{"id":2232,"date":"2022-06-22T14:44:12","date_gmt":"2022-06-22T17:44:12","guid":{"rendered":"https:\/\/cienciasbahia.org.br\/novo\/?p=2232"},"modified":"2022-08-29T14:47:49","modified_gmt":"2022-08-29T17:47:49","slug":"cientistas-descobrem-novos-recifes-de-coral-no-sul-da-bahia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cienciasbahia.org.br\/novo\/2022\/06\/22\/cientistas-descobrem-novos-recifes-de-coral-no-sul-da-bahia\/","title":{"rendered":"Cientistas descobrem novos recifes de coral no sul da Bahia"},"content":{"rendered":"<div class=\"post-description-box\">\n<p class=\"post-description\"><strong><a href=\"https:\/\/cienciasbahia.org.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/imagem_1906221655645740.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-2233\" src=\"https:\/\/cienciasbahia.org.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/imagem_1906221655645740.jpg\" alt=\"\" width=\"1000\" height=\"663\" srcset=\"https:\/\/cienciasbahia.org.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/imagem_1906221655645740.jpg 1000w, https:\/\/cienciasbahia.org.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/imagem_1906221655645740-300x199.jpg 300w, https:\/\/cienciasbahia.org.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/imagem_1906221655645740-768x509.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 1000px) 100vw, 1000px\" \/><\/a><\/strong><\/p>\n<p class=\"post-description\"><strong>Expedi\u00e7\u00e3o mapeou ecossistemas marinhos de uma regi\u00e3o desconhecida da costa brasileira, adjacente ao Banco de Abrolhos.<\/strong><\/p>\n<\/div>\n<div class=\"social-icons-box\">Nesse mundo superpovoado e superexplorado que vivemos, s\u00e3o raras as oportunidades que pesquisadores t\u00eam de se aventurar por um ambiente verdadeiramente desconhecido da ci\u00eancia. Pois um grupo de cientistas da Universidade de S\u00e3o Paulo conseguiu fazer exatamente isso \u2014 por incr\u00edvel que pare\u00e7a, sem precisar se afastar muito de um dos destinos tur\u00edsticos mais conhecidos do litoral brasileiro. Numa expedi\u00e7\u00e3o organizada pelo <a href=\"https:\/\/coralvivo.org.br\/quem-somos\/\">Projeto Coral Vivo<\/a>, entre abril e maio deste ano, pesquisadores vislumbraram pela primeira vez o que se esconde no fundo do Banco Royal Charlotte, uma grande plataforma submarina no sul da Bahia, que ainda hoje \u00e9 uma das regi\u00f5es mais desconhecidas da costa brasileira \u2014 apesar de estar bem de frente a Porto Seguro e ser adjacente ao maior hotspot de biodiversidade marinha do Atl\u00e2ntico Sul, o Banco dos Abrolhos.<\/div>\n<div><\/div>\n<div class=\"rich-text-block w-richtext\">\n<p>Os dados da expedi\u00e7\u00e3o ainda est\u00e3o sendo processados, mas j\u00e1 deixam claro que a regi\u00e3o, a exemplo de Abrolhos, abriga grandes extens\u00f5es de ecossistemas recifais, incluindo recifes de corais e bancos de rodolitos, al\u00e9m de outras estruturas geol\u00f3gicas interessantes. Em um dos pontos mais intrigantes, batizado de Laje 11, os pesquisadores encontraram um grande canal submerso \u2014 possivelmente um leito de rio pr\u00e9-hist\u00f3rico \u2014, com paredes revestidas de corais e habitado por uma enorme variedade de peixes, pequenos invertebrados e outras formas de vida marinha. Um ecossistema t\u00e3o colorido e vibrante que parece ser um recife de \u00e1guas rasas, mas que, na verdade, est\u00e1 a mais de 40 metros de profundidade, j\u00e1 na zona conhecida como \u201cmesof\u00f3tica\u201d (com baixa incid\u00eancia de luz solar).<\/p>\n<p>\u201cAcho que \u00e9 um dos recifes mais saud\u00e1veis, profundos, que eu j\u00e1 vi no Brasil\u201d, diz o pesquisador Ronaldo Francini Filho, do Centro de Biologia Marinha (Cebimar) da USP, em S\u00e3o Sebasti\u00e3o, que mergulhou no local. \u201cN\u00e3o esperava encontrar um recife t\u00e3o complexo e t\u00e3o saud\u00e1vel como esse, especialmente nessa profundidade.\u201d<\/p>\n<p>\u201cMe surpreendi muito com os recifes mesof\u00f3ticos e com a extens\u00e3o da cobertura de corais. \u00c9 uma coisa sem precedentes\u201d, comemorou o professor Paulo Sumida, diretor do Instituto Oceanogr\u00e1fico (IO) da USP e coordenador de uma frente de pesquisa sobre o Royal Charlotte junto ao Projeto Coral Vivo, ap\u00f3s ver as imagens da expedi\u00e7\u00e3o. O coral mais abundante nos pontos visitados pelos cientistas era o Montastraea cavernosa, popularmente conhecido como coral-jaca (porque seus p\u00f3lipos lhe d\u00e3o uma textura semelhante \u00e0 de uma casca de jaca), que pode ter diversas colora\u00e7\u00f5es. Tipicamente, as col\u00f4nias dessa esp\u00e9cie formam estruturas mais arredondadas; mas na Laje 11 elas est\u00e3o esparramadas sobre o recife, provavelmente como forma de aumentar sua superf\u00edcie de contato com a pouca radia\u00e7\u00e3o luminosa que chega a essa profundidade \u2014 \u201ccomo se fossem pain\u00e9is solares\u201d, compara Sumida.<\/p>\n<p>E esse foi apenas um dos pontos identificados como de interesse pelos cientistas ao longo do banco, que tem cerca de 6 mil quil\u00f4metros quadrados (do tamanho do Distrito Federal). O que se chama de \u201cbanco\u201d, neste caso, \u00e9 uma plataforma submersa que se projeta mar adentro desde a borda do continente \u2014 em outras palavras, uma extens\u00e3o da plataforma continental, que marca a fronteira entre as \u00e1guas costeiras do continente e o mar profundo. Sua borda mais distante fica a cerca de 100 quil\u00f4metros da costa, entre os munic\u00edpios baianos de Belmonte, Santa Cruz Cabr\u00e1lia e Porto Seguro.<\/p>\n<p>A expedi\u00e7\u00e3o percorreu cerca de mil quil\u00f4metros ao longo de 16 dias navegando sobre as \u00e1guas do Royal Charlotte, entre o fim de abril e o in\u00edcio de maio. Participaram ao todo 12 pesquisadores, de seis institui\u00e7\u00f5es de pesquisa, sendo cinco deles da USP. Foi a segunda expedi\u00e7\u00e3o cient\u00edfica ao Royal Charlotte organizada pelo Projeto Coral Vivo, ap\u00f3s um\u00a0<a href=\"https:\/\/jornal.usp.br\/ciencias\/cientistas-descobrem-novos-ecossistemas-recifais-na-costa-da-bahia\/\">cruzeiro preliminar<\/a>\u00a0realizado em julho de 2020, no in\u00edcio da pandemia de covid-19.<\/p>\n<p>A primeira semana de trabalho foi dedicada exclusivamente \u00e0 realiza\u00e7\u00e3o de uma mapeamento geof\u00edsico do banco, que utilizou equipamentos de sonar para \u201cescanear\u201d a superf\u00edcie da plataforma. Com base nessas imagens, foram identificados 42 pontos de interesse, contendo forma\u00e7\u00f5es de origem biol\u00f3gica ou geol\u00f3gica, dos quais a metade (21) foi investigada posteriormente por mergulhadores ou com a utiliza\u00e7\u00e3o de um rob\u00f4 submers\u00edvel do tipo R.O.V. (sigla em ingl\u00eas para \u201cve\u00edculo de opera\u00e7\u00e3o remota\u201d).<\/p>\n<p>Al\u00e9m de fazer imagens, os pesquisadores aproveitaram para coletar amostras da geologia e da biodiversidade do banco, que foram trazidas de volta ao continente para serem analisadas mais detalhadamente em laborat\u00f3rio \u2014 por exemplo, para an\u00e1lises de composi\u00e7\u00e3o qu\u00edmica e identifica\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies.<\/p>\n<p>\u201cIsso, agora, botou pilha na gente\u201d, vibra o pesquisador Tito Lotufo, chefe do Departamento de Oceanografia Biol\u00f3gica do IO e coordenador regional do Projeto Coral Vivo em S\u00e3o Paulo. Ele lembra que os corais, peixes e outros organismos de maior porte que aparecem nas imagens dos mergulhos s\u00e3o apenas a parte mais vis\u00edvel (e menos numerosa) da biodiversidade de um ecossistema recifal. A maior parte \u00e9 composta de organismos pequenos, geralmente invertebrados, que vivem literalmente dentro do recife, nas entranhas porosas da chamada \u201cmatriz recifal\u201d \u2014 que n\u00e3o \u00e9 feita de rocha, mas de uma estrutura carbon\u00e1tica constru\u00edda pelos corais ao longo do tempo. \u201cPor baixo dessa cobertura viva de corais, voc\u00ea tem um espa\u00e7o poroso, cheio de vida, que ningu\u00e9m imagina\u201d, descreve Lotufo. \u201cPara cada coral que voc\u00ea v\u00ea na superf\u00edcie do recife voc\u00ea tem outras cem esp\u00e9cies enfiadas ali embaixo dele, na matriz recifal.\u201d<\/p>\n<p>A mesma l\u00f3gica se aplica aos rodolitos: estruturas esf\u00e9ricas e porosas, constru\u00eddas por algas calc\u00e1rias, que se acumulam no leito marinho e acabam formando um ecossistema recifal pr\u00f3prio. \u201cCada rodolito desses \u00e9 um mundo; voc\u00ea quebra e tem toda uma bicharada vivendo l\u00e1 dentro\u201d, anima-se Lotufo \u2014 que, claro, trouxe algumas dessas estruturas de volta para an\u00e1lise no laborat\u00f3rio. \u201cS\u00e3o ambientes de alt\u00edssima diversidade biol\u00f3gica, que abrigam uma riqueza que a gente ainda conhece muito pouco.\u201d<\/p>\n<p>\u201cIsso tudo, agora, vai servir de base para uma s\u00e9rie de investiga\u00e7\u00f5es de cunho biol\u00f3gico e oceanogr\u00e1fico\u201d, diz o coordenador de pesquisas do Projeto Coral Vivo e professor do IO, Miguel Mies.<\/p>\n<p>Em contraponto a todo esse entusiasmo, uma preocupa\u00e7\u00e3o: al\u00e9m de muitos peixes e corais, os pesquisadores tamb\u00e9m encontraram muitos cabos de embarca\u00e7\u00f5es e apetrechos de pesca (como redes e linhas) presos aos recifes. Prova de que esses ambientes podem ser in\u00e9ditos para os cientistas, mas n\u00e3o para os pescadores, que h\u00e1 muito tempo j\u00e1 utilizam esses pontos de agrega\u00e7\u00e3o de vida marinha para maximizar o rendimento de suas pescarias no Royal Charlotte.<\/p>\n<p>De fato, o roteiro da expedi\u00e7\u00e3o foi em grande parte orientado pelos relatos de pescadores da regi\u00e3o, que sabem por experi\u00eancia onde h\u00e1 mais peixes e lagostas para se pegar debaixo d\u2019\u00e1gua. (E se h\u00e1 muitos peixes e lagostas, pode-se inferir que h\u00e1 alguma estrutura recifal presente ali, tamb\u00e9m, para dar abrigo a esses organismos.)<\/p>\n<p>A expectativa, a partir de agora, \u00e9 que o conhecimento cient\u00edfico gerado pelas pesquisas possa subsidiar a proposi\u00e7\u00e3o de medidas de conserva\u00e7\u00e3o espec\u00edficas para o Banco Royal Charlotte, capazes de assegurar tanto a prote\u00e7\u00e3o dos ecossistemas marinhos ali presentes quanto a sustentabilidade das atividades pesqueiras na regi\u00e3o. \u201cDa\u00ed a urg\u00eancia de se conhecer e caracterizar adequadamente esses ambientes, em parceria com os pescadores, para que eles entendam a relev\u00e2ncia de se fazer um planejamento de conserva\u00e7\u00e3o\u201d, avalia Lotufo.<\/p>\n<p><strong>PREENCHENDO LACUNAS<\/strong><\/p>\n<p>Um retrospecto, \u00e9 quase inacredit\u00e1vel que uma \u00e1rea t\u00e3o extensa e localizada numa regi\u00e3o t\u00e3o relevante da plataforma continental brasileira tenha permanecido quase que desconhecida da ci\u00eancia at\u00e9 agora. Um dos motivos \u00e9 que fazer pesquisa no mar \u00e9 uma atividade cara, e os recursos dispon\u00edveis para a oceanografia nacional ainda est\u00e3o muito aqu\u00e9m do necess\u00e1rio para se explorar, conhecer e descrever adequadamente tudo que se abriga nesse imenso territ\u00f3rio oce\u00e2nico brasileiro \u2014 muitas vezes chamado de Amaz\u00f4nia Azul. Ainda mais agora, que a ci\u00eancia brasileira passa por uma crise profunda de falta de apoio pol\u00edtico e financeiro, diz o professor Michel Mahiques, do Laborat\u00f3rio de Geologia de Margens Continentais do IO-USP.<\/p>\n<p>\u201cVivemos o pior momento da hist\u00f3ria para as ci\u00eancias brasileiras, n\u00e3o s\u00f3 para as ci\u00eancias do mar\u201d, lamenta Mahiques, que coordena as an\u00e1lises de geof\u00edsica do projeto. \u201cGastamos tempo e energia para combater o negacionismo cient\u00edfico, incentivado ou at\u00e9 protagonizado por \u00f3rg\u00e3os da Rep\u00fablica, e acho que, n\u00e3o fosse o Coral Vivo, o Royal Charlotte continuaria n\u00e3o estudado. Muita gente defende que pesquisa b\u00e1sica \u00e9 in\u00fatil, e que o Brasil n\u00e3o deveria \u2018gastar\u2019 dinheiro com isso. S\u00e3o argumentos falaciosos, que ter\u00e3o, como \u00fanica consequ\u00eancia, nos manter cada vez mais atrasados e dependentes.\u201d<\/p>\n<p>Ainda h\u00e1 muito o que se pesquisar na regi\u00e3o. Sumida quer voltar ao Royal Charlotte em breve, desta vez com o navio de pesquisa oceanogr\u00e1fica Alpha Crucis, da USP, para investigar o que se esconde nas bordas mais profundas do banco \u2014 onde as profundidades despencam rapidamente para centenas e at\u00e9 milhares de metros. \u201c\u00c9 poss\u00edvel que essas escarpas abriguem uma biodiversidade enorme\u201d, afirma Sumida, que \u00e9 especialista no estudo de ecossistemas profundos. \u201cS\u00e3o \u00e1reas totalmente desconhecidas, por enquanto.\u201d<\/p>\n<p>O Projeto Coral Vivo \u00e9 patrocinado pela Petrobras. Tamb\u00e9m participaram da expedi\u00e7\u00e3o pesquisadores das universidades federais do Rio de Janeiro (UFRJ), Rio Grande do Norte (UFRN), Rio Grande (FURG) e Sul da Bahia (UFSB), al\u00e9m do pr\u00f3prio Coral Vivo.<\/p>\n<p>Fonte: Herton Escobar \/ Jornal da USP<\/p>\n<p>Foto: reprodu\u00e7\u00e3o\/Google Earth \/ Elabora\u00e7\u00e3o: Herton Escobar\/Jornal da USP<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Expedi\u00e7\u00e3o mapeou ecossistemas marinhos de uma regi\u00e3o desconhecida da costa brasileira, adjacente ao Banco de Abrolhos. Nesse mundo superpovoado e superexplorado que vivemos, s\u00e3o raras as oportunidades que pesquisadores t\u00eam de se aventurar por um ambiente verdadeiramente desconhecido da ci\u00eancia. 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