{"id":2101,"date":"2022-05-19T16:39:59","date_gmt":"2022-05-19T19:39:59","guid":{"rendered":"https:\/\/cienciasbahia.org.br\/novo\/?p=2101"},"modified":"2022-08-04T16:41:41","modified_gmt":"2022-08-04T19:41:41","slug":"pesquisador-identifica-variedade-de-abacaxi-resistente-a-fusariose","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cienciasbahia.org.br\/novo\/2022\/05\/19\/pesquisador-identifica-variedade-de-abacaxi-resistente-a-fusariose\/","title":{"rendered":"Pesquisador identifica variedade de abacaxi resistente \u00e0 fusariose"},"content":{"rendered":"<div class=\"post-description-box\">\n<p class=\"post-description\"><a href=\"https:\/\/cienciasbahia.org.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/imagem_1705221652791572.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-2102\" src=\"https:\/\/cienciasbahia.org.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/imagem_1705221652791572.jpg\" alt=\"\" width=\"1000\" height=\"562\" srcset=\"https:\/\/cienciasbahia.org.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/imagem_1705221652791572.jpg 1000w, https:\/\/cienciasbahia.org.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/imagem_1705221652791572-300x169.jpg 300w, https:\/\/cienciasbahia.org.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/imagem_1705221652791572-768x432.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 1000px) 100vw, 1000px\" \/><\/a><\/p>\n<p>A planta\u00e7\u00e3o \u00e9 adaptada ao clima semi\u00e1rido da Bahia.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"social-icons-box\">O abacaxi \u00e9 uma das frutas mais produzidas e consumidas do pa\u00eds. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE), em 2020, a produ\u00e7\u00e3o foi acima de 1,67 bilh\u00f5es de frutos. Embora n\u00e3o seja um dos maiores produtores do Brasil, o estado da Bahia tem participa\u00e7\u00e3o importante na oferta desta fruta, com cultivos de destacada relev\u00e2ncia social, sobretudo na regi\u00e3o semi\u00e1rida, a exemplo dos munic\u00edpios de Itaberaba e Umburanas. Com o intuito de potencializar a planta\u00e7\u00e3o de abacaxi no territ\u00f3rio baiano, com foco em Itaberaba, o pesquisador Davi Junghans, da Embrapa Mandioca e Fruticultura, desenvolveu um estudo chamado \u201cNovas Alternativas para a Produ\u00e7\u00e3o de Abacaxi no Semi\u00e1rido da Bahia\u201d, em parceria com a EBDA, UFRB e a Coopaita, cooperativa local dos produtores de abacaxi.<\/div>\n<div class=\"rich-text-block w-richtext\">\n<p>Um dos principais objetivos da pesquisa era verificar o comportamento agron\u00f4mico de variedades da Embrapa na condi\u00e7\u00e3o semi\u00e1rida, comparado com o da \u2018P\u00e9rola\u2019, cultivar tradicional no Nordeste, mas suscet\u00edvel \u00e0 fusariose. Esta doen\u00e7a, tamb\u00e9m chamada de resinose ou gomose, \u00e9 a principal respons\u00e1vel por perdas na produ\u00e7\u00e3o de abacaxi no Brasil. Entre os quatro materiais testados, a variedade BAG 344 apresentou adapta\u00e7\u00e3o \u00e0s condi\u00e7\u00f5es ambientais da regi\u00e3o. \u201cEsta variedade, obtida na cole\u00e7\u00e3o de abacaxi da Embrapa, foi coletada h\u00e1 anos na Amaz\u00f4nia. \u00c9 espinhosa, resistente \u00e0 fusariose e se comportou muito bem, mesmo na pior condi\u00e7\u00e3o de plantio, de sequeiro (sem irriga\u00e7\u00e3o). Seu fruto tende a ser cil\u00edndrico, com polpa creme\u201d, explica.<\/p>\n<p>O projeto, desenvolvido entre 2015 e 2020, teve apoio da Funda\u00e7\u00e3o de Amparo \u00e0 Pesquisa do Estado da Bahia (Fapesb), vinculada \u00e0 Secretaria de Ci\u00eancia, Tecnologia e Inova\u00e7\u00e3o (Secti), por meio do Edital de Fruticultura. Al\u00e9m da pr\u00f3pria Embrapa e da Fapesb, o Conselho Nacional de Desenvolvimento Cient\u00edfico e Tecnol\u00f3gico (CNPq) tem dado apoio financeiro ao Programa de Melhoramento Gen\u00e9tico de Abacaxi em v\u00e1rias oportunidades.<\/p>\n<p>Embora apresente resist\u00eancia gen\u00e9tica \u00e0 doen\u00e7a, que dispensa o uso de fungicidas, a fruta gerada pela 344 \u00e9 pequena (em torno de 1,1 Kg). Segundo o agr\u00f4nomo, este resultado, aparentemente negativo, pode ser visto com outro olhar. \u201cO consumidor brasileiro est\u00e1 acostumado a comprar com os olhos. Apesar do fruto ser menor que o da \u2018P\u00e9rola\u2019, utilizamos aquela variedade no cruzamento com cultivares comerciais. E, entre as prog\u00eanies obtidas, selecionamos h\u00edbridos superiores. Estes h\u00edbridos foram avaliados em diferentes regi\u00f5es produtoras de abacaxi do Brasil (tr\u00eas delas na Bahia) e os resultados obtidos t\u00eam sido animadores. Pelo menos quatro h\u00edbridos foram identificados como promissores, todos filhos daquela variedade selecionada em Itaberaba. Estes h\u00edbridos se mostraram resistentes \u00e0 fusariose e com produ\u00e7\u00e3o de frutos de excelente qualidade, em tamanho e sabor\u201d.<\/p>\n<p>As mudas destes h\u00edbridos obtidos na Bahia s\u00e3o testadas em outros estados. \u201cInstalamos recentemente um ensaio agron\u00f4mico com estes h\u00edbridos na Para\u00edba e, anteriormente, montamos outros ensaios no Brasil afora, em parceria com produtores e institui\u00e7\u00f5es de ensino ou pesquisa locais. Nestes ensaios, avaliamos a adaptabilidade dos h\u00edbridos \u00e0s diferentes condi\u00e7\u00f5es ambientais locais, e os resultados obtidos t\u00eam sido muito positivos. S\u00e3o filhos dessa variedade, BAG 344, selecionada pela condi\u00e7\u00e3o de adapta\u00e7\u00e3o ao clima duro do semi\u00e1rido. \u00c9 um resultado bastante animador, um trabalho que come\u00e7ou com o projeto apoiado pela Fapesb e est\u00e1 sendo multiplicado pelo pa\u00eds\u201d, revela o agr\u00f4nomo.<\/p>\n<p>O pr\u00f3ximo passo da pesquisa \u00e9 o lan\u00e7amento de novas cultivares de abacaxi. \u201cPrevemos o lan\u00e7amento a partir de 2023 destas novas cultivares. Para este lan\u00e7amento, futuramente ser\u00e3o estabelecidas parcerias da Embrapa com produtores\/viveiristas. No caso de Itaberaba e regi\u00e3o, a ideia \u00e9 utilizar a infraestrutura para produ\u00e7\u00e3o de mudas pela t\u00e9cnica de seccionamento do talo, para multiplicar as novas cultivares de abacaxi. Essa infraestrutura foi instalada na sede da Cooperativa Nacional de Produ\u00e7\u00e3o e Agroindustrializa\u00e7\u00e3o (Coopaita), durante a execu\u00e7\u00e3o do projeto com recursos da Fapesb\u201d, diz.<\/p>\n<p>A pesquisa que come\u00e7ou na Bahia abriu fronteiras e conta atualmente com a colabora\u00e7\u00e3o de institui\u00e7\u00f5es como Universidade Federal do Rec\u00f4ncavo da Bahia (UFRB), Empresa de Pesquisa Agropecu\u00e1ria de Minas Gerais (Epamig), Instituto Federal de Educa\u00e7\u00e3o, Ci\u00eancia e Tecnologia do Tri\u00e2ngulo Mineiro (IFTM), Instituto Federal de Educa\u00e7\u00e3o, Ci\u00eancia e Tecnologia do Par\u00e1 (IFPA \u2013 campus de Concei\u00e7\u00e3o do Araguaia), Casa Familiar Rural de Presidente Tancredo Neves-BA e tamb\u00e9m dos produtores de abacaxi da regi\u00e3o de Itaberaba e demais polos abacax\u00edcolas.<\/p>\n<p><b>Bahia Faz Ci\u00eancia<\/b><\/p>\n<p>A Secretaria Estadual de Ci\u00eancia, Tecnologia e Inova\u00e7\u00e3o (Secti) e a Funda\u00e7\u00e3o de Amparo \u00e0 Pesquisa da Bahia (Fapesb) estrearam no Dia Nacional da Ci\u00eancia e do Pesquisador Cient\u00edfico, 8 de julho de 2019, uma s\u00e9rie de reportagens sobre como pesquisadores e cientistas baianos desenvolvem trabalhos em ci\u00eancia, tecnologia e inova\u00e7\u00e3o para contribuir com a melhoria de vida da popula\u00e7\u00e3o em temas importantes como sa\u00fade, educa\u00e7\u00e3o, seguran\u00e7a, dentre outros. As mat\u00e9rias s\u00e3o divulgadas semanalmente, sempre \u00e0s segundas-feiras, para a m\u00eddia baiana, e est\u00e3o dispon\u00edveis no site e redes sociais da Secretaria e da Funda\u00e7\u00e3o. Se voc\u00ea conhece algum assunto que poderia virar pauta deste projeto, as recomenda\u00e7\u00f5es podem ser feitas atrav\u00e9s do e-mail comunicacao.secti@secti.ba.gov.br.<\/p>\n<p>Fonte: SECTI<\/p>\n<p>Foto: divulga\u00e7\u00e3o<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A planta\u00e7\u00e3o \u00e9 adaptada ao clima semi\u00e1rido da Bahia. O abacaxi \u00e9 uma das frutas mais produzidas e consumidas do pa\u00eds. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE), em 2020, a produ\u00e7\u00e3o foi acima de 1,67 bilh\u00f5es de frutos. 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