que o merc\u00fario \u00e9 t\u00f3xico por conta de sua alta afinidade com compostos de enxofre presentes em prote\u00ednas e em muitas enzimas essenciais para o metabolismo das c\u00e9lulas humanas. Quando o metal se liga a enzimas e outras prote\u00ednas, elas s\u00e3o inativadas de forma irrevers\u00edvel, o que pode gerar graves complica\u00e7\u00f5es cl\u00ednicas, como vertigens, tremores e danos aos pulm\u00f5es e ao c\u00e9rebro.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O estudo faz um diagn\u00f3stico das emiss\u00f5es do metal no pa\u00eds e lista oito recomenda\u00e7\u00f5es para lidar com esse desafio, iniciando um debate sobre a gest\u00e3o do metal no Brasil. Para a ABC, o combate \u00e0 contamina\u00e7\u00e3o por merc\u00fario deve ser encarado como um desafio nacional que deve mobilizar todos os n\u00edveis governamentais, o setor privado e as organiza\u00e7\u00f5es sociais.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cA contamina\u00e7\u00e3o por Merc\u00fario representa uma grave amea\u00e7a a todo o ecossistema do nosso pa\u00eds, de Norte a Sul e de Leste a Oeste\u201d, alerta o professor <\/span><a href=\"https:\/\/www.abc.org.br\/link\/jailson-bittencourt-de-andrade\/\"><span style=\"font-weight: 400;\">Jailson Bittencourt de Andrade<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">, vice-presidente da ABC e coordenador do estudo.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">MERC\u00daRIO E OURO\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O Grupo de Trabalho que realizou o estudo aponta que, apesar de v\u00e1rias localidades brasileiras serem afetadas pela contamina\u00e7\u00e3o, o merc\u00fario est\u00e1 fortemente associado ao <\/span><a href=\"https:\/\/ciclovivo.com.br\/planeta\/meio-ambiente\/em-brasilia-liderancas-indigenas-marcham-contra-o-garimpo\/\"><span style=\"font-weight: 400;\">garimpo ilegal<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\"> e ao uso do metal para extra\u00e7\u00e3o do ouro. \u00c9 a atividade que mais contribui para as emiss\u00f5es de merc\u00fario no pa\u00eds.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A t\u00e9cnica usada particularmente na extra\u00e7\u00e3o ilegal faz com que o ouro e o merc\u00fario se fundam em um am\u00e1lgama, para que o metal precioso possa ser extra\u00eddo de rochas e areia. Depois, o am\u00e1lgama \u00e9 aquecido, fazendo o merc\u00fario evaporar e passar a circular na atmosfera.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">EXPOSI\u00c7\u00c3O HUMANA<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cO merc\u00fario \u00e9 um legado da irresponsabilidade no trato do meio ambiente que vai ainda assombrar a humanidade por gera\u00e7\u00f5es\u201d, ressalta <\/span><a href=\"https:\/\/www.abc.org.br\/link\/luiz-drude-de-lacerda\/\"><span style=\"font-weight: 400;\">Luiz Drude de Lacerda<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">, Membro Titular da ABC e integrante do Grupo de Trabalho.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O grupo observa, no entanto, que muitos problemas de contamina\u00e7\u00e3o ambiental por merc\u00fario s\u00e3o devidos n\u00e3o apenas ao aumento das emiss\u00f5es, mas tamb\u00e9m \u00e0 tend\u00eancia de maior concentra\u00e7\u00e3o do metal em peixes, humanos e outros organismos, observada ao longo dos \u00faltimos 20 anos. O fen\u00f4meno \u00e9 atribu\u00eddo \u00e0 altera\u00e7\u00e3o do uso do solo, particularmente na convers\u00e3o de florestas para extra\u00e7\u00e3o de madeira e para a agropecu\u00e1ria.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A exposi\u00e7\u00e3o humana ao merc\u00fario se d\u00e1 principalmente pela ingest\u00e3o de pescados. Assim, os riscos \u00e0 sa\u00fade s\u00e3o ainda maiores em popula\u00e7\u00f5es ribeirinhas da Amaz\u00f4nia e em pescadores artesanais do litoral brasileiro. O Grupo de Trabalho da ABC recomenda que sejam subsidiadas medidas para melhorar a seguran\u00e7a alimentar dessas popula\u00e7\u00f5es, com um esfor\u00e7o continuado de monitoramento da contamina\u00e7\u00e3o de peixes e outros produtos da aquicultura.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O grupo defende que o Brasil volte a ser participante ativo na Conven\u00e7\u00e3o de Minamata, que traz uma s\u00e9rie de medidas de controle sobre o uso do merc\u00fario em todo o mundo. O tratado internacional foi firmado em 2013 e tem por objetivo proteger o meio ambiente dos efeitos adversos do metal. O texto ressalta que o Brasil chegou a sediar a Confer\u00eancia sobre Merc\u00fario como Contaminante Global, em 1999, mas que as iniciativas do pa\u00eds no \u00e2mbito multilateral v\u00eam se reduzindo drasticamente nos \u00faltimos anos.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Outras sugest\u00f5es presentes no documento s\u00e3o a atualiza\u00e7\u00e3o dos invent\u00e1rios de emiss\u00f5es de merc\u00fario, a substitui\u00e7\u00e3o de produtos que cont\u00eam o metal por alternativas e ainda o desenvolvimento e a implementa\u00e7\u00e3o de tecnologias voltadas \u00e0 redu\u00e7\u00e3o de emiss\u00f5es de fontes incidentais de merc\u00fario. Por fim, a ABC se compromete a realizar reuni\u00f5es regionais, nacionais e internacionais, identificando gargalos e propondo mais solu\u00e7\u00f5es.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">INVAS\u00c3O DE TERRAS IND\u00cdGENAS<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Dados do MapBiomas mostram que a \u00e1rea de garimpo no Brasil passou de 99 mil hectares para 196 mil hectares entre 2010 e 2021 e que, no mesmo per\u00edodo, o avan\u00e7o do garimpo sobre as terras ind\u00edgenas foi de 632%. As informa\u00e7\u00f5es dos pesquisadores revelam ainda que essa expans\u00e3o tem endere\u00e7o certo: o Bioma Amaz\u00f4nico.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">(\u2026)<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">a que a \u00e1rea ocupada at\u00e9 2010 encontrava-se abaixo de 20 mil hectares. Em 2021, j\u00e1 eram quase 60 mil hectares. Desse total, quase dois ter\u00e7os ficam na APA do Tapaj\u00f3s, onde o garimpo j\u00e1 ocupa 43.266 hectares. Em segundo lugar vem a Flona do Aman\u00e3, com 5.400 hectares, seguida pela Flona do Crepori (1.686 hectares), a Parna do Rio Novo (1.637 hectares) e a Flona do Jamari (1.191 hectares).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/ciclovivo.com.br\/planeta\/meio-ambiente\/garimpo-ilegal-ameaca-saude-humana-e-meio-ambiente\/\"><span style=\"font-weight: 400;\">Confira a mat\u00e9ria completa.<\/span><\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Fonte: Academia Brasileira de Ci\u00eancias<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Confira a reportagem do portal CicloVivo sobre o garimpo ilegal na Amaz\u00f4nia, publicada em 21\/10. A mat\u00e9ria destaca o documento \u201cContamina\u00e7\u00e3o por merc\u00fario \u2013 Por que precisamos de um plano de a\u00e7\u00e3o?\u201d e conta com depoimentos do pesquisador baiano Jailson Bittencourt de Andrade, vice-presidente da Academia Brasileira de Ci\u00eancias (ABC) e tamb\u00e9m membro da Academia [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":2667,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-2666","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/cienciasbahia.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2666","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/cienciasbahia.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/cienciasbahia.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cienciasbahia.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cienciasbahia.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2666"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/cienciasbahia.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2666\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2671,"href":"https:\/\/cienciasbahia.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2666\/revisions\/2671"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cienciasbahia.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/2667"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/cienciasbahia.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2666"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/cienciasbahia.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2666"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/cienciasbahia.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2666"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}