{"id":1972,"date":"2022-03-29T15:25:13","date_gmt":"2022-03-29T18:25:13","guid":{"rendered":"https:\/\/cienciasbahia.org.br\/novo\/?p=1972"},"modified":"2022-08-04T15:26:54","modified_gmt":"2022-08-04T18:26:54","slug":"estudo-premiado-do-isc-investiga-cobertura-vacinal-de-indigenas-na-bahia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cienciasbahia.org.br\/novo\/2022\/03\/29\/estudo-premiado-do-isc-investiga-cobertura-vacinal-de-indigenas-na-bahia\/","title":{"rendered":"Estudo premiado do ISC investiga cobertura vacinal de ind\u00edgenas na Bahia"},"content":{"rendered":"<div class=\"post-description-box\">\n<p class=\"post-description\"><a href=\"https:\/\/cienciasbahia.org.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/imagem_2703221648425383.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-1973\" src=\"https:\/\/cienciasbahia.org.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/imagem_2703221648425383.jpg\" alt=\"\" width=\"1000\" height=\"493\" srcset=\"https:\/\/cienciasbahia.org.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/imagem_2703221648425383.jpg 1000w, https:\/\/cienciasbahia.org.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/imagem_2703221648425383-300x148.jpg 300w, https:\/\/cienciasbahia.org.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/imagem_2703221648425383-768x379.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 1000px) 100vw, 1000px\" \/><\/a><\/p>\n<p>O estudo foi liderado pelo pesquisador Ueslei R\u00eago, residente em Epidemiologia e Servi\u00e7os de Sa\u00fade pelo ISC\/UFBA.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"social-icons-box\">De janeiro a agosto de 2021, cerca de 80% da popula\u00e7\u00e3o ind\u00edgena eleg\u00edvel \u00e0 vacina\u00e7\u00e3o j\u00e1 estava imunizada com as duas doses contra a Covid-19 na Bahia. No mesmo per\u00edodo, foram registrados 2.776 casos da doen\u00e7a entre os povos ind\u00edgenas em todo o estado. Apesar dos \u00edndices considerados satisfat\u00f3rios, a cobertura vacinal aconteceu de forma desigual entre os munic\u00edpios baianos. \u00c9 o que apontam os dados preliminares de um estudo liderado pelo Instituto de Sa\u00fade Coletiva (ISC) da Universidade Federal da Bahia (UFBA), recentemente premiado em eventos de refer\u00eancia na \u00e1rea da sa\u00fade.<\/div>\n<div class=\"rich-text-block w-richtext\">\n<p>Para chegar aos resultados, a pesquisa coletou dados da Secretaria de Sa\u00fade da Bahia (Sesab) no intervalo compreendido entre os dias 17 de janeiro e 30 de agosto de 2021. Segundo o levantamento, 15% dos munic\u00edpios baianos (65 de um total de 417) conseguiram vacinar ind\u00edgenas no per\u00edodo analisado. \u201cAlguns munic\u00edpios vacinaram cerca de 44%, ou seja, menos da metade da popula\u00e7\u00e3o ind\u00edgena eleg\u00edvel. Essas diferen\u00e7as nas coberturas mostram que algumas localidades enfrentam mais dificuldades do que outras no atendimento \u00e0 sa\u00fade da popula\u00e7\u00e3o ind\u00edgena e, portanto, precisam de mais aten\u00e7\u00e3o das autoridades\u201d, destaca o pesquisador Ueslei R\u00eago, residente em epidemiologia e servi\u00e7os de sa\u00fade pelo ISC\/UFBA.<\/p>\n<p>Mesmo com a ades\u00e3o menor em algumas localidades, outros munic\u00edpios registraram \u00edndices mais elevados, garantindo um \u00edndice geral satisfat\u00f3rio para o estado. No total, quase 20 mil pessoas aldeadas foram vacinadas com a primeira dose no intervalo de tempo da pesquisa, o equivalente a 86% da popula\u00e7\u00e3o eleg\u00edvel \u00e0 \u00e9poca. Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 segunda dose, a ades\u00e3o foi de aproximadamente 80%. \u201cA Bahia fez uma log\u00edstica eficiente, inclusive com o uso de avi\u00f5es no transporte de vacinas para os munic\u00edpios, mas sabemos que dentro do estado existem muitas discrep\u00e2ncias\u201d, observa.<\/p>\n<p><strong>PRINCIPAIS ENTRAVES<\/strong><\/p>\n<p>Para o pesquisador, a falta de imunobiol\u00f3gicos no come\u00e7o da vacina\u00e7\u00e3o e a difus\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es negacionistas dificultaram o avan\u00e7o da vacina\u00e7\u00e3o entre os ind\u00edgenas no pa\u00eds. Em contrapartida, R\u00eago destaca a import\u00e2ncia da mobiliza\u00e7\u00e3o liderada por organiza\u00e7\u00f5es e movimentos sociais ind\u00edgenas, indigenistas e sanit\u00e1rios junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) para garantir o direito \u00e0 vacina\u00e7\u00e3o dessas popula\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Em mar\u00e7o de 2021, ap\u00f3s forte press\u00e3o desses grupos, o ministro do STF Lu\u00eds Roberto Barroso determinou que o governo federal priorizasse tamb\u00e9m a vacina\u00e7\u00e3o de ind\u00edgenas que morassem em cidades e territ\u00f3rios n\u00e3o homologados. At\u00e9 ent\u00e3o, apenas ind\u00edgenas aldeados integravam a lista de grupos priorit\u00e1rios no Plano Nacional de Operacionaliza\u00e7\u00e3o da Vacina\u00e7\u00e3o Contra a Covid-19.<\/p>\n<p>\u201cSegundo a Articula\u00e7\u00e3o dos Povos Ind\u00edgenas do Brasil (Apib), existe atualmente um n\u00famero expressivo de ind\u00edgenas vivendo em cidades (favelas, comunidades) e, portanto, exclu\u00eddos dos grupos priorit\u00e1rios definidos no in\u00edcio da campanha de vacina\u00e7\u00e3o\u201d. Sem essa prioriza\u00e7\u00e3o, os ind\u00edgenas s\u00f3 poderiam ser vacinados seguindo os crit\u00e9rios de idade e comorbidades aplicados \u00e0 popula\u00e7\u00e3o em geral. \u201cFoi uma resposta frente ao agravamento das condi\u00e7\u00f5es de vida dos povos ind\u00edgenas, v\u00edtimas de estrat\u00e9gias de viol\u00eancias anti-ind\u00edgenas praticadas por atores sociais e pelo Estado brasileiro\u201d, avalia o pesquisador.<\/p>\n<p><strong>MEN\u00c7\u00c3O HONROSA<\/strong><\/p>\n<p>Intitulada \u201cPovos ind\u00edgenas e o acesso ao direito vacinal contra COVID-19: o caso da Bahia\u201d, a pesquisa recebeu Men\u00e7\u00e3o Honrosa durante o \u201cV F\u00f3rum Nacional de Di\u00e1logos e Pr\u00e1ticas Interprofissionais em sa\u00fade \u2013 V FONDIPIS\u201d e no \u201cI Encontro Internacional de Educa\u00e7\u00e3o e Pr\u00e1tica Interprofissional em Sa\u00fade \u2013 I EIDEPIS\u201d, realizados pela Universidade Regional do Cariri (URCA) entre os dias 01 e 04 de fevereiro. Em formato remoto, com sede f\u00edsica no munic\u00edpio de Crato \u2013 CE, os encontros unificados tamb\u00e9m acolheram o V Encontro Regional Nordeste I, evento promovido pela Associa\u00e7\u00e3o Rede Unida, entidade internacional que visa articular projetos, institui\u00e7\u00f5es e pessoas interessadas na constru\u00e7\u00e3o coletiva de sistemas de sa\u00fade p\u00fablicos.<\/p>\n<p>O estudo tem a colabora\u00e7\u00e3o do pesquisador Jo\u00e3o Gabriel Modesto, bacharel em Sa\u00fade pelo Instituto de Humanidades, Artes e Ci\u00eancias Professor Milton Santos (IHAC) da UFBA, sob orienta\u00e7\u00e3o do pesquisador Ricardo Lustosa (ISC\/UFBA). A pesquisa \u00e9 resultado do trabalho de conclus\u00e3o apresentado por Ueslei R\u00eago ao Curso de Especializa\u00e7\u00e3o em Sa\u00fade Coletiva sob a forma de Resid\u00eancia em Epidemiologia e Servi\u00e7os de Sa\u00fade, oferecido pelo Instituto de Sa\u00fade Coletiva (ISC\/UFBA). A especializa\u00e7\u00e3o \u00e9 estruturada a partir de uma metodologia que privilegia a integra\u00e7\u00e3o te\u00f3rico-pr\u00e1tica, em uma perspectiva problematizadora, cr\u00edtica e vivencial.<\/p>\n<p>Para a vice-coordenadora do curso, professora Samilly Miranda, o estudo liderado pelo residente reflete a dedica\u00e7\u00e3o e o compromisso n\u00e3o apenas com o curso, mas com uma forma\u00e7\u00e3o voltada para o Sistema \u00danico de Sa\u00fade. \u201cO trabalho aponta para uma tem\u00e1tica altamente relevante, na medida que, ao investigar a cobertura vacinal para a Covid-19 de ind\u00edgenas na Bahia, os autores disponibilizam informa\u00e7\u00f5es que podem auxiliar no planejamento de a\u00e7\u00f5es de vacina\u00e7\u00e3o deste grupo e, portanto, contribuir para a redu\u00e7\u00e3o da morbimortalidade da doen\u00e7a\u201d, observa a professora.<\/p>\n<p>Para Ueslei R\u00eago, o pr\u00eamio revela a import\u00e2ncia de um olhar mais atento \u00e0s popula\u00e7\u00f5es historicamente esquecidas pelo poder p\u00fablico. Ele tamb\u00e9m destaca a escassez de estudos na literatura cient\u00edfica dedicados \u00e0 sa\u00fade dos ind\u00edgenas e chama aten\u00e7\u00e3o para o agravamento das desigualdades no curso da pandemia. \u201cEssas popula\u00e7\u00f5es foram bem mais afetadas do que as demais durante a pandemia de Covid-19. Com esses resultados, queremos sensibilizar as autoridades para que possam promover pol\u00edticas mais efetivas e, consequentemente, reduzir as desigualdades\u201d, avalia.<\/p>\n<p>A pesquisa est\u00e1 em fase de submiss\u00e3o \u00e0 publica\u00e7\u00e3o em peri\u00f3dicos cient\u00edficos da \u00e1rea. Na pr\u00f3xima etapa do estudo, a equipe pretende ir a campo para investigar de perto a cobertura vacinal em comunidades ind\u00edgenas baianas. \u201cA pesquisa parte de dados secund\u00e1rios, oferecidos pelas plataformas de \u00f3rg\u00e3os oficiais, mas precisamos identificar o que contribuiu contra ou a favor da vacina\u00e7\u00e3o e, principalmente, saber qual a vis\u00e3o dessas popula\u00e7\u00f5es ind\u00edgenas sobre a pr\u00f3pria sa\u00fade\u201d, conclui.<\/p>\n<p>Fonte: UFBA &#8211; Edgardigital<\/p>\n<p>Foto: Divulga\u00e7\u00e3o\/ CONASEMS<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O estudo foi liderado pelo pesquisador Ueslei R\u00eago, residente em Epidemiologia e Servi\u00e7os de Sa\u00fade pelo ISC\/UFBA. De janeiro a agosto de 2021, cerca de 80% da popula\u00e7\u00e3o ind\u00edgena eleg\u00edvel \u00e0 vacina\u00e7\u00e3o j\u00e1 estava imunizada com as duas doses contra a Covid-19 na Bahia. 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