{"id":2647,"date":"2022-10-18T20:41:59","date_gmt":"2022-10-18T23:41:59","guid":{"rendered":"https:\/\/cienciasbahia.org.br\/novo\/?p=2647"},"modified":"2022-10-20T14:56:54","modified_gmt":"2022-10-20T17:56:54","slug":"testes-iniciais-mostram-ser-possivel-produzir-alface-em-ate-30-dias","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cienciasbahia.org.br\/novo\/2022\/10\/18\/testes-iniciais-mostram-ser-possivel-produzir-alface-em-ate-30-dias\/","title":{"rendered":"Testes iniciais mostram ser poss\u00edvel produzir alface em at\u00e9 30 dias\u00a0"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-2648\" src=\"https:\/\/cienciasbahia.org.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/Alface-Pixabay-300x158.webp\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"158\" srcset=\"https:\/\/cienciasbahia.org.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/Alface-Pixabay-300x158.webp 300w, https:\/\/cienciasbahia.org.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/Alface-Pixabay-1024x538.webp 1024w, https:\/\/cienciasbahia.org.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/Alface-Pixabay-768x403.webp 768w, https:\/\/cienciasbahia.org.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/Alface-Pixabay.webp 1200w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Testes iniciais realizados em laborat\u00f3rio mostram que, controlando a composi\u00e7\u00e3o da luz e os per\u00edodos de ilumina\u00e7\u00e3o, foi poss\u00edvel produzir alface em uma estufa indoor \u2014 tamb\u00e9m conhecida como horta urbana \u2014 que fica pronta para o consumo em cerca de 20 a 30 dias. Normalmente a produ\u00e7\u00e3o desse vegetal leva mais de 45 dias. Esses resultados s\u00e3o iniciais e fazem parte de um estudo em andamento realizado por pesquisadores do Instituto de F\u00edsica de S\u00e3o Carlos (IFSC) da USP.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Os pesquisadores acrescentaram \u00e0 j\u00e1 conhecida produ\u00e7\u00e3o indoor o sistema hidrop\u00f4nico, que \u00e9 feita em estufas e utiliza \u00e1gua enriquecida com nutrientes no lugar do solo, placas de LED das cores branca, vermelha e azul. \u201cEstamos come\u00e7ando a entender como as plantas \u2018falam com o meio externo\u2019 em termos de luminosidade necess\u00e1ria em suas v\u00e1rias fases de crescimento\u201d, conta ao Jornal da USP o professor do IFSC Vanderlei Salvador Bagnato, coordenador da pesquisa.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Essa nova forma de cultivo, al\u00e9m de aumentar a produtividade, pode diminuir em 60% os custos de produ\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A PRODU\u00c7\u00c3O INDOOR E A BIOFOT\u00d4NICA<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O formato da produ\u00e7\u00e3o de hortas urbanas permite que o cultivo esteja livre de pragas, possa ocorrer pr\u00f3ximo ao local de consumo \u2014 diminuindo os gastos por transportes, n\u00e3o produza polui\u00e7\u00e3o e tenha um gasto m\u00ednimo de recursos naturais, inclusive da \u00e1gua, pois o mesmo volume pode circular indefinidamente. \u201cCom alguns litros de \u00e1gua, somos capazes de produzir muitas dezenas de p\u00e9s de alface\u201d, diz. Al\u00e9m disso, com outra <\/span><a href=\"https:\/\/www2.ifsc.usp.br\/portal-ifsc\/ifsc-usp-desenvolve-descontaminador-de-agua-por-processo-de-uv-c\/\"><span style=\"font-weight: 400;\">t\u00e9cnica<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">, desenvolvida e patenteada pelo grupo, que usa luz ultravioleta para evitar a contamina\u00e7\u00e3o da \u00e1gua, \u00e9 poss\u00edvel usar a solu\u00e7\u00e3o hidrop\u00f4nica por muito tempo, e ir apenas adicionando alguns nutrientes.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Bagnato conta que a nova pesquisa est\u00e1 dentro da \u00e1rea da biofot\u00f4nica, que investiga os fen\u00f4menos envolvidos na intera\u00e7\u00e3o da luz com sistemas biol\u00f3gicos, o que permite estudar novas ferramentas para otimizar a produ\u00e7\u00e3o em estufas.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Para isso, os pesquisadores instalaram LEDs nas cores branca, vermelha e azul em um cultivo de alfaces de produ\u00e7\u00e3o indoor. As alfaces foram plantadas em gabinetes com umidade e temperatura controlada, com dimens\u00f5es de 80 cent\u00edmetors (cm) x 80 cm x 120 cm, mas Bagnato explica que o tamanho pode variar. Eles testaram tr\u00eas dura\u00e7\u00f5es diferentes da incid\u00eancia da luz: 12 horas com a ilumina\u00e7\u00e3o ligada e 12 horas desligada, 18 horas horas com a ilumina\u00e7\u00e3o ligada e 6 horas desligada e a ilumina\u00e7\u00e3o ligada ininterruptamente durante 24 horas. Foi na terceira tentativa que o crescimento da alface ocorreu em cerca de 30 dias.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O professor tamb\u00e9m conta que come\u00e7aram a fazer testes com alfaces, por ser uma hortali\u00e7a altamente consumida pelos brasileiros. \u201cJ\u00e1 testamos a alface mini-lisa, a alface crespa, e a alface roxa. Parece funcionar bem com diversas esp\u00e9cies\u201d, conta.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">As cores utilizadas na ilumina\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m afetam o crescimento do vegetal. \u201cCores distintas podem interagir com diferentes mol\u00e9culas e com diferentes fases do metabolismo da planta. Com a combina\u00e7\u00e3o adequada de cores, fazemos otimiza\u00e7\u00e3o do rendimento fotoqu\u00edmico da planta\u201d, explica.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Segundo Bagnato, ao usar as cores e tempo de ilumina\u00e7\u00e3o da maneira mais efetiva, \u00e9 poss\u00edvel aumentar a produtividade em 40% e baratear a produ\u00e7\u00e3o em mais de 60% e isso beneficia tanto os produtores quanto o meio ambiente. Para ele, estudar formas otimizadas para produ\u00e7\u00e3o de alimentos \u00e9 importante para trazer impactos ambientais positivos, pois permite usar de forma mais eficiente os espa\u00e7os e recursos.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">PR\u00d3XIMOS PASSOS<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A pesquisa, que est\u00e1 sendo financiada pela Empresa Brasileira de Pesquisa e Inova\u00e7\u00e3o Industrial (EMBRAPII), est\u00e1 agora na fase de investiga\u00e7\u00e3o b\u00e1sica. Bagnato conta que nesse momento, al\u00e9m da ilumina\u00e7\u00e3o de LED, eles est\u00e3o programando e testando a concentra\u00e7\u00e3o de CO2 e a temperatura da solu\u00e7\u00e3o e do ambiente. A expectativa \u00e9 que, a partir disso, eles encontrem novas descobertas.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cTamb\u00e9m j\u00e1 estamos dando in\u00edcio a novos projetos para promover de forma fot\u00f4nica a ades\u00e3o de nutrientes hoje n\u00e3o presentes em hortali\u00e7as. Al\u00e9m de melhorar a produ\u00e7\u00e3o, queremos melhorar o poder nutritivo das plantas para o ser humano\u201d, complementa.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O Laborat\u00f3rio de Apoio Tecnol\u00f3gico (LAT) da IFSC\/USP ainda est\u00e1 desenvolvendo o prot\u00f3tipo de uma nova estufa indoor com cinco andares, o que possibilitar\u00e1 produ\u00e7\u00f5es mais amplas. A pesquisa tem a participa\u00e7\u00e3o de Rafael Ferro, mestrando em Biotecnologia, e Shirley Lara, doutoranda na mesma \u00e1rea, Rene Casarin e Bruna C\u00f4rrea.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Fonte: Jornal da USP<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Foto: Pixabay<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Testes iniciais realizados em laborat\u00f3rio mostram que, controlando a composi\u00e7\u00e3o da luz e os per\u00edodos de ilumina\u00e7\u00e3o, foi poss\u00edvel produzir alface em uma estufa indoor \u2014 tamb\u00e9m conhecida como horta urbana \u2014 que fica pronta para o consumo em cerca de 20 a 30 dias. Normalmente a produ\u00e7\u00e3o desse vegetal leva mais de 45 dias. 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