{"id":2212,"date":"2022-06-16T14:31:22","date_gmt":"2022-06-16T17:31:22","guid":{"rendered":"https:\/\/cienciasbahia.org.br\/novo\/?p=2212"},"modified":"2025-07-17T20:13:20","modified_gmt":"2025-07-17T23:13:20","slug":"projeto-da-univasf-ira-recuperar-habitat-das-ararinhas-azuis-na-caatinga","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cienciasbahia.org.br\/novo\/2022\/06\/16\/projeto-da-univasf-ira-recuperar-habitat-das-ararinhas-azuis-na-caatinga\/","title":{"rendered":"Projeto da Univasf ir\u00e1 recuperar habitat das ararinhas-azuis na Caatinga"},"content":{"rendered":"<div class=\"post-description-box\">\n<p class=\"post-description\">\n<p class=\"post-description\"><strong>Ap\u00f3s 20 anos sendo consideradas extintas na natureza, ararinhas-azuis foram soltas em seu habitat natural, em Cura\u00e7\u00e1, na Bahia.<\/strong><\/p>\n<\/div>\n<div class=\"social-icons-box\">Ararinhas-azuis (Cyanopsitta spixii) est\u00e3o voando livremente pela primeira vez na Caatinga, ap\u00f3s mais de 20 anos sendo consideradas extintas na natureza. No \u00faltimo s\u00e1bado (11), oito aves foram soltas no interior do Ref\u00fagio de Vida Silvestre (RVS) Ararinha-azul, em Cura\u00e7\u00e1 (BA), ap\u00f3s dois anos sendo preparadas em recintos para reintrodu\u00e7\u00e3o ao seu habitat natural. Esse marco foi poss\u00edvel gra\u00e7as ao esfor\u00e7o de diversas institui\u00e7\u00f5es, entre elas o N\u00facleo de Ecologia e Monitoramento Ambiental (Nema) da Universidade Federal do Vale do S\u00e3o Francisco (Univasf). \u00c9 o projeto RE-Habitar Ararinha-azul, executado pelo Nema em parceria com a Funda\u00e7\u00e3o de Apoio ao Desenvolvimento (Fade) da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), respons\u00e1vel por recuperar as \u00e1reas destinadas para a soltura das aves.<\/div>\n<div class=\"rich-text-block w-richtext\">\n<p>Para que as ararinhas-azuis possam se adaptar livremente \u00e0 vida na natureza \u00e9 necess\u00e1rio que a \u00e1rea repovoada pela esp\u00e9cie possua condi\u00e7\u00f5es de receb\u00ea-las. Com esse objetivo, o projeto RE-Habitar ir\u00e1 recuperar 200 hectares de vegeta\u00e7\u00e3o da Caatinga, sendo 100 hectares vinculados \u00e0s margens de rios intermitentes ou tempor\u00e1rios e 100 hectares em regi\u00f5es mais secas. Toda essa \u00e1rea se concentra nas unidades de conserva\u00e7\u00e3o Ref\u00fagio de Vida Silvestre (RVS) e \u00c1rea de Prote\u00e7\u00e3o Ambiental (APA) Ararinha-azul, em Cura\u00e7\u00e1 (BA), habitat priorit\u00e1rio das ararinhas<\/p>\n<p>O projeto RE-Habitar utiliza m\u00e9todos de recupera\u00e7\u00e3o desenvolvidos em outras a\u00e7\u00f5es executadas pela equipe do Nema e que j\u00e1 demonstraram \u00eaxito. S\u00e3o modelos de semeadura direta, ou seja, sementes s\u00e3o depositadas diretamente no solo, e plantio de mudas em n\u00facleos. As esp\u00e9cies escolhidas para a recupera\u00e7\u00e3o das \u00e1reas possuem r\u00e1pido crescimento e ainda s\u00e3o utilizadas pela ararinha-azul como alimento ou para forma\u00e7\u00e3o de ninhos. S\u00e3o esp\u00e9cies como caraibeira (Tabebuia aurea), bara\u00fana (Schinopsis brasiliensis), aroeira (Astronium urundeuva), pinh\u00e3o (Jatropha mol\u00edssima) e facheiro (Pilosocereus pachycladus).<\/p>\n<p>Conforme o Instituto Chico Mendes de Conserva\u00e7\u00e3o da Biodiversidade (ICMBio), neste primeiro ano, ser\u00e1 ofertada alimenta\u00e7\u00e3o suplementar e a possibilidade de que as aves ainda utilizem o viveiro de soltura, em um processo chamado de \u201csoft release\u201d, que consiste em uma libera\u00e7\u00e3o suave para que se acostumem gradualmente com o ambiente. Para serem monitoradas, todas receberam anilhas, microchip e r\u00e1dio transmissores. A previs\u00e3o \u00e9 de que em dezembro um novo grupo de ararinhas-azuis seja solto.<\/p>\n<p>De acordo com o coordenador do Nema, professor Renato Garcia Rodrigues, as a\u00e7\u00f5es do projeto j\u00e1 iniciaram para que a recupera\u00e7\u00e3o acompanhe o crescimento da popula\u00e7\u00e3o de ararinhas-azuis. Atualmente, est\u00e1 sendo realizado o planejamento da recupera\u00e7\u00e3o, negocia\u00e7\u00e3o com moradores aderentes ao projeto, palestras, al\u00e9m de coleta de sementes e marca\u00e7\u00e3o de matrizes. \u201cEsse \u00e9 um processo longo. Algumas esp\u00e9cies que servem de alimenta\u00e7\u00e3o para as ararinhas frutificam em cerca de dois ou tr\u00eas anos. J\u00e1 as esp\u00e9cies que servem para moradia das aves, atrav\u00e9s de seus ocos, devem demorar d\u00e9cadas at\u00e9 poderem ser utilizadas\u201d, explica.<\/p>\n<p>Como as principais \u00e1reas recuperadas ser\u00e3o em propriedades da popula\u00e7\u00e3o que vive nas \u00e1reas das unidades de conserva\u00e7\u00e3o, as a\u00e7\u00f5es est\u00e3o focadas em conciliar a recupera\u00e7\u00e3o do habitat da ararinha, mas tamb\u00e9m da vegeta\u00e7\u00e3o e do solo que sustenta a produ\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica local. Dessa forma, tamb\u00e9m ser\u00e3o utilizadas no reflorestamento esp\u00e9cies de uso das comunidades e desenvolvidas Unidades Demonstrativas de Sistemas Agroflorestais para possibilitar o uso dessas esp\u00e9cies nas atividades econ\u00f4micas tradicionais.<\/p>\n<p>Para esse projeto, ainda ser\u00e1 realizado cons\u00f3rcio de plantios com as tecnologias sociais de preven\u00e7\u00e3o da desertifica\u00e7\u00e3o nas drenagens naturais da regi\u00e3o, como barragens subterr\u00e2neas e sucessivas e cord\u00f5es em contorno. A prioridade \u00e9 recuperar a capacidade das propriedades rurais conservarem \u00e1gua no subsolo e as margens dos riachos. Assim, \u00e9 poss\u00edvel aumentar significativamente a disponibilidade de \u00e1gua nas propriedades e utilizar esse fator como um impulsionador da restaura\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cAcreditamos que recuperando v\u00e1rias fun\u00e7\u00f5es do ecossistema teremos condi\u00e7\u00f5es de garantir a sobreviv\u00eancia das ararinhas-azuis, melhorando o habitat priorit\u00e1rio da ararinha-azul e tamb\u00e9m a vida das pessoas em suas pr\u00f3prias propriedades e atividades econ\u00f4micas tradicionais, envolvendo a comunidade em todos os passos do projeto\u201d, ressalta o professor Renato Garcia.<\/p>\n<p><b>RE-Habitar Ararinha Azul &#8211;<\/b>\u00a0Projeto executado pelo Nema e a Fade-UFPE, aprovado na chamada do GEF-Terrestre, em seu componente para recupera\u00e7\u00e3o de \u00e1reas degradadas da Caatinga. A iniciativa \u00e9 financiada pelo Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio) e Instituto Chico Mendes de Conserva\u00e7\u00e3o da Biodiversidade (ICMBio), vinculado ao Minist\u00e9rio do Meio Ambiente (MMA).<\/p>\n<p>Fonte: Univasf<\/p>\n<p>Foto: Portal da Univasf &#8211; divulga\u00e7\u00e3o Association for the Conservation of Threatened Parrots<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ap\u00f3s 20 anos sendo consideradas extintas na natureza, ararinhas-azuis foram soltas em seu habitat natural, em Cura\u00e7\u00e1, na Bahia. Ararinhas-azuis (Cyanopsitta spixii) est\u00e3o voando livremente pela primeira vez na Caatinga, ap\u00f3s mais de 20 anos sendo consideradas extintas na natureza. 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