{"id":1933,"date":"2022-03-11T12:03:29","date_gmt":"2022-03-11T15:03:29","guid":{"rendered":"https:\/\/cienciasbahia.org.br\/novo\/?p=1933"},"modified":"2022-08-04T12:04:45","modified_gmt":"2022-08-04T15:04:45","slug":"produto-a-base-de-alecrim-pimenta-pode-ser-arma-contra-superfungo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cienciasbahia.org.br\/novo\/2022\/03\/11\/produto-a-base-de-alecrim-pimenta-pode-ser-arma-contra-superfungo\/","title":{"rendered":"Produto \u00e0 base de alecrim-pimenta pode ser arma contra superfungo"},"content":{"rendered":"<div class=\"post-description-box\">\n<p class=\"post-description\"><a href=\"https:\/\/cienciasbahia.org.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/imagem_0903221646852401.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-1934\" src=\"https:\/\/cienciasbahia.org.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/imagem_0903221646852401.jpg\" alt=\"\" width=\"999\" height=\"525\" srcset=\"https:\/\/cienciasbahia.org.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/imagem_0903221646852401.jpg 999w, https:\/\/cienciasbahia.org.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/imagem_0903221646852401-300x158.jpg 300w, https:\/\/cienciasbahia.org.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/imagem_0903221646852401-768x404.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 999px) 100vw, 999px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Planta abundante no Nordeste \u00e9 base do estudo realizado por pesquisadores da USP.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"social-icons-box\">O \u00f3leo essencial extra\u00eddo do alecrim-pimenta, planta abundante no Nordeste, se mostrou eficaz no combate ao novo superfungo Candida auris. A confirma\u00e7\u00e3o vem de resultados promissores, rec\u00e9m-publicados pela <a href=\"https:\/\/www.mdpi.com\/1999-4923\/14\/1\/180\">revista Pharmaceutics<\/a>, de estudo realizado em laborat\u00f3rios da Faculdade de Ci\u00eancias Farmac\u00eauticas de Ribeir\u00e3o Preto (FCFRP) da Universidade de S\u00e3o Paulo &#8211; USP.<\/div>\n<div class=\"rich-text-block w-richtext\">\n<p>A not\u00edcia da forte atividade antimicrobiana da subst\u00e2ncia acontece num momento em que a Ag\u00eancia Nacional de Vigil\u00e2ncia Sanit\u00e1ria (Anvisa) acaba de informar a ocorr\u00eancia do terceiro surto da Candida auris no Brasil. A esp\u00e9cie \u00e9 considerada um superfungo por ser multirresistente aos antif\u00fangicos comerciais, facilmente transmiss\u00edvel e respons\u00e1vel por infec\u00e7\u00f5es hospitalares. Provoca febre alta, tontura, fadiga, aumento da frequ\u00eancia card\u00edaca, v\u00f4mitos e sepse, podendo ser fatal. Foi identificada em quase 50 pa\u00edses pelos cinco continentes e, no Brasil, que conta com 18 casos confirmados, foi detectada pela primeira vez em dezembro de 2020.<\/p>\n<p>Contra esse superfungo, as equipes da FCFRP, coordenadas pelos professores Wanderley Pereira Oliveira e Marcia Regina von Zeska Kress, apostam no \u00f3leo essencial da Lippia sidoides, nome cient\u00edfico do alecrim-pimenta. A subst\u00e2ncia \u00e9 objeto das pesquisas do professor Oliveira desde 2007, quando come\u00e7aram os testes sobre as potencialidades bactericidas e fungicidas do \u00f3leo essencial da Lippia sidoides.<\/p>\n<p>\u00c0 frente do Laborat\u00f3rio de P&amp;D em Processos Farmac\u00eauticos (<a href=\"https:\/\/sites.usp.br\/laprofar\/\">LAPROFAR<\/a>) da FCFRP, Oliveira e seu time j\u00e1 possuem duas\u00a0<a href=\"https:\/\/jornal.usp.br\/universidade\/usp-registra-patente-de-tecnica-que-pode-substituir-conservantes\/\">patentes de encapsulados<\/a>\u00a0deste \u00f3leo essencial, que servem como antimicrobianos para ind\u00fastrias farmac\u00eautica, cosm\u00e9tica e de alimentos. Agora, para enfrentar a Candida auris, o professor Oliveira e a pesquisadora e aluna de doutorado Iara Baldim usaram nanotecnologia e desenvolveram um novo produto: uma nanocamada (escala molecular) feita \u201c\u00e0 base de sistemas lip\u00eddicos\u201d que envolve o \u00f3leo essencial.<\/p>\n<p>A tecnologia, garantem, maximiza o potencial de uso da subst\u00e2ncia ativa do alecrim-pimenta, diminuindo a toxicidade e aumentando tanto a estabilidade quanto a atividade antimicrobiana. Afirmam ainda que os ensaios realizados encontraram o n\u00edvel ideal de concentra\u00e7\u00e3o da subst\u00e2ncia ativa que \u00e9 eficaz contra o fungo sem oferecer riscos t\u00f3xicos ao organismo humano. A avalia\u00e7\u00e3o da atividade antimicrobiana e da toxicidade do novo produto ficou a cargo do laborat\u00f3rio da professora M\u00e1rcia e dos pesquisadores Mario Paziani e Patr\u00edcia Bari\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>ENCAPSULAMENTO TORNA PRODUTO VI\u00c1VEL<\/strong><\/p>\n<p>O alecrim-pimenta \u00e9 uma planta utilizada na medicina popular como antimicrobiano e antif\u00fangico. Apesar das propriedades ben\u00e9ficas, o \u00f3leo essencial do alecrim-pimenta pode causar irrita\u00e7\u00f5es na pele e rea\u00e7\u00f5es al\u00e9rgicas que s\u00e3o evitadas com o encapsulamento. Al\u00e9m dessa, outra vantagem do sistema criado pelo Laprofar \u00e9 o aumento da efici\u00eancia do produto j\u00e1 que o \u00f3leo essencial \u00e9 vol\u00e1til e perde suas caracter\u00edsticas originais quando exposto aos fatores ambientais, como calor, oxig\u00eanio e radia\u00e7\u00e3o solar.<\/p>\n<p><strong>EFICAZ CONTRA DIVERSOS MICRORGANISMOS<\/strong><\/p>\n<p>Para entender o funcionamento do \u00f3leo essencial, diversos testes foram realizados, mapeando seu mecanismo geral de a\u00e7\u00e3o e, em espec\u00edfico, contra o superfungo. Apesar de os estudos n\u00e3o terem elucidado plenamente esses mecanismos, Oliveira diz que os resultados at\u00e9 o momento garantem que o \u00f3leo essencial do alecrim-pimenta \u00e9 multicomponente e pode atuar de diferentes maneiras ao mesmo tempo, inibindo o crescimento do fungo e de outras bact\u00e9rias por diversos mecanismos.<\/p>\n<p><strong>ALTERNATIVAS PARA DOEN\u00c7AS RESISTENTES A MEDICAMENTOS<\/strong><\/p>\n<p>Os pr\u00f3ximos passos devem transformar o \u00f3leo essencial do alecrim-pimenta em terapia, j\u00e1 que \u201cos sistemas produzidos t\u00eam se mostrado eficazes para o controle de pat\u00f3genos resistentes a medicamentos\u201d, diz Oliveira.<\/p>\n<p>Estudos sobre o comportamento do produto no sistema gastrointestinal (para administra\u00e7\u00e3o via oral) e permea\u00e7\u00e3o transd\u00e9rmica (via t\u00f3pica) s\u00e3o alguns alvos iniciais para o uso do produto como medica\u00e7\u00e3o. Tamb\u00e9m existe a possibilidade de associar o produto a medicamentos tradicionais, contribuindo para minimizar a resist\u00eancia do fungo.<\/p>\n<p>O pesquisador informa ainda que diversas pesquisas est\u00e3o em andamento para \u201cavaliar poss\u00edveis comportamentos sin\u00e9rgicos entre as nanopart\u00edculas e medicamentos tradicionais na elimina\u00e7\u00e3o da resist\u00eancia de microrganismos resistentes\u201d, desenvolvendo assim novas formas de tratamento para infec\u00e7\u00f5es nosocomiais, como \u00e9 o caso da Candida auris.<\/p>\n<p>Mais informa\u00e7\u00f5es: e-mail <a href=\"mailto:wpoliv@fcfrp.usp.br\">wpoliv@fcfrp.usp.br<\/a><\/p>\n<p>Fonte: Vin\u00edcius Botelho e Rita Stella &#8211; Jornal da USP<\/p>\n<p>Foto: Montagem feita por Guilherme Castro\/Jornal da USP com imagens cedidas por pesquisador, Wikimedia Commons e Unsplash.<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Planta abundante no Nordeste \u00e9 base do estudo realizado por pesquisadores da USP. 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