{"id":2443,"date":"2022-09-08T16:43:50","date_gmt":"2022-09-08T19:43:50","guid":{"rendered":"https:\/\/cienciasbahia.org.br\/novo\/?p=2443"},"modified":"2022-09-13T16:44:39","modified_gmt":"2022-09-13T19:44:39","slug":"ciencia-no-brasil-esta-parada-no-tempo-igual-ao-coracao-de-d-pedro-i","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cienciasbahia.org.br\/novo\/2022\/09\/08\/ciencia-no-brasil-esta-parada-no-tempo-igual-ao-coracao-de-d-pedro-i\/","title":{"rendered":"Ci\u00eancia no Brasil est\u00e1 parada no tempo igual ao cora\u00e7\u00e3o de D. Pedro I"},"content":{"rendered":"<div class=\"post-description-box\">\n<p class=\"post-description\"><a href=\"https:\/\/cienciasbahia.org.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/imagem_0609221662513760.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-2435\" src=\"https:\/\/cienciasbahia.org.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/imagem_0609221662513760.jpg\" alt=\"\" width=\"1000\" height=\"598\" srcset=\"https:\/\/cienciasbahia.org.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/imagem_0609221662513760.jpg 1000w, https:\/\/cienciasbahia.org.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/imagem_0609221662513760-300x179.jpg 300w, https:\/\/cienciasbahia.org.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/imagem_0609221662513760-768x459.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 1000px) 100vw, 1000px\" \/><\/a><\/p>\n<p class=\"post-description\"><strong>Leia artigo da presidente da Academia Brasileira de Ci\u00eancia, Helena Nader.<\/strong><\/p>\n<\/div>\n<div class=\"social-icons-box\">A Academia Brasileira de Ci\u00eancias (ABC), reproduz trechos do artigo da sua presidente,\u00a0 <a href=\"https:\/\/www.abc.org.br\/link\/helena-bonciani-nader\/\">Helena B. Nader<\/a>, publicado em O Globo, no dia 6 de setembro, na coluna habitual de Merval Pereira:<\/div>\n<div class=\"rich-text-block w-richtext\">\n<p>&#8220;Neste ducent\u00e9simo 7 de Setembro, era para estarmos comemorando avan\u00e7os concretos em dire\u00e7\u00e3o a um real projeto de soberania, condizente com uma na\u00e7\u00e3o independente do s\u00e9culo XXI. Em vez disso, o atual governo celebra a data preso ao passado, festejando a presen\u00e7a m\u00f3rbida do cora\u00e7\u00e3o de Dom Pedro I em territ\u00f3rio nacional.<\/p>\n<p>No mundo globalizado, um pa\u00eds de fato soberano precisa ter mais que apenas autossufici\u00eancia em recursos naturais. Na\u00e7\u00e3o verdadeiramente independente \u00e9 aquela que desenvolve sua pr\u00f3pria ci\u00eancia e disp\u00f5e de sua pr\u00f3pria tecnologia. N\u00e3o \u00e9, no entanto, o que pensam os atuais detentores do poder. O Minist\u00e9rio da Economia j\u00e1 deixou claro, em outras ocasi\u00f5es, que investir em inova\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 tanto uma prioridade. Basta compr\u00e1-la dos outros, e est\u00e1 resolvido o problema. Na velocidade de obsolesc\u00eancia das m\u00e1quinas, por\u00e9m, o investimento rapidamente vai pelo ralo se n\u00e3o \u00e9 acompanhado de uma pol\u00edtica sustent\u00e1vel de pesquisa e desenvolvimento.<\/p>\n<p>Parados no tempo, como o cora\u00e7\u00e3o do imperador conservado em formol, nos desconectamos das pautas prementes da sociedade do conhecimento. Costum\u00e1vamos ser refer\u00eancia em \u00e1reas como doen\u00e7as tropicais, agricultura e at\u00e9 gen\u00f4mica. Para que voltemos a evoluir cientificamente, precisamos criar mais laborat\u00f3rios nacionais, nos moldes do que \u00e9 feito nos Estados Unidos e em pa\u00edses da Europa. S\u00f3 assim poderemos continuar a avan\u00e7ar em campos do conhecimento hoje primordiais para os novos sentidos de soberania do nosso tempo: energia sustent\u00e1vel, bioeconomia, intelig\u00eancia artificial, internet das coisas, entre tantos outros.<\/p>\n<p>(\u2026)<\/p>\n<p>Em vez de gastar recursos p\u00fablicos no custoso traslado de uma rel\u00edquia, seria de maior valor para a conquista de nossa real soberania investir na retomada da ci\u00eancia brasileira. Somos, de acordo com o Fundo Monet\u00e1rio Internacional, a nona economia do mundo. No entanto, diferentemente de v\u00e1rios dos pa\u00edses que nos precedem (e mesmo de muitos que nos sucedem) nessa lista, educa\u00e7\u00e3o, ci\u00eancia, tecnologia e inova\u00e7\u00e3o continuam sendo vistos no Brasil como meros gastos, e n\u00e3o investimentos.<\/p>\n<p>Falta-nos uma pol\u00edtica de Estado para o setor. Falta-nos vis\u00e3o estrat\u00e9gica de longo prazo e responsabilidade social. E abundam obst\u00e1culos, interpostos pelo pr\u00f3prio governo. O mais recente deles \u00e9 a edi\u00e7\u00e3o da MP 1.136, na semana passada. A medida provis\u00f3ria volta a atacar, por um novo caminho, o Fundo Nacional de Desenvolvimento Cient\u00edfico e Tecnol\u00f3gico (FNDCT). Esperamos que nossos representantes no Congresso devolvam ao Executivo essa MP, que vai na contram\u00e3o do desenvolvimento, pois visa a obstruir uma das principais art\u00e9rias que irrigam a combalida, mas ainda pulsante, ci\u00eancia brasileira&#8221;.<\/p>\n<p>*<a href=\"https:\/\/www.abc.org.br\/link\/helena-bonciani-nader\/\">Helena Nader<\/a>\u00a0\u00e9 presidente da Academia Brasileira de Ci\u00eancias e professora titular da Unifesp<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/oglobo.globo.com\/opiniao\/artigos\/coluna\/2022\/09\/ciencia-no-brasil-esta-parada-no-tempo-igual-ao-coracao-de-dom-pedro-i.ghtml\">Leia o texto na \u00edntegra em O Globo<\/a><\/p>\n<p>Fonte: Academia Brasileira de Ci\u00eancias<\/p>\n<p>Foto: Rovena Rosa &#8211; Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Leia artigo da presidente da Academia Brasileira de Ci\u00eancia, Helena Nader. A Academia Brasileira de Ci\u00eancias (ABC), reproduz trechos do artigo da sua presidente,\u00a0 Helena B. Nader, publicado em O Globo, no dia 6 de setembro, na coluna habitual de Merval Pereira: &#8220;Neste ducent\u00e9simo 7 de Setembro, era para estarmos comemorando avan\u00e7os concretos em dire\u00e7\u00e3o [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":2435,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-2443","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/cienciasbahia.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2443","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/cienciasbahia.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/cienciasbahia.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cienciasbahia.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cienciasbahia.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2443"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/cienciasbahia.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2443\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2444,"href":"https:\/\/cienciasbahia.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2443\/revisions\/2444"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cienciasbahia.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/2435"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/cienciasbahia.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2443"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/cienciasbahia.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2443"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/cienciasbahia.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2443"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}