{"id":2205,"date":"2022-06-07T14:28:18","date_gmt":"2022-06-07T17:28:18","guid":{"rendered":"https:\/\/cienciasbahia.org.br\/novo\/?p=2205"},"modified":"2022-08-29T14:29:37","modified_gmt":"2022-08-29T17:29:37","slug":"pesquisa-de-professor-da-ufba-busca-produzir-energia-limpa-e-lixo-zero","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cienciasbahia.org.br\/novo\/2022\/06\/07\/pesquisa-de-professor-da-ufba-busca-produzir-energia-limpa-e-lixo-zero\/","title":{"rendered":"Pesquisa de professor da UFBA busca produzir energia limpa e lixo zero"},"content":{"rendered":"<div class=\"post-description-box\">\n<p class=\"post-description\"><a href=\"https:\/\/cienciasbahia.org.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/imagem_0506221654477417.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-2206\" src=\"https:\/\/cienciasbahia.org.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/imagem_0506221654477417.jpg\" alt=\"\" width=\"1000\" height=\"550\" srcset=\"https:\/\/cienciasbahia.org.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/imagem_0506221654477417.jpg 1000w, https:\/\/cienciasbahia.org.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/imagem_0506221654477417-300x165.jpg 300w, https:\/\/cienciasbahia.org.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/imagem_0506221654477417-768x422.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 1000px) 100vw, 1000px\" \/><\/a><\/p>\n<p class=\"post-description\"><strong>O foco do estudo \u00e9 o desenvolvimento de biodiesel e outras fontes de energia limpa a partir de microalgas.<\/strong><\/p>\n<\/div>\n<div class=\"social-icons-box\">Como acontece h\u00e1 mais de 200 anos, a matriz energ\u00e9tica no Brasil e no mundo se caracteriza pela utiliza\u00e7\u00e3o de combust\u00edveis f\u00f3sseis como o petr\u00f3leo, o carv\u00e3o mineral e o g\u00e1s natural \u2013 itens b\u00e1sicos na gera\u00e7\u00e3o e consumo de energia que, por n\u00e3o serem renov\u00e1veis, s\u00e3o extremamente nocivos ao meio ambiente. Por outro lado, desde a d\u00e9cada de 1970, cientistas buscam formas de reverter esse perfil de consumo \u2013 e, com a cria\u00e7\u00e3o da Agenda 21, um dos principais resultados da confer\u00eancia Eco-92 ou Rio-92, aumentou a busca por alternativas mais sustent\u00e1veis de consumo energ\u00e9tico que sejam\u00a0 menos cru\u00e9is com a natureza.\u00c9 nesse contexto que laborat\u00f3rios e universidades em todo o mundo incrementam os estudos e pesquisas buscando fontes alternativas e menos poluentes de energia. Um desses laborat\u00f3rios se encontra na UFBA: \u00e9 o Labec, Laborat\u00f3rio de Bioenergia e Cat\u00e1lise, respons\u00e1vel por uma pesquisa sobre o tema da energia sustent\u00e1vel com o foco no desenvolvimento de biodiesel e outras fontes de energia limpa a partir de microalgas. O Labec fica no segundo andar da Escola Polit\u00e9cnica e foi montado em 2009 pelo pesquisador e professor Emerson Andrade Sales, doutor em engenharia qu\u00edmica pela Universidade Paris 7 \u2013 Denis Diderot (1996).<\/div>\n<div class=\"rich-text-block w-richtext\">\n<p>Comandando uma equipe de alunos que pesquisam a valoriza\u00e7\u00e3o da biomassa de microalgas, Sales constatou que a biomassa desses organismos pode ser fonte de uma grande diversidade de mol\u00e9culas. Essa constata\u00e7\u00e3o tornou poss\u00edvel a produ\u00e7\u00e3o diversificada que vai do etanol, querosene, gasolina e \u00f3leo diesel at\u00e9 a produ\u00e7\u00e3o de g\u00e1s de cozinha, querosene de avia\u00e7\u00e3o e \u00f3leo lubrificante de m\u00e1quinas e motores. A inten\u00e7\u00e3o dele \u00e9 \u201cmostrar que a biomassa pode ser uma fonte de v\u00e1rias mol\u00e9culas e que o homem n\u00e3o precisa do petr\u00f3leo\u201d.<\/p>\n<p>Atualmente, o professor Emerson Sales, docente permanente do Programa de Gradua\u00e7\u00e3o em Engenharia Industrial (PEI\/UFBA), juntamente com\u00a0 pesquisadores da Pondicherry University (Department of Green Energy Technology \u2013 \u00cdndia), desenvolvem um m\u00e9todo inovador e mais sustent\u00e1vel de convers\u00e3o de \u00f3leo vegetal (usando res\u00edduos dom\u00e9sticos e comerciais) e \u00f3leo de microalgas em biodiesel, sem uso de catalisadores qu\u00edmicos. Essa pesquisa faz parte de um projeto financiado pelo \u00f3rg\u00e3o indiano SPARC (Scheme for Promotion of Academic and Research Collaboration) intitulado: \u2018Novel Methods in Biofuel Production and Processing\u2019.<\/p>\n<p>Al\u00e9m do professor Emerson, a equipe \u00e9 composta por outro pesquisador brasileiro, o professor Donato Aranda (UFRJ), e pelos professores indianos B. M. Jaffar Ali e\u00a0 Arun Prasath. O projeto ainda envolve pesquisadores de institutos de pesquisa indianos, como o Auroville Centre for Scientific Research (CSR), o Environmental Monitoring Service (EMS) e o Palmyra Centre for Ecological Landuse, Water Management and Rural Development todos de Auroville.<\/p>\n<p><strong>MICROALGAS E BIORREFINARIAS<\/strong><\/p>\n<p>O pesquisador baiano acredita que a produ\u00e7\u00e3o em larga escala de biocombust\u00edveis em biorrefinarias \u00e9 vi\u00e1vel e vantajosa. \u201cOs estudos at\u00e9 aqui apontam um ganho maior de energia. Isso impacta na qualidade do produto final, tornando-o mais eficiente do que os derivados do petr\u00f3leo e altamente competitivo. Al\u00e9m de ser de uma fonte verde renov\u00e1vel, sustent\u00e1vel, faz captura de carbono e n\u00e3o emite contaminantes, como enxofre e metais pesados presentes no petr\u00f3leo.\u201d<\/p>\n<p>Mas como funcionam as biorrefinarias de microalgas? Segundo informa\u00e7\u00f5es da Sociedade Brasileira de Microbiologia, \u201co Brasil precisaria evoluir no conceito de refinaria integrada, que permitiria aproveitar os res\u00edduos de outra produ\u00e7\u00e3o para gerar energia ou biocombust\u00edveis capazes de substituir o diesel e at\u00e9 a gasolina. Uma das linhas de pesquisa mais promissoras nesse sentido \u00e9 a produ\u00e7\u00e3o de biocombust\u00edveis a partir de microalgas marinhas naturais ou geneticamente modificadas\u201d.<\/p>\n<p>Para o professor Sales, uma biorrefinaria, de maneira geral, \u00e9 uma unidade idealizada para gerar produtos qu\u00edmicos de alto valor e, ao mesmo tempo, combust\u00edvel em larga escala a partir da biomassa, geralmente residual, podendo ser inclusive res\u00edduo da pr\u00f3pria agricultura. \u201cEu escolhi trabalhar com microalgas, conta Sales, porque elas n\u00e3o competem com a alimenta\u00e7\u00e3o humana, porque podemos desenvolver as microalgas independentemente de terras agr\u00edcolas, e usando uma quantidade reduzida de\u00a0 \u00e1gua, porque as algas podem ser alimentadas com efluentes de cidades ou ind\u00fastrias, o que fortalece ainda mais a justificativa ecol\u00f3gica, com ciclos que alimentam\u00a0 ainda mais o ganho global\u201d.<\/p>\n<p><strong>A PESQUISA NA UFBA<\/strong><\/p>\n<p>O professor Sales afirma que existem milhares de esp\u00e9cies de microalgas e que elas est\u00e3o na origem da vida. H\u00e1 tr\u00eas bilh\u00f5es de anos foram os primeiros seres unicelulares que apareceram, formando o que chamamos at\u00e9 hoje\u00a0 de vida marinha, o fitoplanton. Muitas delas j\u00e1 foram catalogadas e est\u00e3o sendo estudadas nos laborat\u00f3rios pelos cientistas e, no caso espec\u00edfico do Labec\/UFBA, foram selecionadas vinte esp\u00e9cies para a pesquisa, j\u00e1 que algumas t\u00eam, por natureza do seu metabolismo, uma tend\u00eancia maior de acumular compostos diferenciados que, uma vez refinados, resultam em produtos finais tamb\u00e9m diversos.<\/p>\n<p>\u201cEnt\u00e3o, resume Sales, hoje temos uma gama enorme de produtos que conseguimos em escala de laborat\u00f3rio a partir da biomassa de microalgas num total de 14 produtos desde g\u00e1s de cozinha at\u00e9 querosene, querosene de avia\u00e7\u00e3o, gasolina, \u00f3leo diesel, lubrificantes, o etanol, o biodiesel e tamb\u00e9m pigmentos que podem ser destinados para a ind\u00fastria cosm\u00e9tica, farmac\u00eautica ou para a\u00a0 pr\u00f3pria\u00a0 alimenta\u00e7\u00e3o humana. Ent\u00e3o, tudo isso junto \u00e9 o que chamamos de uma biorrefinaria\u201d, sintetiza.<\/p>\n<p><strong>A\u00a0 CAMINHO DA \u00cdNDIA\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>Todo este desenvolvimento foi feito inicialmente em laborat\u00f3rio mas, em seguida, foi elaborada uma planta piloto para produ\u00e7\u00e3o de biomassa e microalgas e foram desenvolvidos reatores para a s\u00edntese do biodiesel. \u201cEm 2015 eu fui para a \u00cdndia, lembra Sales, para um primeiro p\u00f3s-doutorado. E em 2018, no segundo p\u00f3s-doutoramento, na Pondicherry University escrevi, junto com o professor B. M. Jaffar Ali, um projeto de coopera\u00e7\u00e3o aprovado pelo governo da \u00cdndia, visando ao aumento de escala da produ\u00e7\u00e3o de biodiesel e etanol. Mas ent\u00e3o aconteceu a pandemia, e o intercambio parou durante os anos de 2020 e 2021.\u201d<\/p>\n<p>\u201cEm 2022, quando as condi\u00e7\u00f5es melhoraram, voltei \u00e0 \u00cdndia no come\u00e7o do ano e conseguimos colocar em opera\u00e7\u00e3o a continuidade desse projeto, produzindo etanol a partir de microalgas, com excelente qualidade, al\u00e9m de\u00a0 biodiesel. Os dois combust\u00edveis foram testados e aprovados\u00a0 em v\u00e1rios motores como numa\u00a0 motobomba para a irriga\u00e7\u00e3o de uma fazenda, num gerador de eletricidade, do pr\u00f3prio laborat\u00f3rio, no qual o biodiesel foi produzido\u00a0 em Aurovile que \u00e9 uma cidade\u00a0 modelo ecol\u00f3gica. Com etanol n\u00f3s colocamos para funcionar em uma motocicleta e com o biodiesel n\u00f3s rodamos tr\u00eas autom\u00f3veis e um \u00f4nibus pela cidade e no campus da Universidade de Pondicherry. L\u00e1, a pesquisa continua o seu caminho.\u201d<\/p>\n<p>Aqui no Brasil o biodiesel foi produzido em um reator piloto e testado em dois\u00a0 motores e a inten\u00e7\u00e3o agora \u00e9 continuar com essas pesquisas focando na produ\u00e7\u00e3o do etanol, como j\u00e1\u00a0 acontece hoje na \u00cdndia, e de outros\u00a0 produtos j\u00e1 desenvolvidos em\u00a0 escala de laborat\u00f3rio. \u201cO primeiro que estou escolhendo com prioridade \u00e9 a gasolina, que vamos desenvolver em escala piloto. Tudo isso tem um objetivo de buscar uma autonomia energ\u00e9tica para o\u00a0 transporte e\u00a0 para gera\u00e7\u00e3o de eletricidade, o que pode ser muito \u00fatil em\u00a0 comunidades isoladas. Isto tamb\u00e9m significa que n\u00e3o precisamos de petr\u00f3leo que \u00e9 hoje\u00a0 a principal fonte dos nossos\u00a0 problemas ambientais\u201d.<\/p>\n<p><strong>NECESSIDADE DE INVESTIMENTO<\/strong><\/p>\n<p>O professor Emerson Sales sabe que para o produto final chegar ao consumidor, seria necess\u00e1rio investimento massivo em biorrefinarias, algo que \u201cn\u00e3o acontecer\u00e1 de uma hora para a outra\u201d. Portanto, trabalha-se com foco na transi\u00e7\u00e3o, e n\u00e3o troca imediata de uma log\u00edstica de produ\u00e7\u00e3o por outra. Sobre o pre\u00e7o do produto, Sales entende que depende da demanda do mercado e de incentivos, mas afirma que o custo de produ\u00e7\u00e3o \u00e9 muito baixo, pois as microalgas s\u00e3o coletadas em qualquer corpo d\u2019\u00e1gua, como mares e rios, e contam com uma diversidade de milh\u00f5es de esp\u00e9cies. Al\u00e9m disso, \u00e9 perfeitamente poss\u00edvel utilizar res\u00edduos como insumos, declarou o professor em\u00a0<a href=\"https:\/\/www.edgardigital.ufba.br\/?p=3025\">entrevista ao rep\u00f3rter Thiago Barboza<\/a>, no Edgardigital, em 2017.<\/p>\n<p>Emerson Andrade Sales \u00e9 qu\u00edmico formado pela Escola T\u00e9cnica Federal. Graduado foi trabalhar no Polo Petroqu\u00edmico de Cama\u00e7ari e em seguida resolveu fazer Engenharia Qu\u00edmica. Voltou a trabalhar no Polo em ind\u00fastria pesada na antiga Copene (Companhia Petroqu\u00edmica do Nordeste) hoje Braskem UNIB. Passou pela Petrobr\u00e1s, onde descobriu a sua voca\u00e7\u00e3o para a\u00a0 pesquisa o que o levou para o Centro de Pesquisas e desenvolvimento\u00a0 do Estado da Bahia (CEPED), em Cama\u00e7ari. L\u00e1 ficou cinco anos. Em seguida, optou por continuar as suas pesquisas na Universidade Federal da Bahia, em 1990, onde al\u00e9m de pesquisador, ensina h\u00e1 32 anos, sempre realizando trabalhos ligados ao meio ambiente.<\/p>\n<p>Sales tamb\u00e9m \u00e9 p\u00f3s-doutor em novas tecnologias para a gera\u00e7\u00e3o de biocombust\u00edveis pela Universidade de Paris 7- Denis Diderot (em 1998 e 2000) e pelo IRCEL (Lyon \u2013 Fran\u00e7a, 2007-2008). Na Universidade Paul Sabatier Toulouse, Fran\u00e7a \u2013 2009 estudou nanopart\u00edculas semicondutores como fotocatalisadores para gera\u00e7\u00e3o de hidrog\u00eanio. Tem ainda mais dois p\u00f3s-doutorados na \u00edndia, em 2015 na Bangalore University e em\u00a0 2018, pela Pondicherry University,<\/p>\n<p>Veja mais sobre a pesquisa aqui: <a href=\"http:\/\/www.edgardigital.ufba.br\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/Conf_Paris7_2021_EN.pdf\">Conf_Paris7_2021_EN<\/a><\/p>\n<p>Fonte: UFBA \/ Carlos Ribas &#8211; Edgardigital<\/p>\n<p>Foto: divulga\u00e7\u00e3o<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O foco do estudo \u00e9 o desenvolvimento de biodiesel e outras fontes de energia limpa a partir de microalgas. 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