{"id":2196,"date":"2022-06-05T14:23:13","date_gmt":"2022-06-05T17:23:13","guid":{"rendered":"https:\/\/cienciasbahia.org.br\/novo\/?p=2196"},"modified":"2022-08-29T14:24:22","modified_gmt":"2022-08-29T17:24:22","slug":"pesquisa-revela-aspectos-que-afetam-forma-e-tamanho-de-morcegos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cienciasbahia.org.br\/novo\/2022\/06\/05\/pesquisa-revela-aspectos-que-afetam-forma-e-tamanho-de-morcegos\/","title":{"rendered":"Pesquisa revela aspectos que afetam forma e tamanho de morcegos"},"content":{"rendered":"<div class=\"post-description-box\">\n<p class=\"post-description\"><strong><a href=\"https:\/\/cienciasbahia.org.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/imagem_0206221654197218.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-2197\" src=\"https:\/\/cienciasbahia.org.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/imagem_0206221654197218.jpg\" alt=\"\" width=\"999\" height=\"663\" srcset=\"https:\/\/cienciasbahia.org.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/imagem_0206221654197218.jpg 999w, https:\/\/cienciasbahia.org.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/imagem_0206221654197218-300x199.jpg 300w, https:\/\/cienciasbahia.org.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/imagem_0206221654197218-768x510.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 999px) 100vw, 999px\" \/><\/a><\/strong><\/p>\n<p class=\"post-description\"><strong>Estudo envolve pesquisadores de nove institui\u00e7\u00f5es de quatro pa\u00edses. Entre os autores, o professor Ricardo Dobrovolski do Instituto de Biologia da UFBA.<\/strong><\/p>\n<\/div>\n<div class=\"social-icons-box\">Conhecidos, no imagin\u00e1rio popular, pelas lendas e mitos que os envolvem \u2013 e que inspiram desde hist\u00f3rias sobre vampiros \u00e0 saga heroica de um popular personagem da DC Comics \u2013 , os morcegos tamb\u00e9m s\u00e3o objeto de mist\u00e9rio para a ci\u00eancia, que ainda busca desvendar os segredos em torno dos \u00fanicos mam\u00edferos capazes de voar. Entre esses esfor\u00e7os, destaca-se o estudo \u201c<a href=\"https:\/\/www.pnas.org\/doi\/full\/10.1073\/pnas.2103745119\">Physical constraints on thermoregulation and flight drive morphological evolution in bats<\/a>\u201d (em portugu\u00eas, \u201cRestri\u00e7\u00f5es f\u00edsicas na termorregula\u00e7\u00e3o e evolu\u00e7\u00e3o morfol\u00f3gica do impulso de voo em morcegos\u201d), publicado no peri\u00f3dico\u00a0<a href=\"https:\/\/www.pnas.org\/doi\/full\/10.1073\/pnas.2103745119\">The Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS)<\/a>, dos Estados Unidos.<\/div>\n<div class=\"rich-text-block w-richtext\">\n<p>O paper analisa o custo de energia dos animais para voar utilizando, para isso, modelos biof\u00edsicos que simulam a aerodin\u00e2mica e a perda de calor do corpo e das asas dos morcegos. O estudo compara 278 esp\u00e9cies e conclui que a varia\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica traz impactos no tamanho e na forma dos animais, pois a maioria dos morcegos s\u00e3o pequenos em ambientes frios e quentes \u2013 caracter\u00edstica que pode ser explicada pela energia necess\u00e1ria para o voo. J\u00e1 outros animais endot\u00e9rmicos \u2013 ou seja, capazes de manter a temperatura corporal est\u00e1vel, independentemente das altera\u00e7\u00f5es ambientais \u2013 possuem corpos grandes e membros curtos em climas frios, para reduzir a perda de calor corporal.<\/p>\n<p>Resultado dos esfor\u00e7os de onze pesquisadores, distribu\u00eddos em nove institui\u00e7\u00f5es, em quatro pa\u00edses, o artigo inclui especialistas em fisiologia, biogeografia e evolu\u00e7\u00e3o de morcegos da Espanha, Canad\u00e1, M\u00e9xico e do Brasil. Entre os autores, o professor Ricardo Dobrovolski do Instituto de Biologia da UFBA explica sobre a principal inova\u00e7\u00e3o do estudo: a cria\u00e7\u00e3o de modelos matem\u00e1ticos para investigar as restri\u00e7\u00f5es energ\u00e9ticas do morcego.<\/p>\n<p>A pesquisa \u00e9 um importante passo para analisar outros padr\u00f5es de diversidade, a exemplo da colora\u00e7\u00e3o, das formas corporais e outras adapta\u00e7\u00f5es diversas. Al\u00e9m de demonstrar como entender padr\u00f5es ecol\u00f3gicos em grandes escalas, a partir de princ\u00edpios f\u00edsicos fundamentais.<\/p>\n<p>\u201cUm morcego, como outros mam\u00edferos, tem um controle da sua temperatura muito dependente do seu metabolismo, da energia que ele produz a partir do alimento\u201d, explica Dobrovolski. Ele afirma que essa \u00e9 uma caracter\u00edstica presente em mam\u00edferos e aves, caracterizados como animais endot\u00e9rmicos. \u201cMas, entre os mam\u00edferos, os morcegos s\u00e3o o \u00fanico grupo que, al\u00e9m da necessidade de manter sua temperatura corp\u00f3rea, tem uma demanda muito espec\u00edfica e intensa que \u00e9 relacionada ao voo\u201d, observa o bi\u00f3logo e professor especializado em ecologia e evolu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Diante das demandas de voo e manuten\u00e7\u00e3o da temperatura, \u201cos morcegos, teoricamente, t\u00eam que restringir tanto a forma de seu corpo quanto o tamanho de sua asa. Ent\u00e3o, modelamos essa caracter\u00edstica a partir de princ\u00edpios fundamentais de troca de energia, de produ\u00e7\u00e3o metab\u00f3lica, de tamanho e forma da asa e da energia necess\u00e1ria para o voo. E o interessante \u00e9 que o nosso modelo gerou predi\u00e7\u00f5es sobre como o tamanho dos morcegos deveria se comportar e como isso deveria se relacionar com o ambiente\u201d, comenta.<\/p>\n<p>Sobre fatores ambientais, o professor explica que, quanto mais distante dos tr\u00f3picos, h\u00e1 uma redu\u00e7\u00e3o de temperatura que gera uma maior demanda de energia para os morcegos. \u201cIsso faz com que eles tenham que ficar ainda mais restritos entre a sua capacidade de voo e sua produ\u00e7\u00e3o de energia\u201d, descreve Dobrovolski.<\/p>\n<p>Em\u00a0<a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?time_continue=1&amp;v=oonBvWlVj0k&amp;feature=emb_title\">reportagem da TV da Universidade Federal de Sergipe (UFS)<\/a>, Sidney Gouveia, tamb\u00e9m autor da pesquisa e professor da UFS, comenta sobre a s\u00e9rie de desafios adaptativos que garantem que o voo do morcego n\u00e3o represente um problema, em raz\u00e3o de ser uma atividade com alto custo energ\u00e9tico. \u201cA pergunta central \u00e9 essa: qual \u00e9 a f\u00edsica que existe por tr\u00e1s da varia\u00e7\u00e3o e a forma dos morcegos?\u201d, questiona, ao mesmo tempo que esclarece o principal objetivo da pesquisa.<\/p>\n<p>Al\u00e9m de Ricardo Dobrovolski e Sidney Gouveia, assinam o artigo Juan Rubalcaba, da Universidade McGill, no Canad\u00e1 como primeiro autor; Fabricio Villalobos, do Instituto de Ecologia: Xalapa, no M\u00e9xico; Ariovaldo Cruz-Neto, da Universidade Estadual Paulista J\u00falio de Mesquita Filho; o trio da Universidade Rey Juan Carlos, na Espanha, Mario Castro, Talita Amado e Miguel Olalla-T\u00e1rraga; Pablo Martinez, da Universidade Federal de Sergipe; e Jose Alexandre Felizola Diniz-Filho, da Universidade Federal de Goi\u00e1s.<\/p>\n<p>O estudo teve financiamento, no Brasil, do Instituto Nacional de Ci\u00eancia e Tecnologia Ecologia, Evolu\u00e7\u00e3o e Conserva\u00e7\u00e3o da Biodiversidade (INCT-EECBio), Funda\u00e7\u00e3o de Amparo \u00e0 Pesquisa do Estado de S\u00e3o Paulo (Fapesp) e da Coordena\u00e7\u00e3o de Aperfei\u00e7oamento de Pessoal de N\u00edvel Superior (Capes). E, internacionalmente, da Comiss\u00e3o Europeia, por meio do programa de financiamento Marie Sk?odowska-Curie Actions.<\/p>\n<p>Fonte: UFBA \/ Fernanda Caldas &#8211; Edgardigital<\/p>\n<p>Foto: Edgardigital \/ \u00a0br.freepik.com<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Estudo envolve pesquisadores de nove institui\u00e7\u00f5es de quatro pa\u00edses. Entre os autores, o professor Ricardo Dobrovolski do Instituto de Biologia da UFBA. 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